No apagar das luzes, um empate providencial

Um jogo maluco, em que aconteceu de tudo um pouco, brigado, podíamos ter vencido, mas tomamos uma virada, faltando poucos minutos para o jogo terminar. Enfim, no final das contas o empate em 2 a 2 com o Coritiba nos manteve provisoriamente em sexto lugar; mas se houver vencedor amanhã no jogo entre os Flores e a Chape, ficaremos em sétimo lugar. No final das contas, o prejuízo não foi tão grande assim.

Neste jogo fora de casa, o Vasco começou bem, apesar de alguma pressão adversária. O time da casa começou nos pressionando com Rildo que arrematou uma bola da ponta esquerda que passou rente a trave. Em seguida, outra pancada e defesa de Martin Silva. E em outra jogada, já pelo lado direito, chute mascado e Martin Silva sai mal do gol e cabeçada de Henrique Almeida para fora. Depois desse último ataque, o primeiro ataque perigoso de nossa equipe e sai o primeiro gol. O Vasco explorou bem o lado direito da defesa do Coxa e, nisso, jogada de Nenê com Henrique. Nenê recebe a bola de Henrique e este toca na medida para o lateral que cruza certeiro na cabeça de Thalles, com uma cabeçada mortal: Vasco 1 a 0. O Coritiba se abre mais e propicia preciosos contra ataques para nossa equipe. Em dois deles, tivemos chances de ampliar; uma com Nenê, em outra jogada pela esquerda de Henrique em que ele, de virada, pegou mal na bola e chegou fraca para a defesa de Wilson. E outra em que Douglas cruza da esquerda, Thalles cabeceia certinho; mas Wilson faz a defesa e a bola bate caprichosamente no travessão. E termina o primeiro tempo.

No segundo tempo, o time paranaense resolve usar uma tática kamikaze, na qual ele tira o inoperante lateral Léo, que nos propiciou os nossos melhores ataques e pôs Neto Berola. E então, pressão total do Coritiba quase o segundo tempo inteiro. Por isso, tivemos ferimentos leves. Sofremos bastante com a pressão deles. Vários ataques em profusão, gols perdidos, defesas de Martin Silva. E mais emoções estavam por vir nos minutos finais. E aos 25 minutos, escanteio cobrado por Tomás da esquerda e várias cabeçadas sucessivas de lado a lado até que Paulão cabeceia para dentro da área e Kleber Gladiador aproveita o presente: 1 a 1. E o pior ainda estava por vir. E MM resolve fazer uma operação que recuou mais a nossa equipe, ao tirar Thalles e colocara Rafael Marques. Antes, Éder Luiz já tinha entrado no lugar de Mateus Vital. Seis por meia dúzia. E com essa substituição, abdicamos de atacar e o Coxa veio mais para cima e virou o jogo com Kleber Gladiador em outra linha de passe aérea em nossa defesa com toque de calcanhar de Neto Berola livre, para Kleber empurrar para rede. Coritiba 2 a 1. Só que eles também bobearam. E aos 45, quando comemoravam a virada, escanteio cobrado por Yago Pikachu, Paulão desvia e Wagner, que entrou em lugar de Nenê, desvia com o gol praticamente vazio. 2 a 2. E estes foram os números finais.

Algumas conclusões: primeiro, Mateus Vital já deu. Hora de Wagner ter uma chance. Segundo, ficaremos sem nossa dupla de volantes suspensa. Jean e Douglas tomaram cartão amarelo e estão suspensos; ou seja estamos sem poder de marcação. Terceiro, o próximo jogo é contra os mulambos sábado que vem. Diante deste quadro, em que pese sermos um dos melhores mandantes, temos que fazer valer o fator campo. Mas será que conseguiremos isto sem Jean: a conferir. Os mulambos virão com Diego e Everton Ribeiro. Todo cuidado será pouco diante deles. Mas não é impossível ganharmos deles, estando em casa.