Messi: mínimo, múltiplo ou comum?

1,69m de pura magia. Aos 27 anos (completados recentemente), o Pulga é o grande ícone dessa geração de jogadores. Dono de uma canhota impressionante, Lionel Messi já abocanhou prêmios individuais, títulos e recordes que fazem inveja a monstros sagrados do futebol mundial.

Messi já é um mito na história magistral do Barcelona, que já teve monstros em seus plantéis. Sem exageros, ele com certeza já é o maior jogador do clube catalão. Levando em consideração seu porte físico e o posicionamento em campo, fica difícil acreditar que mesmo aos 27 anos de idade, já se aproxima a marca de 400 gols na carreira, sendo mais de 350 no clube, quantidade que já o elevou a maior artilheiro da história do clube.

Muito se fala de sua rivalidade contemporânea com Cristiano Ronaldo. Na opinião deste colunista, o hermano ganha de lavada, baseado no seu histórico em decisões. Messi não se esconde, Messi É (sim, em maiúsculo) fator decisivo, diferente do gajo, que volta e meia refuga em jogos importantes.

Uma pesquisa recente mostrou que Messi, quando criança, foi diagnosticado com um leve autismo, e isso corrobora seu perfil meio avoado e tímido, e sua característica de “grudar” a bola no pé e a frieza e pré-definição de suas finalizações. Embora pareça simples, de acordo com essa pesquisa, isso seria fruto da busca de um padrão e treinos exaustivos.

Messi é quatro vezes Bola de Ouro, sendo o maior vencedor desse prêmio, três vezes campeão da Liga dos Campeões, quatro vezes artilheiro, medalhista de ouro nas Olimpíadas de Pequim. Todos esses títulos e feitos há muito são motivos de comparação com seu compatriota Diego Maradona, sendo que muitos já pendem para o lado de Lionel.

Já vi e ouvi da molecada dessa geração que o mesmo é o melhor de todos os tempos.

Eu, mesmo sendo sim fã do anão (isso veio recentemente, há uns três anos atrás), acho que falta uma cereja no bolo para Messi alcançar o patamar de algumas entidades do futebol. Aos grandes, aos diferenciados, aos gênios cabe uma Copa do Mundo no currículo. Não como coadjuvante, como estrela principal, como astro, tendo atuações dignas de um verdadeiro gênio.

Maradona, mesmo tendo seus defeitos como ser humano (e são muitos) carregou nas costas um time limitado, muito inferior ao da Copa anterior (1982). Com atuações monstruosas e polêmicas à parte, o Pibe levou a Argentina ao Bicampeonato.

Comparar Messi com Pelé, seria outro absurdo, tendo em vista que o brasileiro tem números arrasadores, como campeão do mundo aos 17 anos e com gol na final e mais trocentos gols na carreira. E olha que não sou fã de carteira do Edson.

Messi disputa sua terceira Copa. Já se esperava algo a mais dele na passada (2010),  mas não está no melhor de sua forma física (opinião minha), não possui uma seleção que lhe passe confiança defensivamente, porém, nessa safra de jogadores ele é muito melhor que todos. O único que arrisco a tentar comparar seria Andrés Iniesta.

Messi está com fome. Quatro jogos, quatro gols e uma senhora assistência na última partida. Messi vem sendo extremamente eficiente, diferentes de outros ídolos. Messi não vem jogando o que sabe, mas está decidindo. Lionel Messi está querendo se tornar um jogador incomum, querendo fazer história.

E eu quero ver de camarote essa história sendo feita.

Nos lemos em breve!