Não estávamos bem preparados para essa série B.

 

Depois de alguns dias para meu merecido descanso, volto ao espaço tão gentilmente cedido pelo irmão Zeh Catalano para meus devaneios sobre o Vasco da Gama.

Foram mais de trinta dias sem escrever por aqui, e meus 4 ou 5 leitores já estavam me cobrando novos textos…

Enfim, voltei! Mas infelizmente volto num momento ruim de nosso amado clube na série B… Desde que voltei ao Brasil, assisti a duas derrotas e a um empate… Será que sou eu o pé frio?!?

Acho que não… Eu até acho que vamos terminar o campeonato entre os quatro primeiros colocados e garantir nossa volta à primeira divisão do futebol brasileiro, mas essa volta será carregada de drama e sustos.

Passado o “encanto” inicial com o “Papai” Joel, já começam a aparecer questionamentos às suas escalações aqui e acolá…

Na minha opinião, o time nunca foi realmente preparado para disputar uma série B com a responsabilidade e principalmente, com a realidade de ser o único grande. Era bem óbvio imaginar que todos os times disputariam as partidas contra nós considerando o empate um ótimo resultado. Afinal, o campeonato é por pontos corridos e há outros 36 jogos para tentar as vitórias.

E diante desse quadro, o Vasco não se preparou e/ou não formou uma equipe para fugir dessas situações em que o adversário se fecha na defesa e joga nos contra-ataques. Via de regra, as equipes que tentaram jogar de outra forma (como nos jogos contra o Ceará no primeiro turno e contra o Joinvile no segundo), perderam.

Outra prova dessa minha tese: a quantidade absurda de empates. Até a atual 32ª rodada, temos 13 empates (superados apenas pelo Sampaio Corrêa com 14 empates).

A estratégia dos adversários se repete e sempre esbarramos nas nossas imensas dificuldades de furar as retrancas, de fazer jogadas pelos lados do campo, de dependermos em muitos casos de bolas paradas para fazer nossos gols…

Ontem, contra a Ponte, mais uma vez a mesma coisa… Muitas jogadas pelo meio com Max Rodrigues e Dakson, esbarrando sempre nos 450 jogadores que o adversário colocou na frente da área. No fim, mais um empate e mais uma chance desperdiçada de distanciar um pouco mais do quinto colocado e garantir logo a nossa volta e o fim de nosso sofrimento.

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Eu não sei a sua opinião, meu caro leitor, mas a minha é a seguinte: eu não faço a menor questão de ser (bi)campeão da série B. Quero é voltar à primeira divisão!

Ser campeão seria apenas um “plus” para esse ano (mais um!) que deveríamos esquecer em nossa história.

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Durante minha viagem de férias, passeando em Praga (para quem não sabe capital da República Tcheca), eis que me deparo com uma loja “sui generis” que era especializada em produzir e vender “marioskas”.

O legal era que tinha uma seção na loja dedicada a seleções nacionais e clubes de futebol do mundo todo. Do Brasil? Do Rio de Janeiro? Só do Vasco!