O Vasco em 2017

Com algumas contratações feitas, o torneio Florida Cup e as fanfarronices do mandatário-mor, parece que poderemos ter um ano de fortes emoções. Com a subida para a série A confirmada no último ato de uma temporada ora tranquila, como no primeiro semestre, ora extremamente grotesca na segunda parte, ao que parece pouca coisa mudou no Vasco de dezembro para cá.

E o quanto isso é preocupante ? Com a goleada sofrida na última quarta-feira por 4 a 1 diante dos maloqueiros e/ou gambás (Corinthians) ficou uma impressão de que teremos fortes emoções. Ou sérios problemas. Das três contratações feitas até agora, apenas uma parece estar no limite do razoável: Wagner. Os outros dois não inspiram muita confiança. Escudero é um meia que ficou conhecido jogando no Vitória da Bahia. E por lá não foi lá essas coisas, praticamente escurraçado pela torcida do leão. Já Muriqui, este já o conhecemos: não jogou bulhufas por aqui. Estava pela China, Japão. A impressão que se tem é que só precisamos saber o quanto a atual diretoria está a levar por essas contratações; afinal não emplogam muito e ainda por cima fizeram contratações erradas. Precisamos de atacantes sim, mas na verdade, o que precisamos é de homem-gol. Mal ou bem, para as pontas temos o Caio Monteiro por exemplo. A diretoria está a tentar a contratação do Luiz Fabiano. Luiz Fabiano foi um grande atacante. Hoje vive mais no departamento médico do que em campo. Inclusive já andou a declarar que prefere vir para o Vasco, para em 2017 encerrar a carreira na Ponte Preta.

Por aí, o que podemos esperar do Vasco em 2017 ? É claro que isso é meio que um sebastianismo, mas por melhor ou pior que o elenco vascaíno seja concebido, o Vasco tem que entrar para ganhar, independente de que time viermos a ter. Se entrarmos apenas para não cair novamente à Série B, cairemos de novo. Ponto. Logo, mesmo com um elenco com limitações, é preciso termos garra, espírito de luta, entusiasmo, ir em cada lance para ganhar, com raça. Isso ao menos é que a nação cruzmaltina espera. Ano passado, sofremos no final, porém em certas partidas até em que o Vasco poderia vencer, empatamos ou perdemos por falta de raça também.

Em relação ao início deste ano, tivemos conquistas no Beach Soccer, como a conquista do Brasileiro da Categoria, diante do Sampaio Correia e da Libertadores contra o Rosário Central. Ademais, temos o nosso time de basquete começando a reagir no NBB, chegando a atual quarta posição, inclusive com uma excelente vitória sobre o vice-líder Brasilia. Mas no futebol, nosso carro chefe, precisamos montar o time ainda. Mesmo com a goleada que sofremos diante dos gambás e as vitórias sobre Barcelona de Guayaquil e o River Plate, ainda é cedo para jogarmos pedras.

E este ano teremos eleições no clube em seu final, novembro. Em relação a esta parte, usando o gancho da coluna do Zeh Catalano, de fato ele tem razão em um ponto, ponto este que hoje permeia o pesado clima interno que o Vasco atravessa: frequentemente nas redes sociais, os torcedores têm sistematicamente apontado o dedo contra os que votaram em Eurico na última eleição, proferindo xingamentos impublicáveis nas redes sociais cruzmaltinas. O fato senhores é que de nada adianta apontar o dedo e xingar quem colocou o Eurico lá. Isso fará com que o xingado, para responder ao xingamento do oponente, vote novamente no atual mandatário. E não é o que é a maior parte da torcida quer. Que fique aqui registrado: infelizmente a massa torcedora do Vasco infelizmente nada pode fazer a não ser protestar e tentar convencer os sócios de que é preciso haver mudança. Nada mais. Quem decide o destino do clube são os sócios; e a verdade é que nos bastidores cruzmaltinos, hoje não há um candidato oposicionista forte o bastante para derrotar o grupo da atual diretoria. O que nos resta como torcedores é a esperança de algo novo, com propostas para modernização do clube, de perfil conservador. O exemplo do Palmeiras é o mais palpável para nos basearmos. Lá tinha o grupo arcaico e ultrapassado de Mustafá Contursi e um belo dia, um ex-chefe da TUP, o hoje empresário e advogado Paulo Nobre varreu esse grupo de lá. Na verdade, precisamos encontrar alguém com este perfil. Não é apontando o dedo, brigando e desunidos é que fortaleceremos nosso gigante. Fica a dica.