O Vasco em 1982: acabou o “já ganhou” – Parte I (por Jorge Medeiros)

vasco 1982

“Em time que se ganha não se mexe”. Esta máxima do futebol foi desafiada pelo então iniciante técnico do Vasco da Gama, Antônio Lopes, de 41 anos, que às vésperas do triangular final do Campeonato Carioca de 1982, trocou cinco titulares e venceu os jogos finais contra seus adversários. O objetivo deste texto é recuperar a memória de uma época especial para os vascaínos que viram cair por terra todas as previsões que indicavam o favoritismo para outros clubes.

O início dos anos 1980 prometia grandes mudanças na esfera política com os ventos de liberdade soprando mais forte. Em 1982, mais precisamente no segundo semestre, o país foi tomado pela expectativa das eleições para governador, senador, deputado federal, estadual e vereador. No futebol, depois da derrota para Itália na Copa da Espanha, vivíamos uma ressaca provocada por 12 anos sem vencer uma Copa e a frustração de perder uma competição onde éramos apontados como favoritos. Muito se comentava que o público se afastaria dos estádios[1] com mais uma decepção. A prova final seria durante os campeonatos regionais que se iniciavam naquele período. O campeonato carioca, um dos mais tradicionais, poderia ser um termômetro para indicar se a paixão pelo futebol havia diminuído.

O Brasil foi eliminado pela Itália no fatídico dia 5 de julho de 1982 e no mesmo mês tinha início a Taça Guanabara (1° turno) disputada por 12 equipes. O vencedor disputaria a final do campeonato com a equipe que ganhasse o segundo turno e mais um time que conseguisse somar mais pontos ao longo de toda a disputa. O término da competição estava previsto para o início de dezembro, quando se concluiria o triangular final.

Candidatos ao título se preparando, entretanto, para a imprensa, o vencedor “todos” já sabiam. Pois houve um tempo em que a maior parte dos meios de comunicação protegia descaradamente um clube. A maioria dos grandes jornais, rádios e revistas apoiavam ostensivamente o clube da Gávea[2] em detrimento de seus adversários que faziam, para estes “jornalistas”, o papel de meros coadjuvantes do espetáculo.

No campeonato carioca de 1982 o Vasco da Gama lutou contra tudo e contra todos para voltar a dominar o futebol da cidade com a conquista do título em dezembro. Foi ainda neste período que o outrora “imbatível” time do Flamengo perdia (em casa) para o Peñarol na luta pela conquista da Taça Libertadores.

Taça Guanabara

A competição tinha vários atrativos, dentre eles havia expectativa de Roberto Dinamite completar os 500 gols. Ele que havia iniciado a disputa com 486 gols marcados em toda a sua carreira iniciada no próprio Vasco em 1971. Tudo indicava que conseguiria facilmente alcançar a meta pois ele vivia uma ótima fase, particularmente desde 1981 quando ele conseguiu marcar 61 gols. Em 1982 a boa fase continuava e ele foi convocado as pressas para o lugar do atacante Careca (titular da seleção), quando o artilheiro do Guarani se machucou e foi cortado. No entanto, em nenhum momento o técnico da seleção brasileira, Telê Santana, o colocou no banco, mesmo com atuações duvidosas de Serginho, atacante do São Paulo e substituto imediato de Careca.

O Vasco começava a competição com praticamente a mesma equipe que participou do campeonato brasileiro de 1982, disputado no primeiro semestre. O comando da equipe estava nas mãos de Antônio Lopes, que já estava dirigindo o time desde o campeonato carioca de 1981, quando o Vasco fez ótima campanha. De novidades apenas duas: a contratação do ponta-direita Pedrinho, que no Vasco se chamará Pedrinho Gaúcho e da revelação do time de juniores, o meia-atacante Ernani, de 20 anos. Ambos jogadores de muito potencial ofensivo. Pedrinho havia se revelado no Internacional (RS) mas teve sua carreira quase interrompida depois de uma grave lesão (ele chegou a integrar a seleção brasileira de juniores). Contratado pelo Bangu, fez um ótimo campeonato brasileiro em 1982. Sabia jogar nas duas pontas e era um típico atacante de estilo agressivo. Oscilou durante todo o campeonato em ótimas atuações e partidas discretas.

