O óbvio.

Bastou um primeiro tempo para que óbvio fosse constatado: o Flu contratou melhor que o Vasco. Aliás, eu posso afirmar sem medo de errar: o Flu é melhor administrado que o Vasco.

Enquanto nossas esperanças hoje residem na contratação de jogadores em idade avançada, já na descendente de suas carreiras – vide a enfadonha e interminável novela em torno de Luiz Fabiano, o Flu apostou em revelações e foi buscar no vice-campeão da Libertadores de 2016 o excelente Sornoza e o valente Orejuela, ambos de 23 anos.

Enquanto contratamos alguém que não deu certo em lugar nenhum para nosso técnico, o Flu traz o técnico com quem foi campeão brasileiro em 2012.

As diferenças ficaram nítidas no primeiro tempo. O Flu bem escalado, sem “medalhões”, comandado pelo excelente Gustavo Scarpa (23 anos…), contra um Vasco com ex-jogadores em campo como Éder Luiz e Rodrigo, com jogadores que já provaram inúmeras vezes que sequer tem condições de serem reservas, quanto mais titulares, como Madson e Julio dos Santos.

Mal escalado, apostando em um entrosamento que no ano passado na verdade não deu certo (ou alguém acha que chegar na terceira posição, a 11 pontos do campeão, na série B é algo que tenha dado certo?), fomos envolvidos pela garotada do Flu (outra prova de que o Tricolor é melhor administrado: vejam as equipes de base de Vasco e Flu e os últimos resultados…) e tomamos dois gols dignos de pelada. O segundo então… O Sornoza fez o que quis com Andrezinho e Éder Luiz e tocou para o centroavante tricolor livre só empurrar para o gol.

Ao menos no segundo tempo tivemos um fio de esperança com uma boa atuação do garoto Guilherme e também do lateral Henrique. Fora isso, um bando em campo.

Criamos chances mas vimos em sequência Thalles, Guilherme e Madson perderem gols feitos. O Flu ficou na dele saindo nos contra-ataques e talvez até tenha perdido mais gols que o Vasco, mas num deles não houve jeito e o placar ganhou números finais.

Espero que voltem o mais rápido possível o Douglas Luiz e Evander. Que o Wagner jogue logo o mais rápido possível – outra coisa que não entendo: essa lentidão em colocar o jogador em condições administrativas para jogar.

A Taça Guanabara, nessa confusa edição do carioqueta é um tiro curto: apenas 5 jogos e já perdemos o clássico.

Polêmica do início do campeonato: afinal é bom ou não é bom jogar logo um clássico na primeira rodada?

Falar agora depois da derrota, como se eu fosse um juiz de vídeo-tape, é fácil… Mas olhando a tabela, o campeonato, o nosso time, a nossa necessidade de reforços… Achei muito ruim.

Se a ideia era encher o estádio… Pouco mais de 11 mil pessoas presentes provaram que não.

É duro afirmar, mas a realidade é mais forte: faltam 46 pontos para o objetivo do ano ser alcançado.

Tomara que eu queime a minha língua.

Um comunicado enviado pela Fifa nesta última sexta-feira ao jornal “O Estado de S. Paulo”, reafirmou que a entidade máxima do futebol objetivamente só utiliza o termo “campeões mundiais de clubes” aos vencedores do Mundial organizado por ela em 2000 (Corinthians) e de 2005 (São Paulo) em diante (Internacional ganhou em 2006 e o Timão voltou a vencer em 2012).

Muitos vascaínos por aí adoraram a notícia, pois oficialmente, o tal “campeonato mundial” do Flamengo caiu por terra (mais uma vez…) e não passou de uma Copa Intercontinental, de um torneio quase amistoso.

O braço político do atual presidente do Vasco chegou a emitir nota comemorando o fato e ainda lembrando a todos que, segundo a FIFA, o Vasco é o único clube carioca que disputou um campeonato mundial de clubes.

Mas o que talvez alguns esqueçam é que com essa… digamos… canetada da FIFA, o Vasco também saiu “chamuscado”. Muitos de nós consideramos o Torneio Octogonal Rivadávia Corrêa Meyer que nós vencemos em 1953, e o Torneio de Paris que vencemos em 1957, como campeonatos mundiais. Pois a “dona” FIFA acabou de nos afirmar que não… Que no máximo, fomos vice-campeões no mundial de 2000.

Na minha opinião, assim como as copas intercontinentais, quando os campeões da Libertadores e da copa dos campeões da UEFA se enfrentavam (ou se o Vasco vencesse o Real Madrid em 1998 nós também estaríamos aqui dizendo que não fomos campeões mundiais?), como outras competições com essa característica (Copa Rio, Torneio de Paris, Pequena Copa do Mundo, etc.) deveriam sim ser considerados mundiais de clubes. Por que não?

Em 2015, eu escrevi sobre estes torneios que vencemos nas seguintes colunas:

Torneio Octogonal Rivadávia Correa Meyer

Torneio Internacional de Paris