O Vasco em 1982: acabou o “já ganhou” – Parte II (por Jorge Medeiros)

vasco 1982

Segundo Turno

Com Roberto machucado e sem previsão de retorno, a diretoria do Vasco, comandada pelo Vice-Presidente de Futebol, Antônio Soares Calçada, tratou imediatamente de trazer um reforço e contratou o atacante Palhinha, de 32 anos, que estava na reserva do Santos. Palhinha estava em final de carreira e não estava na sua melhor fase, quando ajudou o Cruzeiro a ser campeão da Libertadores em 1976 e o Corinthians a ser campeão paulista em 1977 e 1979. Entretanto, suas atuações não foram ruins e ele acabou dando experiência ao grupo. O sonho do Vasco nesta época era contratar um ponta-esquerda. João Paulo, também do Santos, era o principal alvo dos dirigentes vascaínos, no entanto, o pedido da diretoria paulista foi considerado muito alto. A estréia de Palhinha foi logo no primeiro domingo depois da derrota na final da Taça Guanabara. Vitória do Vasco sobre o Madureira por 1 a 0, em São Januário.

O próximo jogo era contra o Americano em Campos. Um jogo considerado difícil para todos os clubes que visitavam a cidade do norte fluminense. O resultado expressivo a favor do Vasco de 5 a 2 foi até hoje a maior goleada dos cruzmaltinos,  jogando contra o Americano em Campos. Com uma atuação soberba, Geovani foi o grande nome do jogo.

Com as vitórias sobre Bangu (2 a 1), Fluminense (3 a 2) e Bonsucesso (1 a 0), o Vasco assumia a liderança absoluta do campeonato e se credenciava a disputar a final contra o Flamengo levando vantagem pois tinha também o maior número de pontos. Contra o Fluminense novamente voltou a brilhar a estrela de Roberto Dinamite que marcou dois gols (sendo 1 de falta), se aproximando cada vez mais do gol 500. Vencer o Fluminense[1] duas vezes no mesmo campeonato era algo que o Vasco só conseguiu em 1977. Era um bom prenúncio de título.

O próximo adversário era o América, campeão da Taça dos Campeões (torneio disputado durante o período da Copa de 1982). O clube da Tijuca foi o que mais se preparou para surpreender naquele ano. Montou praticamente um time inteiro e trouxe de São Paulo vários jogadores de grande potencial mas que ainda não haviam se projetado tanto. Revelou um craque: Moreno e prometia dar a volta por cima com um novo técnico para o segundo turno: apostava no ex-ídolo Edu[2], 35 anos. Com ele o time voltava a jogar um futebol de alto nível e se mostrou um fortíssimo candidato ao título. As vitórias incontestáveis sobre Flamengo por 3 a 2 e sobre o Vasco por 2 a 0, mostravam a ascensão dos rubros.

No dia 22 de outubro o Vasco entrou em campo com Barbosa, Augusto, Bellini, Orlando e Jorge; Danilo, Ipojucan e Ademir; Tesourinha, Roberto e Chico. Não era um jogo de veteranos reforçado de Roberto (único jogador em atividade) mas era o “ Vasco de Todos os Tempos”. Tratava-se de mais uma reportagem promovida por Placar que realizava a escolha do melhor time de todos os tempos dos principais clubes do Brasil. No final do ano era apresentada uma lista do time escolhido pelos leitores e venceu Pedrinho no lugar de Jorge. Realmente o lateral Pedrinho poderia estar naquela seleção pois mesmo jogando pouco tempo no Vasco (havia sido contratado junto ao Palmeiras por Cr$ 30 milhões, no início de janeiro de 1982). Pedrinho se adaptou rapidamente ao Rio de Janeiro e se tornou em meses um dos líderes do grupo e um dos ídolos da torcida. Suas atuações em todos os jogos foram praticamente perfeitas. Além de ser o jogador que mais partidas disputou pelo Vasco durante o campeonato (24 vezes), Pedrinho desbancou Júnior como lateral-esquerdo, pois era melhor marcador e tinha uma raça insuperável. Nenhum vascaíno aceitava que Júnior (excelente jogador) fosse tratado como superior ao lateral vascaíno. Pedrinho jogou ainda em 1983 quando foi vendido para o Catania (Itália). Se fizesse carreira no Vasco teria sido um dos maiores ídolos.

