O importante foram os 3 pontos…

Tivemos apagão, briga na torcida, Nenê em noite inspirada. Na gangorra de emoções que é o atual time cruzmaltino, conseguimos uma importante vitória ante o lanterna Avaí por um magro 1 a 0. Por mais que nosso time não seja brilhante, aliás muito, mas muito longe disso, em tese deveríamos ter uma vitória mais tranquila. Mas na prática não foi o que ocorreu. E passamos alguns sustos em nossa defesa, com Paulão a falhar muito por baixo, assim como Breno, permitindo ao Avaí algumas poucas chances. O fato é que, ao contrário dos outros jogos, em que fizemos jogos razoáveis, ontem não jogamos rigorosamente nada. Valeu pelos três pontos.

O primeiro tempo começou com o Vasco em cima. MM montou o time em um 4-2-3-1, com Nenê aberto na ponta-esquerda e Pikachu na direita, com Mateus Vital centralizado. O Avaí veio com o claro propósito de se defender a todo custo com o objetivo de jogar no erro do Vasco, assim como o Sport Recife. O Avaí jogou com a marcação adiantada, com o propósito de trancar nosso time. E assim foi até o apagão em São Janu, por volta dos 15 minutos. E foram quase 20 minutos, até a luz dos refletores retornar. Após o apagão, Jean sofreu uma contusão na coxa e dar lugar a Wellington. Até então, com Jean em campo, o Aváí já tinha tido 3 escanteios a favor, dada a insegurança de nossa defesa. Até então, de chute a gol, apenas um de Douglas para uma defesa fácil de Koslinski. Mas quem tem Nenê inspirado, sempre há perigo para os adversários. E em uma jogada com Henrique na ponta esquerda, ele recebe e cruza para uma boa cabeçada de Luis Fabiano rente à trave esquerda. E aos 27 minutos, em jogada iniciada por Henrique, que toca para Mateus Vital, que lança Nenê na ponta esquerda, que dribla Leandro Silva e cruza para Pikachu que só tem o trabalho de empurrar para a rede: Vasco 1 a 0. Essa jogada de Nenê lembrou o início de sua carreira, que começou como ponta-esquerda. E voltando às origens em grande estilo. Poucos minutos depois, tendo sentido o gol, o Avaí momentaneamente se desorganiza. E disso se aproveita a equipe cruzmaltina para tentar ampliar com Douglas; mas Kolinski faz excelente defesa. Mas essa armação de MM provocou um efeito colateral que até então parecia estar resolvido: a marcação do lado esquerdo. Com Jean ausente do jogo, Wellington entrou muito mal e não conseguia fazer a cobertura na marcação e Nenê não volta para fechar o lado esquerdo. Com isso, Henrique fica sozinho e o Avaí se aproveita para atacar com dois e até três jogadores por ali. E assim, Leandro Silva consegue ganhar de Henrique, corta para o meio e toca para Juan chutar para defesa de Martin Silva; e depois em outra penetração pelo lado esquerdo de nossa defesa, Simião chuta para outra defesa de Martin Silva. Porém no final do primeiro tempo, em boa jogada pela meia direita, Mateus Vital chuta para excelente defesa de Koslinski. E assim termina o primeiro tempo.

No segundo tempo, O Vasco voltou um pouco mais lento. E com isso permite o controle do jogo ao adversário. E nossa defesa, embora não tenha tomado gol na partida de ontem, teve uns bons sustos. A verdade é que nossa defesa não é a mais vazada à toa. Tivemos a insegurança de Breno na saída de bola presenteando constantemente nosso adversário, Paulão perdendo bolas no combate por baixo e nossos laterais, embora menos ruins na marcação, dando espaços generosos. E ontem foi dos dois lados, embora Henrique tenha melhorado um pouco, porque no primeiro tempo, o Avaí fez as jogadas pelo seu lado. Mesmo assim, Henrique fez boas tabelas pelo lado esquerdo e em uma delas, foi derrubado na área por Leandro Silva e o juiz não deu o pênalti. Mas só tivemos dois lances de perigo: um no final de Lenadro Silva, que cortou Paulão para dentro e chutou para grande defesa de Martin Silva com o pé direito e um lance em que Nenê cruzou para Andrezinho perder um gol cara a cara com Koslinski. Fora esses lances, o Avaí dominou o segundo tempo, mas a não ser o chute de Leandro Silva, não ofereceu maiores sustos, mesmo com as falhas de nossa zaga.

Portanto, com uma bela partida de Nenê, conseguimos os três pontos. Com Nenê jogando em sua verdadeira posição, a ponta esquerda, que foi aonde despontou, fez grandes jogadas por ali e uma delas surgiu o gol da vitória. Pelo meio, ele não rende tanto. Ok, MM com isso proporcionou um problema de marcação no lado esquerdo. Mas nada que não se possa resolver, para Nenê desfilar com suas jogadas pelo lado esquerdo de ataque.

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Com relação a briga entre as torcidas durante o apagão em São Janu: por mais que a atual diretoria seja incompetente e use de expedientes ditatoriais contra quem a contesta, a torcida deve manter a calma. Realmente, é difícil observar caladamente, a incompetência de 17 anos e desmandos. Mas as brigas nada resolverão a situação. O Vasco precisa de nós inteiros, unidos. Vamos tentar empurrar nossa equipe, primeiro para nos mantermos na Série A e depois seguirmos em mares mais calmos. Temos agora 12 pontos e estamos temporariamente em sexto. Mas por hora, nossa briga é outra.

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A oposição admite a possibilidade de se unir. Não tem que ser possibilidade e sim uma realidade. O Vasco unido é sempre mais forte. Casaca!