Natural (ou quase)

A irritação da torcida vascaína ao fim do jogo contra o Cabofriense teve diversos motivos e vertentes.

Os que queriam fuzilar o jovem Jomar. Ou Adilson, este já acostumado pela profissão e pelos arroubos em outros clubes.

Fato é que perder em casa não estava nos planos da Colina de forma alguma. Ainda mais de virada comandada pelo veteraníssimo Fabrício Carvalho.

No momento de reconstrução vascaína pós-2013, uma desagradável ducha de água gelada em sentido figurado. Porém, temporária.

Por mais que haja uma exigência natural em termos da grandeza do clube, o principal aspecto dessa derrota morou no caminhão abarrotado de gols perdidos e finalizações no poste. Sim, a Cabofriense também acertou a trave. Mas a blitz vascaína do segundo tempo tinha tudo para ser bem-sucedida. Infelizmente acontece.

A briga pela classificação continua firme. Agora, só precisa de determinados cuidados administrativos. Uma base, há. Claro que reforços são necessários. Mas o começo da arrumação é um fato. Pedir paciência aos torcedores não cabe, apenas reflexão.

Um estrangeiro como eu por aqui talvez possa ver melhor determinadas coisas sem o inevitável terremoto da paixão. Por mais que alguns estejam pessimistas, penso que o Vasco briga pelo título de verdade. Talvez não seja o favorito nem o melhor time, mas vai disputar com boas chances. A posição entre os quatro afeta na fase final pela questão da vantagem dos empates, mas todos sabemos que, em prováveis clássicos, isso significa pouco ou, na verdade, quase nada.

Sem amaciar a irritação vascaína pela derrota, Cabofriense tem 22 pontos. Não está de bobeira na competição. E pode complicar mesmo.

O árbitro

Ainda sobre o erro inacreditável na partida contra o Mais Favorecido, o árbitro Eduardo Cordeiro tinha trabalhado em sete partidas no campeonato estadual de 2013 e três no de 2014.
Nenhuma delas de grande relevância, no máximo confrontos entre os chamados grandes e pequenos.

Paraquedas aberto, EC aterrissou suavemente no gramado do Maracanã para um dos maiores clássicos do futebol brasileiro. E tome culpa no auxiliar de fundo de gol (exótica definição).

A quem interessava a escalação de um árbitro ainda sem estofo para um confronto de gigantes?
Cartas para esta redação.

A imprensa marrom

Neste domingo, torcedores do Fluminense fizeram um protesto na porta do Maracanã contra o canal ESPN, coautor de diversos crimes previstos no Código Penal travestidos de liberdade de expressão.

Noutra semana, alvinegros xingaram sem dó a emissora que detém as transmissões, esta totalmente desesperada.

Quando os vascaínos se manifestarem, teremos apenas uma das grandes torcidas do Rio em completo silêncio e até mesmo plena satisfação com manchetes e noticiários. Nada a reclamar.

Seria coincidência?

Tanto quanto as escalações sucessivas de André Santos e Heverton. Ou o recuo da imprensa no caso STJD.

Coincidência?

Não.

@pauloandel