O aviso foi confirmado

A previsão dos 3 x 0 não vingou. Mas o aviso dado pelo amigo desta coluna, por e-mail, se confirmou e, mais uma vez, saímos prejudicados domingo. Não que a arbitragem do senhor Rodrigo Nunes de Sá tenha influído diretamente no placar, como as de Péricles Bassols em 2011, com dois pênaltis solenemente ignorados nas duas partidas contra o rival, pelo Brasileirão – e vamos combinar uma coisa: a chance de um pênalti alterar o placar de um jogo é imensa. Não houve, aparentemente, pênalti em Everton Costa, mas se ele simulou, Gabriel também o fez no segundo tempo, e saiu sem um amarelinho. De fato, mesmo amarelado, Everton Costa abusou de faltas imbecis e acabou expulso – o mesmo que fez Leo, este substituído depois de dar na pinta demais, mas antes do vermelho…

De pronto, os Flapressistas deste país, nas redações ou Facebooks, saíram em defesa do juizão. Sua atuação foi ruim, mas não foi decisiva.

E eu digo que foi. Arbitragem que decide não é a que deixa de marcar pênaltis apenas. Há, também, aquela que amarra o jogo com faltinhas, que irrita jogadores com farta distribuição de amarelos, que conversa muito… Lembrou do Rodrigo NUnes de Sá? Pois é, meus caros… É assim que se altera uma decisão: desfalca-se um time. Deixa o outro inteiro. Fácil, bem mais fácil.

Claro que boa parte da culpa do que houve domingo está nas mãos do nosso “brilhante” treinador.  Na primeira que Everton Costa fez, o time todo do Flamengo correu em cima do juiz. Pedra cantada, esquema conhecido. O jogador é que beirou a burrice. Seguiu dando mole. Era hora de se esconder um pouco. Mas quis mais evidência. Acabou levando o vermelho. E o Adilson Batista lá, suando igual a um porco e nada fazendo.

Mas são águas passadas e sigo calmo nesta quarta, em que espero ver uma tragédia de proporções Cabañísticas no Maracanã. Uma desclassificação de arruinar o moral, com gol no fim ou goleada. Ah, meus caros, não há nada melhor para hoje que a desmoralização do treinador, dos 11 em campo e, principalmente, do presidente que se disfarça de ético… Coisa linda.

Até porque isso nos beneficia, de certa forma. O balde de água fria vai no moral do jogador e caberá à sempre ridícula Flapress tentar, com suas táticas imbecis, animar plantel e torcida, relembrando escrita, a cantilena de vice, finais que perdemos, fazendo matérias com os “ídolos”… Essas baboseiras de sempre.

A nós cabe ignorar solenemente tudo isso e lembrar que a temporada ficará muito interessante se o Campeonato Carioca for parar em São Januário. O time vai entrar aceso na Série B e ligado no jogo de volta da Copa do Brasil. Não é um título fundamental, pois vamos vencer a segundona com um pé nas costas – esse time é muito melhor que os demais – e estamos de franco-atiradores na Copa do Brasil. Mas pode ser um título que modifica os ânimos de clube, jogadores e torcida.

Está, pois, na hora de vencer.

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As más línguas dizem que o substituto de Everton Costa será Fellipe Bastos. Não é um jogador que eu morra de amores, mas gostei da ideia. Precisamos ganhar o meio de campo, no domingo, para vencer. Fellipe entra pilhado contra o Flamengo (jogou bem nas duas partidas) e adora provocar os caras – desculpem-me os politicamente corretos, mas foi legal demais ver ele chegar para um camarada do rival e mandar, na lata, um “otário, otário cuzão”. Jogador do Vasco tem de dizer umas também. Apesar da cruz, não somos o time da igreja, rezando para espantar a equipe da pomba-gira. Aliás, e isso eu aprendi nos centros e terreiros da vida, fala-se com as entidades no mesmo tom delas. O “otário cuzão” foi a expressão disso…

A entrada do Fellipe faz com que o time jogue com uma linha de três volantes, Douglas e, na frente Edmilson e Reginaldo (ai…). Eu, neste caso, faria mais uma alteração: sacaria o gordinho e colocaria o Edmilson sozinho na frente, com Douglas e Bernardo ou Montoya na armação. Um time ofensivo, mas sem milhares de atacantes que só giram a bola.

E guardaria Thalles para o segundo tempo, colocando o guri no lugar de um dos volantes, se a partida estivesse empatada. O moleque tem estrela…

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vasco botaõ

Domingo é o jogo da vida de muita gente. Temos apenas 33% de chances de sairmos campeões, pois os caras têm empate e vitória. O time tem de jogar pilhado do começo ao fim e, se achar um gol cedo, como foi no domingo, não deve apenas se trancar lá atrás. Tem de ir, com calma, em busca do segundo e do terceiro – e de quantos mais puderem sair. Cabeça fria, pé no chão e sem se pilhar com o tanto de ações flapressistas que virão por aí.

Domingo é dia de Vasco campeão e a torcida tem de lotar o estádio e incentivar do começo a fim. Calar os caras, fazer do Maraca um São Januário modernizado.

Domingo. E eu vou estar lá. Avisa ao Paulinho. Otário cuzão…