O braço de Jô….

Quando em 1986 o genial Maradona fez o imortal gol la mano de Dios, o milongueiro craque cinicamente apontou que usou a cabeça e Peter Shilton desesperadamente e em vão faz os sinais, denunciando ao juiz o gol de mão que classificaria a Argentina para ser bicampeã mundial. Da mesma forma, hoje Jô esticou o braço de forma escandalosa e fez o gol da vitória do Corinthians hoje por 1 a 0. E da mesma forma que Shilton, Martin Silva corre deseperadamente indicando o toque com o braço de Jô. A diferença fundamental dos dois lances é que la mano de dios foi mais discreta e bem feita.

Em relação ao jogo, foram dois tempos distintos. No primeiro, o Vasco foi melhor; no segundo foram os gambás. A verdade é que antes da mão de Jô, tivemos chances de marcar. O Corinhtians começou em cima e com 5 minutos, Rodriguinho perdeu um gol na cara de Martin Silva. Depois Jô perdeu outro, mas chutes a gol, nenhum. Já o Vasco teve três boas chances, ambas com Nenê e Ramon. Essas chance surgiram depois dos 30 minutos. Na primeira, Nenê lançou um foguete de fora da área e Cássio soltou para o lado, mas não havia atacante para o rebote e a bola foi para escanteio. Depois, outro chute de Nenê que tirou tinta da trave; Cássio já tinha ido. E a terceira, uma bomba de Ramon e novamente Cássio espalma meio que para o lado e a bola vai para escanteio. Enfim, um bom futebol, mas a bola não entrou. Boas trocas de passe, defesa bem postada. O Corinthians só assustou no começo; depois pouco ameaçou.

Mas no segundo tempo, fomos encurralados. Um verdadeiro bombardeio e Martin Silva faz duas defesas seguidas, uma de puro reflexo em chute de Rodriguinho e outra em toque sutil de Jô em cruzamento da esquerda, de Marquinhos Gabriel. Depois um chute de Fagner na trave esquerda. E novamente em jogada de Marquinhos Gabriel, saiu o braço de Jô. E em cruzamento de Marquinhos Gabriel, a bola não entraria e eis que Jô estica o braço grande e empurra para a rede. Martin Silva corre desesperadamente em direção ao quarto árbitro, indicando o braço de Jô. Mas de nada adianta. O juiz confirma o gol bizarro e 1 a 0 gambás. Após o gol, o Vasco cria duas chances, uma com Paulinho que Cássio defende facilmente, um chute de Nenê de fora da área, rente a trave de Cássio.

Poderia ser melhor, certamente. O Vasco fez um bom jogo até onde pôde. Mas o lance do gol de Jô manchou um bom jogo que estava a ser bem jogado, infelizmente. O que é espantoso a esta coluna é que Jô declarou há meses atrás que era preciso ter mais ética em lances de futebol em dois programas esportivos. E diz agora com a cara de óleo de peroba que não viu aonde bateu a bola, que se jogou na bola para fazer o gol. Santa hipocrisia Batman. Pois é, o lance da rodada foi o braço de Jô. Mas também reflete o apequenamento cruzmaltino desde 2001. Será que há 20 anos atrás isso aconteceria ?

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