O distante futebol

Mais de um mês que não apareço por aqui. Um novo projeto de trabalho tem me tirado de casa antes das 7 da manhã e me trazido de volta às 22:45, de segunda a sexta. É uma rotina muito mais pesada do que a que eu vivia antes. Próxima da maioria da população, que rala de sol a sol em busca de uma sobrevivência digna.

Não sobrou muito tempo pras outras coisas. Futebol inclusive.

É praticamente impossível lembrar desses horários estapafúrdios de jogos no meio de semana. Por mais que se tenha acesso a internet, whatsapp, facebook etc pelo celular, o problema inicial é lembrar que o seu time pode estar jogando às 19:30h de um dia comum.

Ou seja, pras pessoas que têm uma rotina mais pesada de trabalho, o futebol é uma completa impossibilidade.

Não é só o assistir às partidas. É acompanhar o campeonato mesmo. Os horários que nos são impostos e que tiram o público dos estádios pela simples impossibilidade de chegar ao campo às 19:30, por exemplo, são ainda mais penosos para o cidadao comum. O de mais posses pode se dar o luxo de parar num boteco, assistir o jogo, comer e voltar pra casa. O popular está num coletivo entupido e provavelmente levará mais tempo que a duração do jogo para chegar em sua casa.

O que faria um cidadão destes se tornar sócio torcedor, sonho dos clubes de hoje? Nada. Em sua existência complicada, este torcedor não terá nenhuma vantagem em gastar seus reais contados numa coisa que ele sequer consegue acompanhar.

Com isso, o futebol vai perdendo sua essência, que é ser um programa do povo.

Só soube do resultado de Vasco 2 x 2 Friburguense à noite, ao chegar em casa. Não sabia nada do jogo.

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Vitória firme sobre o Bangu. Boas atuações de algumas peças. Outras nem tanto.

Jorginho foi um dos melhores laterais do mundo em sua época. Por isso, não me conformo com a quantidade avassaladora de besteiras que Madson produz durante o jogo. É veloz, tem fôlego pros 90 minutos, e por isso participa muito do jogo. Grande parte da saída de jogo do Vasco passa por ele. Mas é uma chuva de erros de cruzamentos, passes errados em contra ataques e, principalmente, decisões erradas. Cruza quando tem de driblar, dribla quando tem de passar.

Se corrigir isso, pode vir a ser o lateral da seleção. Por enquanto, só nos enfurece.

Estou de volta!

abraços