O Vasco iniciava em período de declínio com quatro resultados seguidos de insucesso: empatou com o Campo Grande, em Ítalo Del Cima, perdeu de goleada para o Botafogo[3] por 4 a 1 e empatou com o Volta Redonda por 1 a 1.  Destes resultados ruins, o que pode ser considerado melhor foi o empate com o Campo Grande, que naquele ano tinha um bom time, foi campeão da Taça de Prata, e jogar no seu estádio  era uma tarefa árdua.

A grande surpresa do segundo turno era a boa campanha do Botafogo[4], que conseguiu se tornar o líder da competição ao vencer o Vasco numa época em que eles dificilmente nos venciam. O resultado empolgou os botafoguenses que lotaram o Maracanã para aquele clássico. Para efeito de comparação, no primeiro turno o público entre Vasco e Botafogo foi de 35.000 e no segundo turno foi de mais de 77.000 pagantes.

O empate com o Volta Redonda em São Januário só não foi um desastre maior pois aquele jogo entrou para a história como a partida do gol 500 de Dinamite[5] (gol de falta). O resultado afastava de vez o clube de vencer o segundo turno e agora a missão era acumular pontos para entrar na final como o clube de maior número de pontos, já que o Flamengo não vinha fazendo uma boa campanha no segundo turno e América e Botafogo, os líderes do segundo turno, não pontuaram bem na Taça Guanabara.

É possível que uma das melhores explicações para justificar a queda de rendimento da equipe tenha sido o difícil processo eleitoral que o Vasco viveu naqueles dias. Com três candidatos concorrendo a presidência: Antônio Soares Calçada pela situação, Eurico Miranda[6] e Agathyrno da Silva Gomes, pela oposição.  O clube viveu um clima eleitoral conturbado. Ao final da disputa, realizada no dia 12 de novembro, Calçada se elegeu o novo presidente para o triênio de 1983-84-85, assumindo o lugar de Alberto Pires Ribeiro, que o apoiava.

Enquanto aguardávamos para saber quem seria o novo governador do Rio de Janeiro (escândalo da Proconsult), no dia 16 de novembro de 1982, um dia após o Flamengo festejar o seu aniversário, quem comemorou foi a torcida carioca que viu o Flamengo ser eliminado da Taça Libertadores para o Peñarol em pleno Maracanã, com gol do atacante brasileiro Jair, ex-jogador do Inter –RS e filho do ex-jogador do Vasco nos anos  1950, Laerte. Jair calou mais de 90.000 torcedores e, parte da imprensa, começava a enxergar o óbvio: o Flamengo não era imbatível.

A vitória sobre a Portuguesa credenciava o Vasco para disputar o título com o Flamengo e Botafogo ou América que disputariam jogos decisivos naquele final de semana. O último jogo do segundo turno entre Vasco e Flamengo não teria nenhuma importância para as duas equipes que não precisavam daquele resultado para disputar o triangular final. O jogo se transformou num simples amistoso. Era assim que pensavam os rubro-negros. Para o Vasco que escalava um time praticamente de reservas, isto também parecia acontecer. Parecia, pois o técnico Antônio Lopes estava testando uma nova formação que surpreenderia a todos nos jogos finais.

Uma das apostas de Lopes estava no gol. Acácio Cordeiro Barreto, de 23 anos, foi contratado pelo Vasco no início de 1982 para ser o reserva de Mazaropi e assim o foi. Acácio foi a maior revelação do campeonato carioca de 1981 ao defender o gol do Serrano, time de Petrópolis. No Vasco até aquele momento jogou poucas vezes. No campeonato carioca não havia disputado uma partida sequer. Entrou neste jogo e não saiu mais. Disputou apenas três partidas mas foi um dos heróis do título com grandes atuações. Muitos torcedores já pediam Acácio como titular, mas Lopes só tomou esta decisão no final do campeonato. Talvez influenciado pela denúncia de Placar sobre Mazaropi que teria participado da “Máfia da Loteria”[7] em um jogo que o Vasco perdeu para o Bahia por 1 a 0,  no Rio de Janeiro, em 1976.

