Oportunidades

Seis e meia da tarde. Faltam duas horas e meia para que comece o jogo do Vasco em Urbano Caldeira. Desde o domingo, não vi um único Vascaíno dizer que acredita numa vitória hoje. Nem nas redes sociais, nem entre amigos, na rua. Um empate é tido como uma façanha, por mais que saibamos que em termos de tabela, é outra tragédia.

Claro, essa certeza da derrota vem da atuação patética de domingo. Dez dias de treino para apresentar aquele lixo. Não satisfeita, a diretoria mantém esse cidadão com sua grossura, antipatia e incompetência à frente do time por mais uma rodada. Depois de atirar no lixo dois pontos obrigatórios, despreza outra rodada com a manutenção do estado das coisas, mesmo com a diretoria já “pensando” em trocar o comando do time.

Ganhar hoje seria (será?) uma maravilha na recuperação do time. Mas nos obrigaria a seguir tendo engulhos ao olhar pra cara cheia de botox de Celso Roth. E a encarar nova final no Maracanã, contra o Coritiba, comandados por um morto-vivo.

Demitir técnicos nunca foi solução. No mais das vezes, é um bode expiatório ideal para um time desunido, jogadores fracos, diretoria sem comando.

Era uma imposição a queda após a derrota para o Palmeiras. São Januário lotado.Time mal escalado. Por anos vai perdurar a dúvida sobre a escalação de Martin Silva fora de forma. Além de jogar três pontos no lixo, arriscou queimar uma das únicas reservas de confiança do time. Aislan, o beque vindo do São Paulo, foi sacado no intervalo deste jogo. Nem no banco fica mais. Contra o Joinville, Jomar, que não jogava uma partida há milênios, foi posto em campo e teve uma atuação de arrancar os pelos. No banco, Rafael Vaz, outro nome esquecido em São Januário, outro que não atua há tempos.

Dois jogos depois, mais cinco pontos jogados no lixo, vamos de novo de Roth hoje. Uma derrota o derruba. Ao Vasco também. Um empate? Não sei. A inércia travestida de prestígio ao incompetente pode se manter.

Oportunidades perdidas.

Claro que torço por uma vitória. Mas não sei se, hoje, isso é o melhor pro nosso Vasco.

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Li a grande repercussão da entrevista do pai de Bruno Cosendey sobre os possíveis favorecimentos no time sub 20 do Vasco.

Qualquer time do Brasil de hoje, de qualquer idade, é território de exploração de empresários ou grupos de investidores nacionais ou internacionais. Reside ai o grande câncer criado pela lei Pelé e explorado com maior ou menor bandidagem por esses indivíduos, treinadores, dirigentes e até familiares de atletas.

No BID, documento oficial de registro dos jogadores na CBF, não aparece a informação, crucial: A quem pertence o “direito federativo” do atleta. Este termo é a involução do passe. É o que garante a liberdade de cada atleta decidir onde jogar. Na prática uma balela.

Se se listasse a que empresários pertencem os passes de cada jogador da série A do brasileiro, muita coisa seria explicada.

Um dia isso tudo aparece. Só não podemos ser ingênuos de achar que esta nojeira é exclusividade da base do Vasco. Não é. Tomara que um dia o contrário ocorra. E que sejamos novamente pioneiros em alguma coisa que preste.

Que Deus nos ajude. Amém!