O golpe cruzmaltino e as boas surpresas

Depois do tumulto que envolveu as eleições cruzmaltinas, quando tudo encaminhava para Julio Brant assumir eis que acontece algo jamais visto na nossa história: o Conselho não referenda a vitória de Brant nas urnas e Alexandre Campello, antes recolhido como vice-presidente geral na mesma chapa, repentinamente rompe com Brant e se lança candidato de última hora e vence Brant, se tornando presidente do Vasco, com a ajuda de Eurico Miranda. Em quase 120 anos de história, é a primeira vez que isso acontece. Essa manobra, no mínimo, suspeita para não se dizer algo pior, se deve a Roberto Monteiro, que no final das contas, foi o maior beneficiado, já que objetivava o Conselho Deliberativo. Uma trairagem histórica. Agora, só nos resta apoiar Campello, apesar de tudo. Torcer para que ele tenha sucesso, no que se propõe e que consigamos seguir em frente.

Em relação a nosso escrete, algumas poucas contratações nebulosas, outras desnecessárias. E Zé Ricardo, ao montar o time, teve uma felicidade singular. Aos trancos e barrancos e mesclando alguns talentos da base com as contratações de gosto duvidoso, conseguiu montar um time competitivo. Em 8 jogos, 5 vitórias, 1 empate e 2 derrotas. Nada mal, para um elenco que tem sérias limitações. Duas goleadas sonoras na Libertadores por 4 a 0 sobre Universidad Concepcion e Wilsterman e 4 a 2 sobre o Nova Iguaçu, no Carioca. Temos a estrela de nosso técnico a brilhar neste início de ano.

A equipe cruzmaltina, ao contrário do ano passado em que se destacou a defesa, com um ataque de risos, melhorou sensivelmente a produção ofensiva. Nos 8 jogos até aqui, nosso time marcou 17 gols e sofreu 7. Saldo positivo de 10. Se levarmos em contqa apenas a Libertadores, são 10 gols marcados e nenhum sofrido. Uma campanha irretocável até aqui. A se destacar nesta campanha, os meninos da base titulares do time vêm se destacando positivamente. Evander, Paulinho, Ricardo Graça e Henrique estão a corresponder plenamente à confiança depositada por Zé Ricardo. O que comprova claramente a capacidade de nosso treinador em montar times começando do nada e trabalhando com categorias de base. Claro que os resultados são alvissareiros até aqui. Mas para a fase de grupos, é possível que precisemos contratar algumas peças pontuais, principalmente no ataque e lateral direita. Apesar de que, ao analisarmos o grupo com calma, é um grupo dificil mais pela tradição de La U e Racing, pois estes também não têm elencos tão fortes, haja vista que La U contratou Rafael Vaz. Logo, podemos até nos classificar na fase de grupos. Elenco forte, só mesmo o Cruzeiro.

Portanto, com resultados até surpreendentes até aqui, a nau cruzmaltina vem a seguir bem, com velocidade e competividade afiadas. Duas goleadas na Liberta e com a classificação encaminhada, para quem temia uma desclassificação prematura devido a nosso momento político, com um golpe espúrio e um novo presidente, ainda que com legitmidade questionável, a gente segue em frente e quem sabe, novas surpresas positivas para a nossa torcida estão ainda por vir. Vamos apoiar o trabalho de Zé Ricardo, excelente até aqui.