 Triangular Final

            Os clubes jogavam as partidas decisivas, porém  em nenhuma delas foram utilizadas as propagandas nas camisas, mesmo com a autorização do CND que a partir de 13 de maio de 1982, havia autorizado o uso de publicidade nas camisas dos times de futebol. No entanto, o Vasco, assim como outros grande clubes, não utilizou deste recurso neste ano. Parte expressiva dos torcedores não aceitava esta atitude. Havia desconfiança dos patrocinadores temendo que ao incentivar um clube ao outros torcedores boicotassem sua marca. A primeira vez que o Vasco usou propaganda em sua camisa foi em 1983. Nesta época a única propaganda na camisa do Vasco era o símbolo da Adidas. O Marketing Esportivo ainda não ditava as regras e a camisa do Vasco era praticamente a mesma que a de 1977, apenas na gola havia uma diferença. Mudar a camisa constantemente (como nós vemos hoje em dia) seria considerado um ato de dessacralização de algo que era intocável. Outros tempos…

No tempo em que a publicidade e a TV não dominavam completamente o futebol, restava ao torcedor comparecer ao estádio (na final mais de 112.000 pagantes) ou acompanhar toda a emoção do jogo pela transmissão do rádio. Esta tradição vinha desde a época em que os torcedores acompanhavam seus times através das primeiras narrações no final dos anos 1930. Estávamos ainda no auge do período em que o rádio esportivo dominava a imaginação dos torcedores. Na TV, teria que se contentar em esperar à noite para ver os Gols do Fantástico ou acompanhar o campacto na TVE: “taí o que você queria. Bola rolando no estádio do Maracanã….” Era assim que o locutor Januário de Oliveira iniciava suas narrações das partidas (o programa começava as 20 horas e terminava as 21 horas). Em seguida vinha o programa de debates, a Mesa-Redonda comandado pelo vascaíno Luiz Orlando, com as presenças de Luiz Mendes, Achiles Chirol, Sergio Noronha e demais convidados.  Com a proibição da transmissão ao vivo dos jogos pela TV, a melhor maneira de acompanhar futebol era ouvindo pelo rádio. Pela Rádio Globo se destacavam Jorge Curi e Waldir Amaral na narração e Ruy Porto nos comentários, pela Rádio Tupy, Doalcey Camargo e João Saldanha e pela Radio Nacional, o Garotinho e Washington Rocdrigues.

Em 1982 a Rede Globo[8] perdia o locutor Luciano do Valle, de 35 anos, que partia para uma carreira de locutor e empresário, criando a empresa de eventos Pormo-Acao, responsável pela divulgação de outros esportes além do futebol. É nesta época que começava a aparecer a geração vitoriosa de vôlei comandado entre outros, pelo jogador Fernandão. Também o vôlei feminino começava a aparecer. Pena que o basquete carioca não teve incentivo da TV, pois senão iríamos ver o tetracampeão carioca: o Vasco. Ou então o remo carioca: mais um campeonato.

Feito este preâmbulo voltamos ao campeonato em sua reta final. Os três times tinham reais chances de vencer mas sobre cada um pairavam muitas dúvidas. Ao América restava superar o estigma de ser um clube que “nadava, nadava e morria na praia”. Sem conquistar um título desde 1960, viu sua torcida diminuir e envelhecer nos últimos anos. Talvez o fator torcida tenha sido decisivo na reta final para o América. Quanto ao Flamengo que apostou tudo na Libertadores, estava sendo acusado de soberba pelos adversários. E o Vasco era a maior incógnita com o plano ousado de Antonio Lopes. Não sabíamos o que iria acontecer naqueles dias. Muito se comentava que nenhum dos candidatos a presidente do Vasco queria a permanência de Lopes. Portanto, foi a sua cartada final. Um levantamento do retrospecto entre os três times revelava: entre Vasco e América, 74 vitórias a favor, 25 empates e 23 derrotas. Entre Vasco e Flamengo, 50 vitórias, 38 empates e 62 derrotas. Em decisão o Flamengo venceu 4 e o Vasco 2.  A última vez que os três clubes decidiram um campeonato foi em 1974, com a vitória dos rubro-negros.

