Joel Santana

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Demorou, custou, teve idas e vindas. Finalmente o Vasco tem um treinador à altura de seu objetivo principal neste 2014: voltar à série A.

Ressalte-se: não me cabe o papel de artífice da perseguição infundada.

Quem acompanha este Panorama sabe que historicamente nunca achei o nome de Adilson ideal para o Vasco. Zeh Catalano deve lembrar-se das inúmeras vezes em que debatemos a situação e eu dizia que não ia dar certo.

Adilson foi um grande zagueiro. Ganhou títulos por onde passou. Na tradição do futebol, virou treinador. Sua maior façanha foi ter salvo alguns times de rebaixamento na primeira divisão.

Pouco para um clube do tamanho do Vasco.

Sim, veio no meio da tempestade, mas isso não traz credenciais.

O ano de 2014 foi marcado pela irregularidade. Nunca conseguiu um padrão de jogo definido, bancou o Professor Pardal em diversas substituições, deu no que deu.

O bom filho retorna à casa.

Joel Santana conhece o Vasco como ninguém.

Jogador do clube, começou em São Januário sua vitoriosa carreira à beira do gramado. Já correu mundo. Ninguém como ele para cuidar do momento delicado do time, já trazendo bons ares, vide a vitória de sábado sobre o América Mineiro.

Subestimado por conta de seu jeito popular em termos de “profexores” e doutores da bola, Joel nunca teve o reconhecimento midiático devido. Faz sentido num país onde muitos acham que “ser doutor” é falar difícil, ter pose arrogante e usar roupas de grifes caras.

Uma bobagem.

Não deve nada a nenhum Oswaldo de Oliveira, Tite, Mano, Celso Roth, Dunga etc.

O Vasco ainda tem um time muito abaixo de suas necessidades, mas uma coisa é certa: com Joel no comando, a organização do time e a marcação da defesa vão melhorar muito. Sem contar a união dos jogadores.

Não é mais o grande esquadrão dos anos 90, longe disso. Mas duvido que não seja o time que vai superar tudo até voltar para onde nunca deveria ter saído.

Com seu português simples, roupas esportivas simples e a pegada de boleiro de sempre, a missão de Joel está longe de ser a mesma de engomadinhos e idiotas da objetividade. Por isso mesmo, ele tem as melhores histórias para contar.

A primeira batalha é logo mais. Não espera. Oxalá o carnaval aconteça.

De maneira simples, como tinha que ser.

@pauloandel

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