Mais uma grande e importante vitória

Em um jogo muito amarrado, de forte marcação, em que as defesas predominaram sobre os ataques, somente um jogador de técnica mais refinada poderia decidir. E assim foi que Nenê decidiu o clássico de ontem ante o bravo freguês Botafogo, pelo placar de 1 a 0. E foi o suficiente para conquistarmos mais 3 pontos importantes. Em particular, esta vitória nos rendeu dois aspectos fundamentais. Nos deixou a sete, oito pontos de nos mantermos na Série A, além de nos colocar perto do G7. Uma pena que a Chape não conseguiu tirar pontos dos mulambos, senão ficaríamos a 2 pontos no máximo. Mas tudo bem. Temos que pensar jogo a jogo. Assim, chegaremos mais rápido à permanência na Série A e quem sabe chegarmos a uma Pré-Libertadores. Diante das turbulências políticas que estamos a atravessar, seria um grande feito.

Conforme já falado, foi um jogo duríssimo, de forte marcação e tecnicamente muito ruim. Erros de passes constantes devido a forte marcação. No primeiro tempo, Zé Ricardo colocou o time muito recuado. Optou por deixar a posse de bola ao adversário. Conhecedor do estilo de Jair Ventura, que é exatamente dar a posse de bola ao adversário, nosso técnico neutralizou a principal característica da equipe alvinegra da Zona Sul: o contra-ataque. E foi assim aos 11 minutos, em um erro de passe adversário, que a bola foi rolada para Wellington, que vindo de trás, soltou uma bomba que pegou no pé da trave de Gatito Fernandez. Um pouco depois, aos 20 minutos, outra roubada de bola e Mateus Vital arremata; mas a bola bate em Igor Rabello e sobra para defesa fácil de Gatito. Mesmo com a posse de bola, o Botafogo só foi conseguir o primeiro chute aos 34 minutos, em jogada pela direita com o lateral Arnaldo, que rolou para Marcus Vinicius chutar colocado para a boa defesa de Martin Silva. A rigor, foi a única defesa de nosso goleiro no jogo todo, o que provou a eficiência de nosso sistema defensivo, com o passar dos jogos. Nos últimos cinco jogos, só fomos vazados em dois deles. E assim terminou um primeiro tempo arrastado.

No segundo tempo, com a contusão de Wagner, Pikachu entra e o Vasco entra mais agudo e decide também partir para cima. E então aparece o lateral Madson, sempre a se apresentar como opção ofensiva. E em dos lances, Pikachu toca para ele, que avança e cruza. Thales consegue desviar de cabeça e a bola sobra para Mateus Vital que dá um belo lançamento por elevação a Nenê, na ponta esquerda que solta a bomba. Gatito Fernandez espalma e a bola vai na rede pelo lado de fora. O Botafogo segue a a atacar sem eficiência e aos 23 minutos, disputa de bola no meio campo confusa, Madson rebate mal, o adversário pior ainda e a bola sobra para Nenê pela meia direita; ele adianta demais a bola, Igor Rabello rebate, a bola bate involuntariamente de raspão no braço de Nenê, que ainda é seguro pelo adversário. Mesmo assim ele consegue bater de prima, sem chance para Gatito Fernandez. Um golaço para abrir o placar do clássico. Os jogadores do Botafogo cercam o árbitro, mas verdade seja dita: o toque no braço foi muito sutil e não foi intencional, tanto que o marcador do Botafogo tentou segurar Nenê, não tendo a convicção do toque. Após o gol, o Botafogo novamente voltou a ter a posse de bola, pois Zé Ricardo resolve recuar o time, como de início. Com isso, volta-se o predomínio do Botafogo com a posse da bola; mas não criaram nenhuma chance de perigo. Martin Silva foi pouco exigido. Zé Ricardo ainda coloca Paulo Vítor e Caio Monteiro para os contra-ataques. E Paulo Vitor em um dos poucos lances protagonizados, resolveu dar uma lambreta no lateral Arnaldo e provocou a ira de meio time adversário. Foi um belo lance; em momento algum PV quis provocar o adversário; apenas tentou a jogada para fazer o cruzamento. Muita celeuma por pouca coisa. E no final, mais uma boa jogada de Madson, que cruza certeiro na cabeça de Caio Monteiro que coloca a bola rente ao travessão.

Com a vitória ontem, chegamos mais perto do G7. Estamos em oitavo e ultrapassamos o Galo. Este jogo foi um divisor de água para nós. Com ela, podemos até sonhar com dias melhores. Só que não podemos esquecer que a missão de permanência na Série A ainda não terminou. Faltam 7, 8 pontos. Mas é provável conseguirmos isso nas próximas rodadas. Isso não invalida nosso sonho de G7. Mas devemos pensar jogo a jogo. Com isso, quem sabe o Vasco chega no G7. A conferir.

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