No primeiro jogo com o América, a segunda aposta começou a partida fazendo uma jogada bisonha e por pouco o atacante Gilson não marca para os americanos. Pouco depois este jogador se arranca para o ataque, recebe um passe de Roberto e chuta. Foi seu primeiro e único gol no campeonato. Gol do zagueiro Ivan. Um jogador que alterou boas e más partidas, boas e más fases. Foi titular durante uma época e perdeu a posição. Foi campeão e perdeu a posição[9]. Não importa, naquele momento ele brilhou e ajudou o time a ganhar confiança. Mesmo com a pressão do América no segundo tempo a equipe soube garantir o resultado e esperar pela disputa na quarta-feira entre América e Flamengo.

Outra aposta de Lopes foi o reserva do reserva do reserva. Assim foi Jérson (com J) no Vasco. Contratado junto ao Botafogo – ele foi pivô de um escândalo com outros jogadores (o Caso da Camareira). Não era um mau jogador, tinha alguma habilidade, sabia tocar e fazia o papel do falso ponta. Nunca foi destaque e sumiu nos anos seguintes. O titular da posição era Marquinho, que tinha a mesma função dele. Na sua reserva estavam Renato Sá, contratado no ano de 1981 e que não repetiu as boas atuações que teve no Grêmio e no Botafogo (se notabilizando pelos gols que quebraram grandes invencibilidades). Tinha ainda o Silvinho, um ponta habilidoso e de estilo agressivo que teve seu melhor momento no ano de 1981.  E tinha Jérson que entrou nos jogos finais e deu conta do recado. Sem brilhantismo, mas com espírito de equipe.

Para a finalíssima as torcidas organizadas do Vasco preparavam uma grande festa, afinal a expectativa de título, era grande. Eli Mendes, o líder da Força Jovem[10] do Vasco, principal torcida organizada do clube na época junto com a Torcida Organizada do Vasco (TOV), manda fazer cerca de 3.000 bandeirinhas de plástico (60 cm x 30 cm), outras torcidas também se preparam, são elas: Pequenos Vascaínos, Vaskilha etc. Juntas elas preparam a festa antes, durante e depois do jogo.

Para o jogo decisivo contra o Flamengo, o Vasco entrou em campo com a mesma equipe que venceu o América: Acácio, Galvão, Ivan, Celso e Pedrinho, Serginho, Dudu e Ernani; Pedrinho Gaúcho, Roberto e Jérson. O Flamengo entrava com todos os seus titulares que também venceram o América na quarta-feira por 1 a 0: Raul, Leandro, Figueiredo, Marinho e Júnior; Andrade, Adílio e Zico; Titã, Nunes e Lico. O primeiro tempo foi bastante equilibrado com duas chances de gol para cada equipe. Já no segundo tempo a partida começou mais movimentada e com uma alteração: a entrada de Marquinho no lugar de Dudu. E foi o próprio Marinho que marcou o gol do título após o escanteio batido por Pedrinho Gaúcho. Para o juiz José Roberto Wright (sempre ele!), o gol foi olímpico, mas as imagens comprovam que Marquinho raspou de cabeça. A vantagem do Vasco quase foi ampliada logo depois quando Roberto Dinamite arrancou do próprio campo e foi derrubado por Júnior na entrada da área. Falta para ser expulso, mas não levou nem cartão. Na cobrança de Roberto a bola explodiu no travessão e caiu em cima da linha. Em seguida veio a pressão do Flamengo com oito escanteios a favor. A partida era tensa para os dois lados mas o Vasco começou a botar a mão no título quando Júnior fez falta em Marquinho e, depois de reclamar, foi expulso. Eram 25 minutos e a partir daí o domínio territorial do Vasco foi se consolidando até o apito final e a comemoração vascaína.

Um dos maiores vitoriosos daquele campeonato era Carlos Roberto de Oliveira, ou Roberto Dinamite, era o primeiro título carioca depois de sua volta ao Brasil em 1980 e a afirmação de seu talento incontestável de artilheiro, o maior artilheiro do Vasco de todos os tempos, único jogador do Vasco até então a superar a barreira dos 500 gols. Sua liderança em campo, seus gols de falta, confirmavam aquilo tudo que os vascaínos defendiam quando o Brasil foi eliminado na Copa da Espanha: com Roberto em campo seria diferente. Aos 28 anos, Roberto ainda teve outros momentos de glória, como a artilharia do campeonato brasileiro em 1984 e outros títulos estaduais (1987, 1988 e 1992).