A preparação do elenco foi feita na cidade serrana de Teresópolis. Durante dez dias os jogadores treinaram o preparo físico orientados por Edinho. Paulo Angioni era o supervisor e Clovis Munhoz o médico. O folclórico massagista Santana completava a comissão técnica que receberia o reforço de Roberto e o lateral-esquerdo Pedrinho que retornavam da seleção.

A base da equipe e a respectiva numeração foi Mazaropi (1), Rosemiro (2), Nei (3), Celso (6) e Pedrinho (4); Serginho (9), Dudu (5) e Ernani (8); Pedrinho Gaúcho (7), Roberto (10) e Marquinho (11). Entre os principais reservas estavam: Galvão (2), Ivan (3), Geovani (8) e Renato Sá (11).

Do time campeão de 1977 (último título carioca) apenas o goleiro Mazaropi e Roberto Dinamite continuavam no elenco. Vários jogadores daquele time inesquecível continuavam jogando, entretanto, poucos continuavam atuando com grande destaque, com a maioria já em final de carreira. O lateral direito Orlando, com 33 anos, retornava ao Brasil para jogar pelo Coritiba, depois de temporada no Udinese (Itália), também neste país estava o meia-esquerda Dirceu (Verona), eleito o sexto melhor jogador estrangeiro pela imprensa italiana. Zé Mario havia encerrado a carreira, o meia-armador Zanata jogava pelo futebol mexicano e Guina estava na Espanha. No futebol carioca estavam o zagueiro Abel e Gaúcho (Botafogo), Wilsinho (Flamengo), o lateral-esquerdo Marco Antônio (Bangu). Pelo Nordeste jogavam o atacante Ramon (Ceará) e o meio-campo Helinho (Bahia).   Muitos ex- jogadores atuavam por diversos clubes[3] do Brasil, como Fumanchu (Londrina).

O primeiro jogo foi contra o Volta Redonda na casa do adversário. Aliás, a cidade era o local do nascimento de uma das maiores contratações do Vasco para aquele ano: o atacante Cláudio Adão[4], contratado junto ao Fluminense no início de 1982 e artilheiro do Vasco no Campeonato Brasileiro do mesmo ano. A dupla de ataque que fez 25 gols no Brasileirão (Adão 13 e Roberto 12) voltava a funcionar e foi a responsável pela vitória, com cada atacante marcando 1 gol, na vitória por 2 a 0.

Depois de um empate decepcionante com o Madureira, o Vasco voltou a jogar bem e venceu a Portuguesa por 5 a 0 com grande atuação de Dudu, então escalado em uma nova posição, mais avançado e fazendo a dupla de ataque com Roberto[5]. Isto porque neste período o clube vendeu Cláudio Adão[6] para o futebol árabe. O clube do Al Ain, dos Emirados Árabes, que pagou cerca de Cr$ 105 milhões pelo passe do jogador. Mas o grande destaque do time foi a explosão do talento do armador Ernani, a maior promessa do time de juniores daquele ano. Esguio, habilidoso e veloz, logo ele se tornou titular e era uma das principais apostas de Antônio Lopes. Placar destacava: “entre outras jogadas de craque, marcou um belíssimo gol que colocou o estádio inteiro de pé e mereceu um longo e entusiasmado aplauso” (p.16).

