O desfile da Imperatriz

Antecipando o desfile da Imperatriz Leopoldinense, o Panorama teve acesso exclusivo ao desfile e explica detalhadamente os setores, alas e fantasias:

Na Comissão de frente serão 12 integrantes, com duas alegorias de apoio. Trave a bola. Dez integrantes de amarelo. Um goleiro. A coreografia mostra o camisa 10 batendo um penalti. O goleiro pega. Os demais integrantes de amarelo caem de joelhos. Espera-se levar a Sapucaí às lágrimas.

Ala Argentina.
Inovação no desfile, esta ala será uma área vazia em que meia dúzia de integrantes passarão carregando os escudos dos clubes argentinos.

Ala Campo Quadriculado.
Integrantes da ala com losangos, círculos e retângulos em tons de verde causando confusão visual.

Ala Serra Dourada
Atrás, onze integrantes de camisa listrada preto e branco. No alto, um carro alegórico chamado “Libertador da América” com um juiz de futebol distribuindo cartões vermelhos para toda a Sapucaí.

A bateria está preparando uma paradinha especial, que de forma inédita será integrada à dramatização do desfile.

Ala Grande Parede
Quando da Paradinha da bateria, a escola fará uma pausa no samba. Eis que, do meio do povo, pulará para dentro do desfile um sujeito que correrá para a alegoria dessa ala, uma grande parede. Este componente, então, pegará uma colher de pedreiro e cimentará um ladrilho na parede. Espera-se que, ao final do desfile, a parede esteja completa. Após o desfile, a parede azulejada será exposta no Restaurante Le Coin II, como obra de arte.

Setor Itália

– Ala Sarriá 1o tempo
A ala desfilará com a camisa 10 do brasil, rasgada na barriga, com todos os integrantes desfilando de braços abertos como que pedindo a ajuda dos céus

– Ala Sarriá 2o tempo
A ala desfilará com a camisa 6 do brasil, com um braço lavantado, e ar de espanto.

Entre as duas alas, haverá um carro alegórico muito alto, com um jogador da Itália, camisa 20 e a taça Fifa. A sensação será de algo inatingível, inalcançável.
– Ala Udine
Outro grande vazio na avenida. Quando da paradinha do ladrilheiro, grande número de jogadores uniformizados de Udinese voltam correndo para um Brasil imaginário.

Imediatamente atrás, vem:

Ala Lione
Integrantes todos fantasiados de leões. Quando ocorre a paradinha e os jogadores correm, tapando o vazio, os leões correm atrás, mas não conseguem morder os jogadores.

Setor 1986

Ala carioca
Integrantes vestidos de vermelho e preto, com grande vibração, como se comemorando um título. Todos têm uma alegoria de mão: uma papeleta amarela é acenada freneticamente para o povo.

Ala México
Ala coreografada. Os integrantes estarão sentados num banquinho. Na paradinha, levantam, chutam uma bola imaginária, colocam as mãos na cabeça e voltam pro banquinho.

Setor carioca

Ala clubes
Integrantes Vascaínos com os números 77, 82, 87, 88
Integrantes Botafoguenses com o 89
Integrantes Tricolores com o 73

Setor final

Ala planisfério
Integrantes vestindo as bandeiras do Japão, Turquia, Uzbequistão, Catar, Iraque e Grécia. Todos dando adeus.

Última ala
Cardeais da imprensa carioca, todos em pessoa, prestando sua eterna homenagem ao ídolo.

Zico foi um grande jogador de clube. Um cara que merece todo o respeito do flamenguista pelo conjunto de sua obra, ainda que com algumas reservas. Em termos nacionais, no entanto, sua importância é pra lá de hipervalorizada pelos integrantes da última ala do desfile imaginário.

Pra concluir, nada melhor do que um pouco de anarquia, né? Convido você a responder uma pergunta: dá pra fazer um enredo sobre o Zico sem falar daquele maldito pênalti de 86? Hoje à noite veremos. Aposto que vai dar…