O show de Truman

Como pode um cidadão deixar de ver um lance cristalino a menos de cinco metros à sua frente? Não sei. Na minha opinião, não pode. Ponto.

Mas há algo pior do que o “erro” do assitente do árbitro. É o comportamento vendido da imprensa, que busca legitimar qualquer coisa que se passe em campo. Quando um ex-árbitro, que apitou final de Copa do Mundo, conhecedor portanto do meio que frequentou afirma algumas vezes que o “assistente dormiu no ponto”, ele está ali para justificar e embrulhar para presente o injustificável. Tornar verdade aquilo que interessa, sempre beneficiando aquele mesmo time, que todos sabemos qual é.

Pênalti? Puxão na camisa? Esqueça. Você vai ver o que interessa ser mostrado. Se, por acidente, você vir no momento em que ocorreu, você é um felizardo. Não vão repetir.

Ironia do destino, minutos mais tarde, o mesmo tipo de lance, do outro lado. Gol. Nenhuma dúvida. A bola entrou! Juízes, narrador, comentaristas, todos mostram com certeza absoluta que a bola entrou. Não há ângulo nas câmeras da transmissão que corrobore isso. Lembro: a bola toda tem de ultrapassar a linha para ser considerado gol. Será que algum Vascaíno iluminado, no estádio, filmou o lance? Tira teima do lance? Esqueça, amigo.

E ai vem o ponto: eu acho que a bola entrou. Mas não dá pra ter certeza. De forma alguma. Mas a imprensa… Ah, a imprensa… Toda tem certeza de que entrou.

Esses fracos que sabem que o time da Gávea é beneficiado, se apressam em suas timelines em garantir que foi sim gol. Fazem aquela média, por medo de desagradar à “nação”.

Então, pior do que o sujeito que está ali pra defender os interesses da empresa que o emprega e que claramente é uma parte da engrenagem é o cara que não tem coragem de dizer o que sabe e prefere se esconder no alto do seu muro, protegido por um diploma de faculdade que o permite escrever em ótimo português e ocupar uma cadeira num jornal ou televisão esportiva. Sempre pro mesmo lado.

Não consegui ouvir o que Washington Rodrigues disse sobre o ocorrido nesse jogo. Um João Saldanha, um Nelson Rodrigues, mandariam levar logo a Taça pra Gávea.

Não sei como deitam a cabeça no travesseiro pra dormir.

*****

Acho que o que mais me espantou no dia de hoje é que, nem na minha timeline, nem em nenhuma outra de amigos, eu vi um único flamenguista se dizendo envergonhado, constrangido… Longe disso, vi apenas a corriqueira empáfia, de estilo “eu já sabia” sem um único senão. Ninguém falou um “mas…”. Nada. Essa superioridade, claramente inexistente para quem viu o jogo, no qual o Vasco dominou amplamente por 80 minutos, é desprovida de qualquer lógica que não seja a assimilação dessa superioridade mentirosa propalada por esta imprensa.

E amanhã serei chamado de maluco.

*****

Temos time. Enquanto tivemos pernas, massacramos. Vamos ter um bom ano. E se tudo correr bem, teremos nossa vingança ainda neste campeonato.

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Revi o lance, no intervalo do jogo do Botafogo. A bola não entrou.

Posted By administrador

2 Comments

Rogerio Pinheiro

Zeh, estava chegando em casa ouvindo a Tupi e até o Apolinho botou na conta do juiz a vitória deles. Abs

Valéria

Amigo vascaíno. Sou tricolor e meus segundo time é o Vasco. Só não torço para o Vasco quando o jogo é com o meu Flu. Contra o Flamengo então é óbvio que sempre vou torcer contra. Você está coberto de razão no seu desabafo, também acho que a bola do gol deles não entrou toda e, portanto não foi gol. Mas a Flapress vai sempre dar um jeito para explicar o inesplicável, quando se trata deste time imundo.
Tenho escrito que vascaínos, botafoguenses e tricolores precisam se unir contra o nosso inimigo comum, temos que deixar de zoar uns aos outro e juntos temos que ridicularizar sempre o Flamengo. A Flapress está passando de todos os limites na sua defesa ferrenha deste clube que tem sua vida inteira manchada de escândalos devidamente ocultados porque não interessa divulgar e muito menos esclarecer a verdade.
Estamos juntos porque juntos somos mais fortes.
Abraços,
Valéria

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