O próximo adversário seria o Fluminense e, nestes anos de “escrita” um empate com o tricolor já era comemorado, um mal resultado já era esperado numa época em que sofríamos constantes insucessos contra o tricolor. Era o momento de Amauri ex-jogador do clube, enfrentar o Vasco pela primeira vez. Ele que havia formado uma dupla infernal com Roberto em 1981, quando o ídolo vascaíno marcou 39 gols em 36 jogos (média de 1,08). O que levou Roberto a comentar sobre a troca de Amauri por Cláudio Adão no início de 1982: “foi a pior coisa que o Vasco fez”. No entanto, para a felicidade dos vascaínos, Roberto estava inspirado e marcou os dois gols da vitória por 2 a 1, com o segundo gol de pênalti se efetuando aos 43 minutos da etapa final. A “escrita” não tinha funcionado, éramos líder do campeonato, estávamos invictos a 15 jogos, Roberto encostava em Zico na artilharia do campeonato e se aproximava do gol 500, pois já estava com 491.

Roberto e Zico travavam um duelo a parte, enquanto o rubro-negro já havia sido o artilheiro carioca por 5 vezes, Roberto conseguiu em duas ocasiões. Zico estava próximo de atingir os 600 gols (no momento tinha 486) e ambos eram capas constantes da Revista Placar, que promoveu o encontro entre os dois principais ídolos de todos os tempos das maiores torcidas do Rio de Janeiro. Zico[7] e Roberto eram personagens freqüentes das colunas sociais, desfilavam pelas boates da moda da Zona Sul carioca, passeavam com carros luxuosos (Roberto havia adquirido um Miúra vermelho naquele ano), mas tinham um perfil de figuras responsáveis, de “família”, com “bons modos”, ao lado das esposas. Nada parecido com a geração posterior de Romário e Edmundo e cultura “Bad Boy”.

Ano de eleição e muitos se aproveitavam do futebol para promoverem suas candidaturas, enquanto os rubro-negros elitistas, Marcio Braga e Michel Assef se apresentavam como candidatos a deputado federal e estadual, respectivamente, o jornalista e vascaíno Sérgio Cabral, de 45 anos, colunista em O Globo, se apresentava defendendo as causas populares, prometendo “lutar por melhores condições nos estádios” (Cf. Placar, n° 639).

A boa fase do Vasco foi interrompida pela derrota para o Bangu que naqueles anos deu muito trabalho aos adversários, que sabiam das manhas do homem-forte de Moça Bonita, o banqueiro de bicho Castor de Andrade, responsável direto pelos “anos de ouro” do clube suburbano. A equipe era formada por Tião, Toninho. Moisés, Tecão e M. Antônio; Mococa, Rubens Feijão e Arturzinho; Dreyfus, Vagner e Marcelo. No banco estavam Renê, Índio, Mário e Luisão.

Pouco depois o Vasco enfrentava um dos favoritos ao título: o América. Outro clube que naqueles anos investiu bastante no futebol e conseguiu montar equipes de excelente nível técnico[8].  A vitória por 2 a 1 foi conquistada graças ao talento de um jovem jogador que o Vasco havia contratado[9] da Desportiva do Espírito Santo, em 1981, por Cr$ 6 milhões. Aos 17 anos Geovani era uma grande promessa e neste período após a contratação atuou a maior parte do tempo junto a seleção brasileira de juniores. A reportagem de Placar rasga enormes elogios ao jogador, agora com 18 anos e salários[10] de Cr$ 80 mil: “com um futebol que arranca gritos de admiração, tal sua sobriedade e elegância no toque de bola (…) organizou o meio-campo, fez lançamentos primorosos e quase marcou um golaço da intermediária” (p.6).

O capixaba mostrou que estava preparado para os grandes desafios e novamente entrou no segundo tempo contra o Botafogo e mudou as feições da partida: “novamente a entrada do meia-armador Giovani (sic) foi providencial para o Vasco da Gama, com ele em campo tal como aconteceu nas quatro vezes anteriores, o time ganhou em personalidade e criatividade” (p.16).

