Até a vovó viu que foi gol do Vasco. Menos o cegueta que tinha de ficar ali justamente para ver que foi gol… Isso fez com que eu mudasse de ideia: tecnologia e profissionalismo já, para acabar com a bandalheira no futebol.

No CCBB, Juninho Pernambucano.
No campo, o Vasco fez dois gols legais, limpos e honestos. A arbitragem se esqueceu de validar. Por coincidência, mais um erro crasso contra São Januário e a favor da Gávea e do sr. Bandeira de Mello, sempre a atestar a própria vergonha na cara.

Como pode um cidadão deixar de ver um lance cristalino a menos de cinco metros à sua frente? Não sei. Na minha opinião, não pode. Ponto. Mas há algo pior do que o “erro” do assitente do árbitro. É o comportamento vendido da imprensa, que busca legitimar qualquer coisa que se passe em campo.

Como jogador, Roberto foi inquestionável. Como presidente, justamente o contrário. Sairá, este ano, da história do clube levando algumas marcas absolutamente lamentáveis, como o fato de não ter conquistado (pelo menos até agora) nenhum Carioca e de ter participação ativa em um rebaixamento do clube, e passiva no outro.

Nas Olimpíadas, o Rio será a capital do mundo por meses. Estrangeiros do mundo inteiro têm de sair do Rio vestindo camisas do Vasco, apaixonados pela história do Vasco. É uma chance única de exposição do clube. Tenho certeza de que Nike, Umbro e Kappa já viram isso. Mas o Vasco, não.

Quantos impedimentos esquecidos? Tira teimas deslocados? Impedimentos mostrados fotogramas pra trás ou adiante, quando a bola já saiu do pé do jogador. Milésimos de segundo bastam pra subverter a verdade.

Foi de propósito que deixei para escrever no fim da tarde. Ontem eu programei um passeio com minha esposa. Após descobrir as carteiras de sócio do avô e do pai, datadas de 1946 e 1951, ela decidiu ir a São Januário pleitear o título de sócia proprietária, pois quer entrar de cabeça no clube.