Mesmo assim

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Difícil encontrar palavras que, de alguma forma, aliviem os corações vascaínos nas últimas rodadas.

O que era para estar resolvido ainda não está, embora uma pequena folga esteja disponível na pontuação. Mas é tão pequena que é bom não pensar nela.

O Avaí (52 pontos) pega o Oeste em casa logo mais. Se não vencer, excelente para o Vasco.

Na sexta, o Ceará (50) joga suas cartadas finais contra o Atlético-GO (52) em casa. O empate derrubaria os dois; não acontecendo, que venha uma vitória cearense.

No sábado à tarde, em seu grande palco (com respeito infinito a São Januário), o Maracanã, o Vasco (56) precisa mostrar de vez que o drama de 2014 vai embora para sempre.

Enfrenta o ABC (41), e não pode pensar em outro resultado que não a vitória.

Primeiro, pela escassez recente delas. Segundo, porque a distância para Ponte Preta e Joinville já se acentua. Terceiro, porque o principal, que é garantir logo o acesso à série A em 2015, depende de consolidação de pontos.

Vencendo o ABC em casa, o Vasco teria 59 pontos. Com um pouco de sorte, a seis pontos do quarto colocado, faltando quatro jogos para o fim da competição.

Adversários: o próprio Ceará (fora), Vila Nova (casa), Icasa (casa) e, fechando, Avaí fora. Destes, Ceará e Avaí ainda brigam pelas últimas vagas no G4, daí a importância de ter vantagem de pontos ao enfrentar estes adversários.

Da última vez que viveu esse drama da B, o Vasco subiu de maneira infinitamente mais fácil. E antes.

Passaram-se cinco anos. Muita coisa mudou, muita coisa não foi feita, a batalha está aí de novo.

Contudo, não é hora de desanimar e cansar. Chegou a reta decisiva, a hora de resolver.

Se o time não mostra o padrão mínimo das tradições vascaínas, aí está a fanática torcida a empurrar a Colina dentro de campo, num Maraca lotado.

Poderia ser melhor, mas não é.

Encaremos a dificuldade do mundo real e passemos por ela.

Tem sido sempre assim.

@pauloandel

Imagem: netvasco