A vitória sobre o Botafogo por 1 a 0, gol de Roberto de falta, aumentou ainda mais a crise no alvinegro que estava “mergulhado em dívidas de mais de 200 milhões, o clube atrasa o salário dos funcionários , não tem dinheiro para comprar material esportivo” (p.17). Na época Zé Mario, ex-jogador do Vasco, iniciava sua carreira de técnico no Botafogo e tentava recuperar o prestígio do clube abalado por um longo período sem títulos (o último havia sido em 1968). Por sinal, muitos ex-jogadores do Vasco eram treinadores em 1982, por exemplo, Paulinho de Almeida (Campo Grande e Fluminense), Fidélis (Campo Grande), Alcir (Bonsucesso), Brito (Madureira), Danilo Alvim (ABC), Célio de Sousa (Madureira), Edu (América) e Jair Pereira (seleção brasileira de juniores[11]). Nesta época alguns técnicos vitoriosos pelo Vasco treinavam grandes clubes, como Travaglini (Corinthians), Fantoni  (Náutico) e Oto Glória (Seleção de Portugal).

Faltando duas rodadas para a final da Taça Guanabara o Flamengo levava a vantagem de 1 ponto na frente do Vasco que enfrentaria o Campo Grande, enquanto os rubro-negros pegavam o Bangu. O empate do Flamengo e a vitória do Vasco em São Januário por 3 a 1 deu grandes esperanças a sua torcida, pois os dois líderes do campeonato (Vasco e Flamengo) se enfrentariam em igualdade de condições na última rodada do primeiro turno.

A manchete da Revista Placar exibia: “Flamengo pentacampeão? Ou o Vasco quebrando finalmente a hegemonia”. Um levantamento dos últimos confrontos mostrava o equilíbrio de forças: 19 partidas, 7 vitórias para o Flamengo, 5 para o Vasco e 7 empates. Roberto havia marcado 11 gols nestes clássicos, enquanto Zico, apenas 6 vezes.

O jogo no domingo termina em 0 a 0, o que obriga a uma partida-extra no meio da semana. Foi o primeiro jogo de grande público da torcida vascaína no carioca, que dividiu o Maracanã com a torcida flamenguista. Ao todo foram mais de 122.453 torcedores. O resultado final foi considerado injusto pois o Vasco, além de ter apresentado maior volume de jogo, foi prejudicado com a anulação de um gol legitimo de Roberto aos 40 minutos de primeiro tempo, após uma ótima jogada de Dudu. Para o juiz Jose Roberto Wright, o meia vascaíno havia tocado com a mão durante a jogada que terminou em gol. Na saída do campo a reação das torcidas foi bem diferente: “revoltada com a falta de empenho de seu time, a galera rubro-negra começou a gritar: “marmelada, marmelada, marmelada”. A do Vasco, pelo contrário, só tinha aplausos para os seus jogadores” (p.8).

A final da Taça Guanabara teve um gosto amargo para os vascaínos que não viram seu time exibir o mesmo futebol apresentado no domingo. O gol da Adílio aos 45 minutos do segundo tempo selou as esperanças do Vasco levar a disputa para os pênaltis. A fraca atuação da equipe pode ser explicada, em parte, pela falta de condições físicas de seu principal jogador: Roberto atuou machucado e foi substituído por Ernani aos 13 minutos do segundo tempo. Mas o que marcou mesmo este jogo foi a vergonhosa atitude do juiz José Roberto Wright, que levou um microfone escondido. Tratava-se de uma matéria que o Esporte Espetacular[12] da Rede Globo havia preparado para ser exibido no próximo fim de semana. Os jogadores de ambos os times não sabiam do que estava acontecendo. A maior vítima do jogo foi o meia Geovani que foi por diversas vezes intimidado pelo juiz[13].

[1] A queda de público era uma preocupação também no futebol argentino. Na Placar de setembro (n° 641) é apresentada uma comparação entre a média de público em 1954 (15.000) para a de 1982 (6.700). Neste ano Maradona era vendido para o Barcelona, na maior negociação do futebol mundial até então. Este era um outro grande problema apresentado: a saída dos craques para o futebol europeu.

