Logo mais tem decisão. Mesmo.

oto gloria

A leve agonia continua.

Não, ninguém pensou que ia ser fácil para o Vasco esse 2014. O caminho da reconstrução é sempre mais complicado na vida de qualquer um.

Mas podia ser um fardo menos pesado.

Tudo fica na teoria do copo: está meio cheio ou meio vazio?

Bom, depende das circunstâncias.

Em relação ao desastre que ia acontecendo em São Januário sexta-feira passada, reagir nos acréscimos e empatar teve seu lado positivo, mostrou capacidade de enfrentar adversidades. Mas parece lógico que ninguém imagina ou espera o Vasco rateando em casa para times de baixa colocação na tabela.

Mesmo caso o da pontuação no campeonato: o Vasco está no G4, a dois pontos da líder Ponte Preta e também a dois pontos do Ceará, primeiro time fora da zona de classificação e que já foi dianteiro nesta série B. Ou seja, não se pode vacilar. Qualquer tropeço pode complicar uma situação que, apesar dos pesares, vai bem encaminhada.

O jogo de logo mais é decisivo ao extremo.

É preciso recuperar os dois pontos perdidos contra o Bragantino, pouco importando se a desesperada Portuguesa (melhor amiga da Gávea) luta com todas as suas forças contra o rebaixamento à terceira divisão. Este aspecto é que justamente pode favorecer o time vascaíno: a Lusa, aflita, deve vir com tudo – não pode ficar encolhida e empatar em casa. Dependendo dos planos de Joel, de volta após a cirurgia de vesícula, a hora de fuzilar é essa.

A Ponte recebe o Sampaio Corrêa em casa. É favorita. Deve pontuar bem.

O Avaí encara o ABC em Natal. O Joinville pega o Santa Cruz em casa.

Qualquer combinação que não tenha as improváveis derrotas dos primeiros colocados põe o Vasco em xeque: precisa esquecer mando de campo e jogar (bem) como se estivesse em casa. O empate pode ser pouco.

Quando a rodada fechar, vão faltar dez jogos para o fim do campeonato. É hora de definição. Cada jogo vale um título. Não se pode vacilar.

Que o Papai Joel, mais sabedor do que tudo o que acontece, faça a devida omelete com os ovos disponíveis por ora, relembrando velhos tempos de outro treinador ícone: Oto Glória.

@pauloandel