O balanço de 2017. E o que virá em 2018

Foi um ano de tropeços, sangue, suor e uma inesperada vaga na Libertadores 2018. Tivemos tropeços colossais dentro e fora de campo. No entanto, surgiu um baita profissional, Zé Ricardo, e ele nos colocou na Libertadores. Com um elenco com sérias limitações, fez um trabalho reconhecidamente eficaz e nos deu essa vaga. E em 2018 ?

Diante de uma gestão avessa a planejamentos a longo prazo, tivemos escolhas completamente equivocadas. O fato de termos recursos escassos não significa que não possamos montar um bom time e ter sucessos. O Grêmio é um grande exemplo. Mesmo não tendo o dinheiro de que dispõem Palmeiras, mulambos, São Paulo e seu arquirrival Internacional, montou uma boa equipe e competitiva que faturou a Libertadores esse ano e parou só no Real Madrid. Então, pouco dinheiro não é desculpa, entendeu diretoria cruzmaltina ? A incompetência dessa diretoria fez com que montássemos um elenco pífio e que no início do ano nos proporcionou uma humilhante goleada de 4 a 1 ante o Corinthians na Florida Cup no início deste ano. E depois no estadual, uma derrota na estreia, de 3 a 0 perante aos nossos eternos fregueses, os flores. Resultado que se repetiria na semifinal da mesma competição. E o que dizer da eliminação na Copa do Brasil, diante do Vitória da Bahia, que mais adiante lutaria para ficar na Série A ? E que derrubou Cristóvão Borges e nos trouxe MM. Ou seja, resultados negativos um atrás do outro.

E na segunda metade do ano, uma estreia com uma goleada humilhante que tomamos do Palmeiras por 4 a 0. E mais adiante, tomaríamos uma outra goleada, agora em nossos domínios, de 5 a 2, diante dos gambás. De novo??!!. E neste jogo, requintes de crueldade, com a diretoria tentando reprimir protestos dos torcedores e sócios a plenos pulmões: FORA EURICO!. E o time Vasco Patriotas a levar bordoadas da segurança do clube, que tem um chefe que se chama TUBARÃO. Aff. E o ato final, a selvageria no jogo contra o Flamengo que nos custou 6 mandos de campo. E a oposição cruzmaltina foi acusada de incitar a torcida. Mas o MP/RJ aponta o contrário. O trabalho de MM não era dos piores. No entanto a briga com Nenê, um dos líderes do elenco, fez com que ele perdesse o grupo e, a partir daí, com exceção de uma vitória de 2 a 1 sobre o Galo e uma goleada de 4 a 1 sobre o Vitória, os resultados foram ruins, levando o Vasco à beira da Zona de Rebaixamento, na metade do Brasileiro 2017. Ao menos, a parte boa de MM ficou, que foi lançar os meninos da base cruzmaltina. E partir daí vem o terço final da competição que nos traria boas surpresas.

Ao tomarmos uma surra do Bahia, MM é dispensado e se inicia a era Zé Ricardo. Porém antes, um jogo que se tornou nosso divisor de águas: com o Fluminense em ascensão e nós em queda livre. Valdir no comando da equipe. E com um golaço de Ramon, venceríamos por 1 a 0 e saíamos do sufoco. Apesar de Valdir ter ficado apenas nesse jogo, ele foi fundamental em nossa reação mais à frente. Ficou claramente comprovado que, ainda que nosso elenco fosse limitado, MM tinha perdido o grupo. E se ele permanecesse, como queria o “mito”das massas, o sapo boi, poderíamos estar rebaixados novamente hoje. Zé Ricardo assume e estreia com uma vitória sobre o time titular do Grêmio. Esse mesmo que ontem disputou a final contra o Real Madrid. Zé Ricardo, percebendo a limitação de nosso elenco, iniciou o trabalho de trás para a frente. E com a ajuda providencial de Anderson Martins, arrumou nossa defesa e com isso, navegamos em mares mais tranquilos e conseguimos a inesperada vaga na Libertadores, com belas e improváveis vitórias contra Santos e Cruzeiro. E só não entramos na fase de grupos porque o Vitória (sempre ele) nos atrapalhou, dando um pênalti para o Flamengo ganhar a vaga. Nesse caminho, tivemos alguns percalços também jogando em casa, onde perdemos 6 pontos para Coritiba, Vitória e Chape. Eram jogos em que ganhávamos e cedemos o empate. Mas isso também advém do fato de que ainda não temos ataque. Hoje temos uma espinha dorsal defensiva. Mas a ofensividade é quase nula. E precisaremos de gols para passar pelas 2 primeiras fases da Libertadores. Por isso que não vencemos os jogos. E a postura defensiva também contribuiu para isso, para segurarmos o 1 a 0.

E agora, para 2018. Atualmente, não conseguimos contratar jogadores até o momento para nos reforçarmos para as fases da Libertadores. Devemos lembrar que janeiro está aí. Porém o principal problema está fora de campo. Em novembro, tivemos eleições onde foi detectada uma provável e quase certa fraude em uma das urnas. A chamada urna 7 apresentou uma discrepância anormal, onde a diferença de votos entre os candidatos foi absurda. Nas demais, uma diferença dentro do normal. E então, o resultado das mesmas encontra-se na justiça. Enquanto isso, as contratações sem critério e planejamento seguem. Algumas delas, para formar um time sub-23. Para que isso ? Haverá uma competição para este fim ? Enfim, perguntas que apontam para transações estranhas, ainda mais em fim de mandato. Que tenhamos um 2018 melhor para nosso clube e, de preferência, com ares renovados, diretoria nova eleita legitmamente pelos sócios regulares. Obrigado pela atenção, leitores desta humilde coluna. Esta é a última deste ano. Feliz 2018 para todos os cruzmaltinos.