Mais um Hiato

Um mês de hiato. O que se deve esperar de uma coluna que se espera opinião, novidades, notas, qualquer coisa relativa a este espaço? Claro que tudo, desde que não se espere um mês para isso. Afinal, esta é uma coluna veiculada na internet, ora bolas! Mas sabe quando a sensação que se tem é de um vazio tremendo, igual ao que nossa torcida sente quando as coisas começam desse jeito?

Sim, fui ao Engenhão no primeiro jogo do Vasco na temporada e mesmo com o descrédito que imperava na pré-temporada, era necessário dar aquela força. Sair pela terceira vez da segunda divisão exige um mínimo de empenho e o tal “ tamo junto” é o que a instituição Vasco espera de todo torcedor. Só que ninguém esperava receber uma traulitada do Fluminense de 3 x 0 (e com aquela sensação de que foi pouco). Era como se algo muito ruim estivesse por perto para acontecer.

Ah, sim. Boas coisas e ruins apareceram, desde então. Luís Fabiano (mesmo já fora da idade, ainda se espera que ele seja o Fabuloso), 90 anos do caldeirão, um técnico que (sinceramente) não se pode vislumbrar nada e, olha só, mesmo com tudo isso ainda conquistamos a Taça Rio, que legal!

Em áureos tempos, a decisão seria entre os times que jogaram no sábado e teríamos que ouvir até de quem não merece, um pingo de zoação. Sermos zoados por mais um vice-campeonato. Mas isso SE os times vencedores dos dois turnos do Carioca disputassem a final. Eis que a nova fórmula encontrada pela Federação em valorizar os grandes times para que as semifinais só tivessem os mesmos quatro nos jogos, foi um tiro pela culatra de quem achava que isso seria uma vantagem. Nem para o Botafogo foi vantajoso, só para o time da Gávea, visto que o das Laranjeiras disputou o melhor até o momento e entra como favorito para levar o Estadual.

Inveja é realmente uma merda, mas quem dera um Abel no nosso time. Um cara que mesmo sendo “das antigas” sabe tirar leite de pedra e é isso o que precisamos. Até porque o time, não há como negar, não tem a menor condição de nada. É um arremedo até para a escalação que foi rebaixada pela primeira vez. Certamente até venceríamos o Fluminense pelo mesmo placar que tomamos se ele estivesse no comando.

É pessoal, não tem como comemorar 90 anos de estádio nessas condições. É como dizer que somos campeões do mundo ou os maiores do mundo MAS NOS ANOS 80, como um certo time apregoa! Essa lenga-lenga de diretoria que só está lá em dia de apresentação de jogador mediano (para não dizer medíocre). Para apresentar camisa nova, que custa os olhos da cara, mas não tem nada de novo. Juro que deu até saudades da Penalty em uma hora dessas. Já viram o que a Umbro fez para os demais times com que ela trabalha? Esse é mais um retrato do engessamento que os comandantes da nau cruzmaltina impõem e acabamos por ter que engolir.

Por essas e outras que até o ânimo do colunista fica no chão e totalmente sem assunto, a ponto de ficar um mês sem ter nada a dizer. Pois é, e será exatamente esse tempo que provavelmente não teremos nada a falar, pois o Vasco só jogará em maio e aí será mais aquela reza braba para não cairmos novamente. E olha que eu já cantei essa bola desde o primeiro jogo do ano.