Juninho preocupando

Aparentemente, hoje tivemos o final da carreira do último de nossos ídolos verdadeiros. Juninho parou de forma esquisita, como um velho piloto de Fórmula 1 que tem um acidente forte e decide se aposentar. Merecia final mais impactante, nos braços da torcida e sem essa queda que todos lamentamos.

Acontece que, em confirmando mesmo sua aposentadoria, Juninho passa a ser uma força muito importante na eleição do clube. Força essa que não poderia aparecer em sua plenitude se ele ainda estivesse em ação pelo time. Livre do vínculo, Juninho terá dois caminhos a seguir:

O primeiro, que eu diria ser o mais provável, é retornar ao conforto de seu segundo (terceiro) lar, Lyon, e lá gozar sua merecida aposentadoria, provavelmente ocupando algum cargo administrativo no clube. Caso opte por esse caminho, estará abdicando de grande parte da idolatria que a torcida do Vasco lhe confere. De lá, por mais que fale e declare seu apoio a alguma candidatura, estará exilado do dia a dia do clube e seu poder de ação será limitadíssimo.

O segundo é apoiar alguma das candidaturas, talvez até participando efetivamente desta, tendo voz e participação ativa nos próximos meses do Vasco. Juninho é um dos únicos personagens do Vasco de hoje a ter credibilidade na torcida. Mais que isso, é um dos únicos a ter tido contato direto com Eurico e Roberto durante seus reinados. O que ele disser publicamente sobre estes dois, e provavelmente sobre os demais candidatos, terá grande influência na eleição do meio do ano.

Seu movimento de saída parece muito bem pensado. Teve uma contusão violenta. Não largou o osso – trabalhou duro e, quando próximo de voltar a campo, desistiu. Jogou a culpa no físico. Sai bem com a torcida e não como alguém que desistiu precocemente, ainda com o time indo para o cadafalso.

O tempo irá dizer se essa teoria era uma besteirada ou se terá algum fundamento. Aguardemos. Ansiosos.

Pelo lado do Vasco, seria (claro) excelente tê-lo em campo um pouco mais. Porém, a sua presença só prorrogaria um problema: a ausência de um cérebro no deserto meio campo. A hora de encontrar esse ser iluminado é agora, no estadual. Montoya fez um segundo jogo pelo Vasco e saiu contundido. Atuava pelo meio, como a torcida espera que atue. Até o fechamento dessa edição, (HA!) não tenho informações sobre a gravidade da contusão. Espero que tenha sido um tostão ou coisa que o valha e que esteja em campo no domingo. Precisamos dele.

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O time jogou contra outro bando e, novamente, se comportou direitinho. Bernardo jogou bem, embora mais uma vez tenha xingado alguns desafetos na torcida. Marlon, o lateral esquerdo, foi o destaque. Fez um lançamento espetacular no fim do jogo, desperdiçado por um Barbio em suas melhores atuações. Edmilson também foi muito bem.

E o poderoso Audax pelo menos proporcionou à torcida vascaína ter a certeza de que há um senhor goleiro embaixo das traves. Quando chamado, foi seguro, calmo, sóbrio. Como disse sabiamente um amigo, tomara que paguemos seu salário em dia e que fique por São Januário.

Trocamos o goleiro Silva pelo goleiro Silva e nossa vida mudou.

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Antes, o passe do jogador pertencia ao clube. Ai, veio a lei Pelé e “libertou” os jogadores da “prisão” do passe. Agora temos clubes falidos (pela corrupção também, mas esta lei foi a pá de cal) e investidores dividindo Neymares de 11 anos em diante mundo afora. Parabéns aos envolvidos.

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Quantas vezes os senhores já ouviram falar de técnicos demitidos do mundo árabe?