O clássico de sábado

E no sábado, mais um clássico dos gigantes. De um lado, um time em formação, o Vasco. Sim, parece obra de igreja, mas o Vasco passou novamente por uma reformulação. MM decidiu barrar Nenê e dar oportunidades a Kelvin e Mateus Vital, a fim de dar mais dinamismo à equipe. Deu certo no jogo contra o Bahia. OK, o adversário jogou com praticamente metade do seu time titular, mas vencemos. Porém, contra o Fluminense, é outro patamar. Eles virão com o time titular, com exceção de Sornoza e Wellington Silva, sendo este último dúvida. Independente disso, não se intimidaram contra o Galo e ganharam deles em BH. Então, querendo ou não, eles são os favoritos pelo momento atual de ambos.

E como se comportará o Vasco diante de nossos rivais mais ferrenhos na atualidade, até por conta da questão do lado direito e outras coisas mais desimportantes? O certo é que não podemos jogar muito recolhidos. Independente da postura do adversário, o Fluminense sempre jogará para a frente. Eles pouco se importam quem está do outro lado. Foi assim que ganharam o último jogo. Com toda a pressão da torcida do Galo, isso não os abalou. Foram 16000 pessoas em BH e ao que parece teremos lotação máxima em São Janu. 21900 ingressos, sendo que serão 20000 cruzmaltinos. O Vasco destinou 2190 ingressos para os tricolores, mas o GEPE prefere que seja metade desse número, por medida de segurança. No returno, sendo no Maracanã, poderá haver tratamento recíproco, porém com o momento atual, podem dar até 3% dos ingressos a nossa torcida. Pouco nos importa o Maracanã em jogos contra os tricolores atualmente. Mas pode ser até a Bombonera, que eles não estão nem aí para a pressão adversária.

É fundamental que o nosso comportamento seja parecido com o do último jogo. Mas o Bahia não era o time titular. Pouco importa, mas temos que tentar tirar exatamente o ponto forte deles, que é transição rápida para o ataque. Com poucos e precisos passes, o Fluminense chega rápido a área adversária. Os times de Abel Braga têm essa característica. Então, cabe a nós tentarmos neutralizar o jogo letal de transição deles, atacando, ou seja, marcando a saída de bola deles, desde os dois zagueiros, sendo que um deles não é isso tudo, o Nogueira. Cabe pressionarmos principalmente a zaga deles, que é o ponto vulnerável do time de Abel. Se a bola já chegar no meio de campo, aí pode ser fatal o ataque deles. Foi assim que ganharam do Santos e do Galo. Quando a defesa adversária se prepara para o combate, os atacantes tricolores já se encontram à frente dos zagueiros adversários. É isso que caberá a MM fazer sábado. Não conseguimos fazê-lo nos dois jogos contra eles este ano: por isso tomamos de 3 a 0 nas duas vezes. De olho neles, MM, qualquer descuido será fatal.

Portanto, às armas cruzmaltinos, sábado em São Janu. Eles são os favoritos, mas nem por isso devemos esmorecer. Mesmo com o time tricolor mais entrosado e melhor, clássico é clássico. Devemos jogar exatamente motivados na mística do clássico, que hoje nos favorece amplamente. Temos que correr o campo todo, impor raça, pressionar o campo todo para não deixar eles passarem sequer do meio campo. Avante nau cruzmaltina. Casaca!