O juizo final… Quase…

E a sofrida torcida cruzmaltina teve um trubilhão de fortes emoções. Estávamos perto de um dos maiores vexames de nossa história até os 45 minutos do segundo tempo, quando veio um pênalti salvador e empatamos em 2 a 2 com a Juazeirense. Esse mesmo time eliminou o Botafogo em uma Copa do Brasil em 2016. Não são fatos incomuns na CB. Mas por pouco não ocorreu com a equipe cruzmaltina.

O jogo foi de uma indigência técnica incomensurável. Um campo que parecia um campo de pelada desses que existem no interior do Brasil. Bola quicando muito, dificultando o domínio de bola, os goleiros. E Fernando Miguel, um dos melhores do time ontem, fez defesas difíceis por conta desse quique da bola. Aos 4 minutos, a bola quicou na frente dele em um chute de Hugo e a primeira defesa. Aos 6, outro chute de Balotelli e tome bola quicando e outra defesa complicada. Mas o Vasco reagiu a essa pressão e aos 9, Marrony dá o primeiro chute e boa defesa de Douglas Pires. E aos 12, o Vasco abre o placar. Boa jogada de Cáceres, que cruza; Marrony domina e passa a Maxi López, que chuta na primeira tentativa, porém a bola bate na zaga, volta para ele que dá um belo passe para Yan Sasse dominar e chutar cruzado, sem chances para Douglas Pires. Após o gol, o time da casa arrefece e vê o Vasco tomar conta do jogo e criar mais algumas chances. Em uma, com Lucas Mineiro chutando rente ao travessão. E outra, com Yan Sasse novamente aos 35 minutos que chuta cruzado novamente mas Douglas Pires faz ótima defesa. Uma bela chance para ampliar que perdemos. E pagaríamos caro por isso no segundo tempo.

E o segundo tempo da partida foi tenso. E a tensão começaria cedo. Logo aos 4 minutos, uma pedrada de Nino Guerreiro e defesa de Fernando Miguel. Mas aos 7 minutos, não teve jeito: Gustavo Balotelli disparou pelo lado esquerdo, cortou Cáceres duas vezes e fuzilou no canto, sem chances para Fernando Miguel, empatando a partida. Aos 17 minutos, os refletores do estádio se apagaram e a partida ficou interrompida durante 15 minutos. E na volta, a equipe cruzmaltina voltou ainda maia desatenta. E pagamos caro aos 32 minutos: em um cruzamento na área cruzmaltina, Leandro Castan perde o tempo de bola e acaba segurando levemente a camisa do atacante adversário. Pênalti marcado e Nino Guerreiro cobra com categoria, virando o jogo para o time da casa. E começou o drama com cores bem trágicas. O time se perdeu. Pikachu entrou e chutou rente à trave. E aos 45 a redenção: Marrony, nosso melhor jogador, dá um lençol em um contrário e se enrosca com o zagueiro e cai. Pênalti marcado e Maxi López cobra e salva o time cruzmaltino de um vexame histórico. Ressalte-se que o pênalti foi duvidoso; mas o contra o Vasco também foi. Logo elas por elas.

Com esse resultado, fica um alerta para Alberto Valentim: é fundamental que se defina o time titular. O elenco teve a rodagem que precisava ter. Agora é definir o time titular. Para esta coluna, pelo que foi visto, Danilo Barcellos é lento e por isso tem tido dificuldades na marcação, pois marca a bola. Logo, como lateral tem deixado a desejar. Por ter técnica e bater bem na bola, poderia ser avançado para o ataque, jogando na posição em que hoje está Yan Sasse. E colocar Henrique na lateral. Essa poderia ser uma mudança a ser feita, justamente por Danilo Barcellos ser muito útil do meio para a frente e por ser lento para marcar. E a dupla de volantes deveria ser Raul e Lucas Mineiro mesmo. No mais, não é preciso mudanças. Marrony joga o fino. Muito bom atacante. Mas tem que jogar na ponta esquerda, é ali que ele rende melhor. Na direita não rende o mesmo. E que este susto tenha servido de alerta para o Vasco ficar mais atento e ter mais gana.