Nau à deriva – Z4 na porta

Quando no início do certame, se via um time eficiente e letal, depois da primeira derrota para os flores, se desenhou a dura realidade e o começo do fim. E mais uma vez, o torcedor cruzmaltino se vê às voltas com o Z4. A derrota de hoja para os gambás por 2 a 1, embora tenha sido em um lance de puro azar, a bola bateu no beque cruzmaltino e tirou Fernando Miguel do rumo, uma derrota que ilustra bem o contexto em que se encontra o Vasco hoje.

Sem Cano e Benitez, praticamente sua espinha dorsal, o Vasco foi um time praticamente nulo na primeira etapa. O Corinthians jogou de forma organizada e dominou inteiramente as ações. Mesmo assim, a primeira chance foi cruzmaltina,com Talles Magno aos 14 minutos, para boa defesa de Cássio. Aos 19, outra boa chance cruzmaltina em um chute de Carlinhos; Cássio solta e Ribamar chega atrasado e Gil corta a escanteio. E quem não faz leva: aos 22, Cayo Tenorio erra o passe no meio, Mateus Vital aproveita o presente, toca para Cazares, que serve para Mantuan, livre entre Tenório e Miranda e toca sem chances para Fernando Miguel. Os gambás ainda tiveram uma chance aos 31, quando em boa jogada, novamente Cazares cruza da meia direita e encontra Marlon que cabeceia e Miranda salva a escanteio.

No segundo tempo, o Corinthians pára e opta por jogar no contra-ataque. Como o contra-ataque não sai, o Vasco toma conta do jogo. E de tanto pressionar, empata o jogo aos 27 minutos em jogada de Talles Magno, que cruza para um belo gol de letra de Ribamar. Os gambás quase marcam um minuto depois, com Mateus Vital, obrigando Fernando Miguel a fazer uma boa defesa. E o Vasco seguiu perdendo duas chances, com Guilherme Parede aos 36 e Carlinhos aos 40, ambas em boas defesas de Cássio. E com requintes de crueldade, o gol da vitória dos paulistas aos 44: Everaldo faz jogada pela direita, Henrique põe o pé para cortar e a bola desvia nele e tira Fernando Miguel da jogada. Uma infelicidade para um jogador que vinha sendo regular e agora desandou. Pior que ele não tem um reserva que é muito melhor. Era mais fácil tentar desenvolver o Alexandre Melo, mas…… contusões e renovação de contrato complicada fizeram o jovem perder espaço. Um castigo para Henrique e todo o time que não mereciam perder.

Com essa derrota, a luta contra o Z4 chegou de vez. Mais uma vez, o Vasco põe o seu torcedor como chacota dos adversários. A torcida não aguenta mais sofrer. E com a eleição próxima, aparecem candidatos com as promessas mais mirabolantes para tentar enganar o já desconfiado e incauto torcedor. Há um certo candidato que inflou o ego de uma parte da torcida, carente de títulos de expressão e que agora diz Vai dar Vasco. Só se for na próxima passagem do cometa Halley…. O caldeirão político ferve e o manto cruzmaltino agoniza….. mas não morre, como diria o ilustre cruzmaltino Nelson Sargento.