O medo de perder, derrota anunciada

Quando MM decidiu colocar Alan Cardoso para reforçar a marcação para tentar barrar o bom lado direito da Chapecoense, já entrou derrotado. E não deu outra: a Chape nos venceu por 2 a 1. Com exceção dos últimos dez minutos, jogaram o tempo todo no nosso campo. E a derrota acabou se confirmando. O medo de perder tira a vontade de ganhar. E isso nos obriga a sempre ganhar em casa. Se quisermos ter uma campanha sem maiores sustos, temos que buscar vencer fora de casa; se acovardar como fizemos hoje diante da brava Chapecoense, é pedir para ser derrotado. Dito e feito.

Quando começou a partida, eis a tônica cruzmaltina: se defender ferozmente e jogar por uma bola. E a estratégia de barrar Apodi e Rossi se tornou ineficaz logo no começo, quando Alan Cardoso fez uma falta no campo de ataque, derrubando Rossi. A idéia da dobra de marcação sobre o lado direito da Chape se tornou meio que ineficaz. E para Henrique, não chegou a ser um duelo desastroso; ele perdeu e ganhou de Rossi e/ou Apodi. Não era necessário colocar Alan; resultado: em um lance polêmco, ele foi segurado pela camisa e caiu. Pênalti não marcado e Alan se exasperou com o árbitro, correndo o risco de ser expulso. Resultado: MM teve que tirá-lo para não ser expulso. E saiu de campo chorando. E aí pergunta-se: era realmente necessário colocar o rapaz para ajudar o Henrique na marcação ? E acabou que a Chape atacou mais pelo outro lado do que pelo lado do Henrique. E a Chape já havia atacado duas vezes em duas faltas cobradas pelo alto com cabeçadas de seus zagueiros. O Vasco assustou em uma cobrança de falta de Nenê rente ao travessão. E água mole em pedra dura, tanto bate até que fura. E em uma cobrança de escanteio da direita, Andrei Girotto sobe mais do que Paulão e cabeceia certeiro, à direita de Martin Silva; Chape 1 a 0. A entrada de Andrezinho no lugar de Alan Cardoso pouco acrescentou ao nosso time. E começamos a atacar, mas com pouca objetividade. Mas mesmo assim, achamos um gol. Isso mesmo, achamos o gol de empate; Nenê cobra escanteio magistralmente na cabeça de Jean que empata o jogo em 1 a 1. E acaba a primeira etapa, com nosso time no lucro.

No segundo tempo, o Vasco novamente recuou para jogar por uma bola, tal qual no primeiro tempo. E a receita para um desastre já havia se consumado. A Chapecoense chega pressionando e aos 12 minutos obriga Martin Silva a duas grandes defesas, mas aos 24 não deu: Arthur Caíque pega a bola na ponta esquerda, dribla Douglas e acerta um petardo no ângulo esquerdo de Martin Silva; belo gol, inapelável e Chape 2 a 1. O Vasco se lançou ao ataque nos últimos dez minutos. Mas já era tarde demais para reagir. E fomos derrotados. A Chapecoense dominou pelo menos 80% do jogo e nos venceu com todos os méritos. E com um belo gol em chute de fora da área. Mas isso não apaga a covardia com que entramos para enfrentá-los, utilizando dois laterais, sendo que um deles teve que ser substituído por já ter tomado cartão.

A se continuar com essa filosofia de somente ganharmos em São Janu e perdermos fora, até nos mantermos na Série A será uma tarefa árdua. Não iremos vencer todas em casa. O nosso próximo jogo em casa é com o Avaí e, em tese, temos que vencer; afinal o Atlético Goianiense os venceu hoje em casa por 3 a 1. Temos que fazer nosso dever de casa bem feito. Do contrário, o fantasma da Série B começará a nos bater na porta. Precisamos repensar nossa maneira de jogar fora de nossos domínios com menos covardia. Não é MM ??