O futuro em questão

Muitos nomes, muita vaidade e nenhum projeto de verdade para o Vasco.

“A solução é a união”! Pergunta inocente: unir para quê? O que efetivamente importa? Projetos pessoais ou para o Vasco?

A burrice neoliberal diz que o que é bom para os empresários é bom p’ra nação! Diria o mais iludido dos flamenguistas: “me engana que eu gosto”!

O Vasco não é empresa, não é plataforma eleitoreira, não pertence a A ou B. O Vasco é um patrimônio histórico-cultural que tem que ser ardorosamente defendido e protegido por quem respirou seus feitos impessoais e teve um mínimo contato, ainda que intelectual, com a sua trajetória.

“Falar é fácil, mas o que fazer?”, perguntam certos ingênuos e alguns interesseiros. Respondo: há sim o que fazer, há muito por fazer!

Apresento opiniões que considero as soluções:

a) O Vasco não precisa obedecer nenhuma estratégia de mercado; todos os outros clubes obedeceram e todos estão falidos;

b) o que há de mais precioso em uma agremiação esportiva são seus atletas. Eles, sim, precisam de cuidados;

c) os jogadores vindos da base ano passado e este ano pertencem a uma geração excepcionalmente boa e parece que, propositadamente, as pessoas na direção não estão percebendo;

d) o Vasco carece de advogados competentes por um motivo bastante simples: possui e sempre possuiu adversários e até inimigo poderosos, principalmente fora do campo e das quadras;

e) o mais importante: o Vasco não precisa de empresários. Precisa, sim, de uma equipe de professores de Educação Física que eduquem, treinem e selecionem atletas por todo o país (e até no exterior) para o clube;

f) caso seja, de fato, necessário um certo apoio do mercado, que se busque este apoio fora de contratos absurdos e lesivos ao patrimônio do clube. Inove-se. Serei ainda mais claro: que se busque um parceiro chinês! Por que a China? Vamos aos motivos:
f.1) é um país economicamente e belicamente poderoso (o que evitaria muitas ameaças à parceria);
f.2) é um país com forte tradição em esportes olímpicos. Teria muito a ensinar através do intercâmbio de atletas e professores de educação física;
f.3) é um país com forte tradição educacional. As crianças vascaínas teriam muito a aprender em todos os sentidos;
f.4) é um país com sede de futebol e, através do intercâmbio de atletas e professores, ficaria muito satisfeito em aprender;
f.5) a parceria com esse país simbolicamente (e na prática) seria o grito de independência!

Pronto, dei ideias inovadoras e, creio ter motivos para afirmar, muito benéficas. Estas ideias não provém de nenhum empresário, nascem de um educador.

Sintetizo: criem várias escolas de educação física com o nome Vasco da Gama! Aí estaremos reencontrando as crianças, aí estaremos respeitando nossas origens, aí estará o nosso futuro e a nossa salvação!

E danem-se os empresários!