[2] O Flamengo era apresentado como o “atual campeão brasileiro, carioca, da Libertadores e do Mundo”.

[3] Da geração antes de 1977, tínhamos Dé (Bonsucesso), Moisés e René (Bangu). Da geração depois de 1977: Brasinha (Uberlândia), João Luis (Náutico) Ticão (Juventus), Leão (Grêmio), Jorge Mendonça (Guarani), Paulinho Pereira (Comercial-SP), Catinha (Vitória-BA), Toninho Vanusa (Paissandu), Paulo Roberto (Rio Branco), Amauri (Fluminense), Marajó (Remo), C. A. Garcia (Taubaté), Chagas (Fortaleza), Pintinho (Sevilha), Zezinho Figueroa (Cruzeiro), Paulinho e Zandonaide ?

[4] Em março de 1982, Cláudio Adão, Roberto Dinamite e Ademir Menezes eram capa na Revista Placar (n° 618).

[5] Uma grande fotografia de Roberto ocupava a capa de Placar n° 637, no dia 6 de agosto,  com o título: “Vascão é Dinamite”.

[6] Cláudio Adão jogou pelos quatro grandes clubes do Rio de Janeiro entre 1977 e 1982. Ao ser vendido ele afirmou: “só uma torcida me dará saudades: a do Fluminense”. Depois ele voltaria ao Rio e foi jogar pelo Bangu.

[7] Na época Zico era o Presidente do Sindicato dos Jogadores no Rio de Janeiro. Tinha o maior salário do Brasil entre os jogadores de futebol. No mesmo período, Sócrates renova com o Corinthians por Cr$ 8 milhões e passa a ser o jogador mais bem pago no país.

[8] O América neste campeonato jogou com Gasperin, Chiquinho, Duílio, Everaldo (Zédilson) e Aírton (Jorginho); Pires, Gilberto e Eloi, Moreno (Serginho), Luisinho e Gilson. O técnico era Dudu e depois Edu.

[9] Neste mesmo período o Vasco procurou a diretoria do Vitória-BA para contratar o atacante Bebeto, também destaque na seleção de juniores. No entanto, a diretoria do Vitória pediu Cr$ 20 milhões. Neto, de 16 anos, do Guarani, era apontado como um futuro craque.

[10] Nesta época o salário mínimo era de Cr$ 23.568. Geovani seria campeão pelo Vasco já em 1981 pelo time de juniores. Aliás, nesta competição o Vasco venceria também em 1982 e 1984 (geração Romário e Mazinho).

Foi capa de Placar pela primeira vez em 15 de outubro de 1982:  “A estrela que brilha sem São Januário” (n°647) .

[11] A Seleção Brasileira de Juniores convocada que disputaria o Sul-Americano em janeiro de 1983: goleiros Brigatti (Ponte Preta) e Hugo (Flamengo); zagueiros Heitor (Ponte Preta), Lula (Guarani), Adalberto (Flamengo), Boni (São Paulo), Aloísio (Inter-RS), Guto (XV de Jaú); meio-campo Demétrio (Campo Grande), Dunga (Inter-RS), Teodoro (Goiás),  Ricardo (Atlético-MG), Bebeto (Vitória); atacantes Jussiê (Vasco), Edu (Cruzeiro), Marinho (Portuguesa –SP), Fernando Macaé (Cruzeiro) e Paulo Egídio (Botafogo-SP).

[12] Os interessados podem consultar este vídeo no site www.youtube.com

[13] A diretoria do Vasco, através de seu departamento jurídico, tentou mas não conseguiu anular a partida alegando que o juiz “quebrou o sigilo da súmula”. Porém o juiz foi condenado pelo Tribunal de Justiça Desportiva por 40 dias.

jorgemedeiros@gmail.com