Museu de grandes novidades

Mais uma noite de aborrecimento. Já perdemos as contas de quantos gols tomamos em finais de jogo. O pior é que é claríssimo que o Vasco vai tomar o gol. Fazemos um gol e pronto. Acabou. Todos para a trincheira defendendo um resultado magérrimo e insuficiente. Chutões pra frente, onde não há ninguém pra receber a bola. E ai, a bola volta, volta, até que vai parar dentro do gol.

Time tenso, que não sabe o que fazer com a bola no final do jogo.

Jogo esse que não tinha razão alguma para ir até os 50 do segundo tempo. Se houve atrasos durante o jogo, esses se deveram à confusão armada pelo time da casa, inconformado com o gol validado para o Vasco, no qual a bola entrou e a arbitragem, milagrosamente, acertou. Mas tudo acontece em termos de arbitragem com o Vasco. Não temos representação na federação.

Acredito, sim, que Joel vai dar jeito nisso. É preciso paciência.

Que não tenho.

Jogo absolutamente fundamental o próximo. É uma espécie de final. Temos de ganhar de qualquer maneira. Adversário direto pela vaga, atual líder do campeonato, que será ultrapassado se vencermos.

Mais do que em uma partida normal, adoraria ver o Vasco aplicar uma sova no Joinville. Qualquer Vascaíno que se preze sente um bololô no estômago ao ouvir falar de Joinville. Lá fomos maltratados, surrados, humilhados não só dentro de campo, mas fora dele. Eu não estava naquela arquibancada. Mas não esqueço daquela vergonha. Que começou em campo, com a fraqueza de nossos dirigentes, que, no final, foram os principais responsáveis pelo espetáculo deprimente que coadjuvamos. As tvs certamente se lembrarão de tudo o que se passou naquela semana e nos mostrarão as imagens ad nauseam.

O Joinville deveria ser tratado, daquele dia em diante, como um dos principais adversários do Vasco.

Portanto, por favor, quem puder, esteja em São Januário e berre para que o time vença o Joinville de forma convincente. Se não estiver jogando bem, berre mais ainda. Terminado o jogo, se a vitória não tiver vindo e merecer vaias, vaie e xingue a plenos pulmões. Mas não durante o jogo. Empurre o time. É ruim, mas é com eles que a gente tem de ir.

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Tempos atrás, o ponta Pimentinha, do Sampaio Correia, já viria pra São Januário no mesmo vôo que trouxe o time. Vários jogadores de nossa história vieram de partidas como a de ontem. O Vasco viaja, joga longe de casa, e alguém faz um partidaço. O Vasco traz. Saudade desses tempos…