A Revista Placar (n° 655) que comemorava o título apresentava uma capa negra, com a faixa branca e a cruz de malta. O texto dizia: “Agora é Vasco”. No conjunto das reportagens havia matérias sobre os campeões, como o Atlético-MG (pentacampeão mineiro), e uma matéria especial com um conjunto de rock que aparecia naquele ano: a Blitz. Cada membro do grupo estava vestido com uma camisa de seu clube do coração. Lá estava Fernanda Abreu[11], lindíssima, com a camisa negra do Vasco.

Era o l5° título do clube de sua história.

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Texto escrito por Jorge Medeiros, professor de História. Em 1982, o autor tinha 15 anos e esteve presente a maior parte dos jogos do Vasco no Maracanã. A principal fonte de consulta foi a sua coleção da Revista Placar entre julho e dezembro do ano.

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Futuros jogadores do Vasco: Geração 83-84 Edevaldo (Internacional), Roberto (Atlético–PR), Heitor e Nenê (Ponte Preta), Daniel Gonzáles (Corinthians), Mauricinho (Comercial-SP), Mário e Arturzinho (Bangu), Almir (Campo Grande), Pires, Eloi e Airton (América), Orlando Fumaça (Americano).

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Geração 87,88 e 89 – Zé do Carmo (Santa Cruz), Bebeto (Vitória), Vivinho (Uberlândia), Paulo Roberto (Grêmio), Gersinho (Figueirense), Vitor e Andrade (Flamengo), Dunga (Internacional), Julio César (Grêmio), Mauro Galvão (Internacional), Cocada (Comercial-MS), Paulo Egidio (Botafogo-SP), Moroni (Internacional-SM), Paulo Sérgio (Botafogo) e Vilson Tadei (Guarani)).

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Elenco completo e partidas disputadas: Mazaropi (22), Rosemiro (23), Nei (17), Celso (21) e Pedrinho (24), Serginho (23), Dudu (21) e Ernani (24), Pedrinho Gaúcho (17), Roberto (20), Marquinho (21), Acácio (3) Galvão (11), Ivan (9), Geovani (16) , Luisinho (1), P.César (1), Rondinelli (6), Gilberto (1), João Carlos (3), Oliveira (1), Zinho (1), Palhinha (9), Adão (2), Jérson (5), Zé Luis (2), Renato Sá (4).

Media de público do Vasco no 1° turno (sem a decisão) – 28.031

total – 308.342

Media de público do Vasco no 2° turno –  18.716

Total – 205.888

média 25 jogos – 31.275

total 25 jogos  –  781.891

média nos clássicos do Vasco (13 partidas) – 53.434

total  –  697 mil

Fontes bibliográficas

Revista Placar

<http://www.youtube.com

<http://www.netvasco.com .br/>

<http://sovascodagama.blogspot.com/

ASSAF, Roberto, MARTINS, Clovis. Flamengo x Vasco – O clássico dos milhões. 1ª edicão. 262 páginas. Relume Dumará. RJ, 1999.

ASSAF, Roberto, MARTINS, Clóvis Campeonato carioca – 96 anos de história. 1 edicão. 634 páginas. Irradiação Cultural. Rio de Janeiro, 1997.

CARVALHO, Edvard Leite de. Roberto Dinamite A explosão do gol. 1ª edicão. 173 páginas. Autor. RJ, 1993.

DAMATTA, Roberto, et al Universo do Futebol. 1ª edicão. 124 páginas. Edições Pinakotheke. RJ, 1982.

FRANCO JÚNIOR, Hilário. Dança dos Deuses: futebol, cultura e sociedade. São Paulo: Companhia das Letras, 2007

HELAL, Ronaldo Passes e Impasses- Futebol e Cultura de massa no Brasil. 1ª edicão. 133 páginas. ed Vozes. Rio de Janeiro, 1997.

LEVER, Janet. A Loucura do Futebol. Rio de janeiro: Record, 1983.

LEVINE, Robert. “Esporte e Sociedade: o caso do futebol brasileiro”. In: WITTER, José e MEIHY, José C. (org). Futebol e cultura: coletânea de estudos. São Paulo: Imprensa Oficial, 1982.

MARTINI, Giulio San. Roberto Dinamite O início do ídolo. 1ª edicão. 80 páginas. Armando de Souza. RJ, 1993.

PINTO, Paulo César O. Um ídolo chamado Roberto Dinamite. 1ª edicão. 179 páginas. Editora Revan. RJ, 1987.

