Na raça e na marra

Quando por vezes o talento não resolve, é no coração, na raça. E assim foi ontem. Com todas as limitações já conhecidas, o Vasco deu uma demonstração de sangue, suor e lágrimas e arrancou lá do fundo, uma difícil vitória por 1 a 0 sobre o Bangu. Um adversário forte e que deu bastante trabalho e por pouco não tirou a equipe cruzmaltina da final da Taça Rio. E caso o Vasco perca a Taça Rio, novamente cruzará com eles. Olho vivo.

Foi um jogo franco e aberto, durante os 90 minutos. Não foi um primor técnico, mas foi uma correria desenfreada e chances dos dois lados, contra-ataques perigosos. Lá e cá. Não faltou emoções nos 90 minutos ontem. E como no jogo anterior, o Bangu montou sua armadilha de ficar fechado na defesa e contra-golpes perigosos. Essa foi a tônica o jogo todo. O Vasco com a posse de bola e criando e tentando abrir a defesa alvirrubra e o Bangu saindo rápido em contra-ataques. E nisso, o Vasco criou 3 chances claras: uma aos 11, em que Marlone cruzou da ponta esquerda e a bola encontrou Rossi que encheu o pé, Jefferson Paulino defendeu e no rebote Tiago Reis isolou. Aos 22, Bruno César solta um petardo de fora da área e Paulino espalma para escanteio. E aos 27, o primeiro dos contra-ataques perigosos do Bangu: Yaya Banhoro pega a bola e chuta de longe para grande defesa de Fernando Miguel para escanteio. 4 minutos depois, novamente Bruno Cesar dá outro chute, mas este sai fraco e Jefferson Paulino defende facilmente. E aos 47, nos acréscimos, mais um chute perigoso da equipe da Zona Oeste: Jairinho chuta no canto e Fernando Miguel voa no canto e joga para escanteio novamente. Fim do primeiro tempo.

O segundo tempo permaneceu na mesma tônica. Mas o ritmo não foi o mesmo. O Vasco tentando furar o sistema defensivo adversário e com dificuldades. Mas aos 11, surgiu uma brecha e sai o gol de nossa vitória: Werley começa a jogada na defesa, toca para Bruno Silva e deste para Lucas Mineiro, que encontra Rossi, na ponta direita, que cruza certeiro na cabeça de Tiago Reis que finaliza de forma certeira e ainda mais precisa, sem chances para J. Paulino, abrindo o placar. E aí o jogo se inverte, com o Bangu procurando mais a iniciativa e pressionando o time cruzmaltino. Porém, após o gol, segue o lá e cá, porém as chances de gol diminuem. Somente o gol anulado, acertadamente, do Bangu aos 28 minutos de Anderson Lessa, é que foi a grande chance. Mas ficou latente que nosa defesa fica mais exposta em um jogo mais franco. Levamos contra-ataques perigosos do Bangu e nossos laterais precisam de mais cobertura. A verdade é que o sistema ideal hoje para o time cruzmaltino é o 4-4-2. Nesse 4-3-2-1, o time fica vulnerável.

Com a vitória, estamos na final da Taça Rio contra o ave preta, o mau agrouro. Eles vêm com o time alternativo. É preciso o Vasco ter sabedoria, pois se souber jogar com o regulamento e inteligência, ganha a Taça Rio e passa a ter a vantagem do empate. Não adianta partir para cima deles. É deixar eles virem e usarmos a velocidade de Rossi e Marrony para os contra-ataques letais em velocidade. É por aí.