O que será do amanhã

Pequeno questionário sobre o atual momento do Vasco:

Qual é o nosso time titular? não sei.

Qual será o próximo fornecedor de material esportivo? não sei.

Quando serão realizadas as eleições? não sei.

Quem serão os candidatos? não sei.

Quem tem direito a voto? não sei.

Quem poderia nos tirar algumas dessas dúvidas? Olavo Monteiro de Carvalho, presidente do Conselho Deliberativo.

Por que a imprensa não o entrevista? Será que a curiosidade de milhões de Vascaínos mundo afora não vende jornal? Fosse de outro clube, tal assunto não seria tema de debate de redes sociais vascaínas,  mas de matérias em todos os meios de comunicação possíveis.  Olavo não teria sossego até que resolvesse estas questões, porque a opinião pública exigiria essas definições. Aqueles conhecidos jornalistas também já teriam exigido o fim da novela.

Mas não. Seguimos num misto de marasmo, impotência e silêncio.

O mesmo (não) acontece com Fernando Horta. A última notícia vindo dele dava conta de que só decidiria participar ou não das eleições do Vasco após o desfile das campeãs. Chega a ser comovente o esforço em busca da notícia.

Não há em nenhum do principais veículos de imprensa esportiva do Rio nenhuma matéria sobre o (não) processo eleitoral do Vasco.

Ninguém quer saber do Vasco.

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Já discuti aqui algumas vezes a falta de um líder nesse momento do Vasco.

É chegada a hora de falar do tempo. Embora, como dito acima, ainda não saibamos quando será a eleição, já passou da hora de algumas definições por parte de candidatos e grupos interessados no futuro do Vasco. Ao contrário de todo o resto do cenário, Eurico Miranda está em campanha aberta e circula pelo Vasco como candidato único no momento. E isso é noticiado abertamente.

O Vasco precisa de definições. Não é uma questão de ter pressa. É questão de tomar decisões. E nesse ponto, acredito que toda democracia precisa de um cara para dar uma porrada na mesa e decidir. Tá na hora.

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O Vasco também precisa de tolerância. É preciso respeitar o direito de cada um ter sua opinião futebolística ou eleitoral com relação ao nosso time. Não sou eleitor do Eurico, mas tenho de defender o direito de quem quer sê-lo. Sem que este seja ridicularizado por defender algo em que acredita. Essa postura intolerante espanta quem postou e, principalmente, inibe uma grande quantidade de participantes menos atuantes de expor seus pontos de vista, já que preferem ao silêncio a terem seus pontos de vista achincalhados em público. Essa não é, nem nunca foi, uma postura Vascaína. Importante: essa não é, de forma alguma, uma crítica ao debate.

abraços

Zeh