O pulso ainda pulsa…

A situação ainda é péssima, mas não dá para negar que o sentimento de esperança ganhou força com essas duas últimas partidas. Vencemos um jogo fora e outro em casa e aquela luz, quase apagada, lá no fim do túnel, ficou um pouco menos fraca.

Contra a Ponte também contamos com aquilo que também nos tinha abandonado: a sorte. Não vencemos só porque tivemos sorte, mas ela deu uma “mãozinha” com a péssima apresentação do time campineiro e a expulsão do atacante Diego Oliveira ainda no início do segundo tempo, o que nos facilitou as coisas.

Percebemos que era naquele momento ou nunca. Aproveitamos bem a chance que tivemos e finalmente marcamos um gol e vencemos.

Uma vitória sempre deixa o ambiente mais leve e traz alguma tranquilidade para se trabalhar.

Hoje no Maracanã entramos bem, pressionando o Atlético-PR, e conseguimos um gol logo aos 4 minutos. Isso para mim foi determinante. Juntamos com a vitória anterior e encontramos o equilíbrio para acreditar que podíamos, sim, vencer novamente.

Boas atuações de Julio dos Santos (em que pese sua irritante lerdeza…), de Bruno Gallo (sei não… mas acho que o Guiñazu perdeu a vaga…), e de Leandrão que, enquanto conseguiu vencer as dores da contusão na parte posterior da coxa, incomodou bastante e perdeu alguns gols que talvez se estivesse 100%, faria. Num deles com uma ótima arrancada, dois dribles secos no zagueiro… Se fizesse esse gol, era para sair do estádio, pagar nova entrada e voltar.

Mas para mim o destaque é o Nenê. Parece-me que achamos o cara para organizar o time. Para parar a bola na hora que tem que dar uma cadenciada, para dar velocidade quando temos que fazer a transição rápida, para cobrar faltas e escanteios… Enfim, um camisa 10. Não chega a ser um craque. Longe disso! Mas no estágio atual de nosso time, não resta dúvidas de que a reação passa por ele.

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(Foto: André Durão / GloboEsporte.com)

 

Destaque negativo, nos dois jogos, para o colombiano Riascos. O que se passa na cabeça desse jogador? Incrível a sua capacidade de destruir inúmeras jogadas de ataque do nosso limitado time. O duro é notar que há poucas opções para o seu lugar…

E vamos assim: que agora nos concentremos única e exclusivamente no jogo contra o Cruzeiro em Minas Gerais na próxima quarta-feira. Esqueçamos o resto. Pensemos apenas nesse jogo. Um empate é bom. Uma vitória, seria excepcional. Pezinhos no chão e quem sabe um milagre não acontece…?

Não morremos ainda, mas ainda estamos no CTI. Estáveis, mas ainda no CTI.

O pulso ainda pulsa!

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A novidade hoje no Maracanã foram as imensas filas nas entrada por conta da conferência, um a um, da comprovação para o direito à meia entrada.

Eu, como sou sócio proprietário, paguei meia entrada. E essa foi a minha única vantagem.

A mesmíssima fila servia para TODOS os casos. Ou seja, mais um desrespeito a quem é sócio. Some-se a isso o fato que pode-se comprar a meia de sócio somente na secretaria em São Januário…

Eu não entendo… Se para eu comprar a meia de sócio eu tenho que provar na bilheteria… Ou melhor, na secretaria de São Januário que sou sócio adimplente, por que raios eu tenho que provar novamente na entrada do estádio?!?

As filas eram lentíssimas! Levei uns 30 minutos para entrar e ainda tinha gente pacas do lado de fora.

E olha que nesse jogo só havia 10 mil presentes. Imaginem quando for um jogo com 50 ou 60 mil espectadores…

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Interessante a reação de parte da torcida vascaína hoje presente no Maracanã.

Num dado momento do segundo tempo, o time tocou a bola com rapidez, sempre de primeira e colocou o Atlético-PR “na roda”.

Parte da torcida começou a berrar os tradicionalíssimo “olé”. Imediatamente, outra parte, que me pareceu majoritária (ainda bem!), vaiou essa baboseira.

Como assim gritar “olé”?!?!? Estamos disputando o título? Uma vaga na Libertadores?

Ainda bem que temos mais torcedores conscientes que os outros…