Não vi e não gostei

Oito e quarenta e cinco da noite e eu assisto Buzz Lightyear e Woody com minha filha de quatro anos. Uma tevê em casa, sem internet fixa, com o pacote de tv a cabo mais simples possível e carnaval na esquina. Cinco minutos atrás, abri o site do jornal pra ver o resultado e me deparei com a maravilha de resultado que os senhores já conhecem.

Com essa equação, foi impossível ir a São Januário. Mas não estava com nenhuma sensação esquisita. Muito pelo contrário, achei que ganharíamos esse jogo com alguma tranquilidade. Mas não foi o que vimos.

Hoje em dia, com o famoso pay per view, parece simplório ver um jogo em qualquer canto. Mas na verdade, isso não se aplica. Jogos de grande contra pequenos em horários alternativos sofrem a concorrência de maravilhas como Faustão e de um horário em que você tem milhares de outras ocupações. Não é um horário fácil para largar a família e ir ao estádio. Ou mesmo para ignorar o mundo à sua volta para despejar palavrões em direção à tv de casa. É o horário mais pernicioso para o futebol. Não é hora de nada. Liquida o domingo. Tivesse ido ao jogo, estaria ainda a caminho de casa.

Resumindo: a inconveniência do horário é completa.

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2013. Tivemos 3 goleiros medíocres. Três desgraças que nos custaram um rebaixamento para a 2a divisão sem que ninguém tomasse uma atitude para resolver o problema. Eis que em 2014, contratam um dos melhores goleiros das Américas. Um cara calmo, seguro e que quase levou seu time ao título da Libertadores de 2013, enquanto nós, Vascaínos, pagávamos nossos pecados com Diogo Silva e afins.

Eis que o sujeito chega e, com o passar do tempo, começa a mostrar os mesmos tipos de falhas dos goleiros horrorosos do ano passado. Notadamente em cruzamentos altos sobre a grande área. Coincidência? Nunca.

Carlos Germano, por favor, suma do Vasco. Você é a prova cabal de que nem todo mundo que fez ou faz algo bem sabe transmitir aquilo. Nem todo mundo serve para professor.

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De qualquer forma, calma. Temos um novo time em formação. Não adianta pirarmos agora.