MURRAY, Bill. Uma História de Futebol. São Paulo: Hedra, 2000.

RIBEIRO, André. O Diamante Eterno. Rio de Janeiro: Gryphus, 1999.

_________. Os Donos do Espetáculo: histórias da imprensa esportiva no Brasil. São Paulo. Editora Terceiro Nome. 2007.

SILVA, Silvio Ricardo da. Sua torcida é bem feliz … da relação do torcedor com o clube. Tese de doutorado (em Educação Física), Faculdade de Educação Física da Unicamp, Campinas, 2001.

SUSSEKIND, Hélio.  Futebol em dois tempos. Rio de Janeiro: Relume Dumará, 1996.

WITTER, José Sebastião e MEIHY, José C. (orgs.) Futebol e Cultura: coletânea de estudos. São Paulo: Imprensa Oficial, 1982.

[1] O Fluminense viveu um ano de muitas crises políticas, econômicas e inúmeros protestos dos torcedores. Neste ano o clube vendeu seu principal ídolo, o zagueiro Edinho, depois da Copa para o Udinese por Cr$ 140 milhões. A base do Fluminense para o estadual foi P. Goulart ( P. Victor), Nei Dias ( Aldo), Maurão (Tadeu), Heraldo e R. Galaxe; Jandir, Delei e Zezé Gomes; Robertinho, Amauri e Gilcimar ( Paulinho).

[2] O mesmo Edu treinaria o Vasco em 1984 na bela campanha que resultou no vice-campeonato brasileiro.

[3] Os gols deste jogo podem ser vistos no site www.youtube.com, assim como a vitória do Vasco sobre o Fluminense por 3 a 2 e o gol 500 de Roberto.

[4] O Botafogo tinha como base Paulo Sergio, Perivaldo, Abel, Eraldo e Josimar, Alemão, Mendonça e Oswaldo; Geraldo, Mirandinha e Té. Dois jogadores se revelavam: Josimar e Alemão, titulares na Copa de 1986 e Geraldo era o melhor ponta-direita do campeonato. Além do talento de Mendonça e da boa fase do goleiro Paulo Sérgio.

[5] Os pesquisadores Mauro Prais e Alexandre Mesquita contestam esta contagem. Para maior detalhes vê www.netvasco.com. Na Revista Placar n° 651, Duílio Martino, de 58 anos, considerado um dos maiores colecionadores de informações sobre futebol da época  já contestava os dados. Roberto havia marcado 23 e na 22 gols pela seleção brasileira. Não havia sido computado o gol 19 de dezembro de 1976, quando a seleção brasileira venceu o amistoso contra o Internacional por 4 a 1. Assim,o gol 500 tinha sido contra o Campo Grande.

[6] Eurico Miranda era assessor da presidência e sonhava em ser o candidato da situação. Como perdeu a disputa para Calçada, passou para a oposição como candidato. Seu principal cabo eleitoral era Roberto Dinamite.

[7] Desde o dia 22 de outubro de 1982 que revista placar (n° 648) publicou inúmeras reportagens sobre este escândalo. Do Vasco também foi acusado o zagueiro Zezinho Figueroa, em um jogo entre Vasco e Botafogo em 1981. O Vasco perdeu por 3 a 1 depois de ficar 5 anos sem perder para os alvinegros. Foi sem dúvida uma autêntica zebra.

[8] Com sua saída, Galvão Bueno se tornaria o locutor principal. Nesta época Fausto Silva, o Faustão, ainda nem pensava em ser apresentador de programas de TV (era repórter esportivo pela Rádio Globo de São Paulo). Outro repórter esportivo que virou apresentador de TV era Marcelo Rezende, da Revista Placar.

[9] O Vasco contratou para a zaga Orlando Fumaça, destaque no Americano em 1982. Ivan foi emprestado para o Náutico em 1983.

[10] A Força Jovem levava uma faixa de apoio ao zagueiro Rondinelli que dizia: “Rondinelli, o Deus da Força”. Era uma forma de mudar a forma como o jogador ficou conhecido no Flamengo, “ O Deus da Raça”.

[11] Em 1982 a cantora Fernanda Abreu (ainda desconhecida) começava a fazer sucesso cantando na banda Blitz, que estourou nas paradas de sucesso com o hit “Você não soube me amar”.