Já está ficando sem graça…

E nossa invencibilidade continua intacta. Não só sobre todos os adversários que passaram na nossa frente, mas essa em especial contra o nosso maior rival.

Nem foi preciso jogar tão bem assim. Claramente sabedores da vantagem que tínhamos, iniciamos o jogo da forma que nos era mais interessante: tocando a bola com consciência, errando o menor número de passes possíveis e atacando de maneira cirúrgica.

Veio o primeiro gol de Andrezinho e a situação melhorou bastante. Se antes bastava não tomar um gol, agora a missão era não tomar dois gols.

Nesse momento, acho que recuamos demais e andamos levando muitos sustos. Sorte a nossa que temos um baita goleiro e eles tem um atacante que até agora não disse a que veio.

O segundo tempo começa e mantemos a tática de esperar o adversário para tentar contra-ataques. Num deles, tudo dá certo novamente e num lance que tinha tudo para se transformar em mais um incrível gol perdido de Riascos, contamos com o azar do zagueiro e o nosso segundo gol aconteceu.

Aí a vaca do urubu foi para o brejo. Se fazer um já estava muito difícil, fazer 3 em pouco mais de 30 minutos era quase impossível. Ainda mais para um time ainda em formação como o rubro-negro.

Vencemos bem. Com autoridade, com técnica e tática muito bem executadas. Com raça. Com força. Com sorte de campeão.

Quando sintonizei na TV para ver o jogo, as equipes já estavam prontas para iniciar a peleja. Portanto, não vi a tal polêmica entrada em campo do time flamenguista.

Pelo que li e vi depois do jogo, foi uma tremenda bola fora.

Mas sinceramente? Alguém se surpreendeu? Nada mais rubro-negro.

Com a palavra a enorme quantidade de analistas, jornalistas e torcedores que criticaram a atitude do nosso zagueiro Rodrigo ao não cumprimentar o atacante tricolor Fred.

Domingo EU VOU ao Maracanã. Pegaremos novamente o Botafogo, mas dessa vez, ao contrário do ano passado, a vantagem de resultados iguais é nossa. Além disso, nosso time é melhor que o do ano passado.

Estou bastante confiante de que o bicampeonato, que não vemos desde o início dos anos 90, virá.

Será que agora a dupla “colorida” irá preencher o tempo ocioso até as suas estreias no Campeonato Brasileiro com mais algum torneio inventado? Mais alguns amistosos com taças para eles gritarem “é campeão”?

Tenho certeza que entre meus poucos leitores, há muitos fãs de nossa colunista Carolina Sousa. Findo o nosso jogo, ela escreveu em seu perfil do Facebook um excelente texto que reproduzo abaixo:

Sabe aquelas coisas que dizem que quando fazemos coisas erradas pagamos por isso? Esse jogo foi bem por aí.

A marra, a arrogância, aquela coisa toda que sempre soubemos e já dizia nosso maestro Felipe”: “ Quem ganha à vida com a boca é cantor”. Foi bem o retrato do jogo.

A torcida adversária com uma soberba achando que a freguesia era questão de tempo acabar, como se apenas dependesse dela. Esqueceram que do outro lado tinha um gigante que várias vezes foi abatido durante batalhas, porém nunca desistiu de uma guerra e ao lado dele uma torcida apaixonada que segue esse clube e tem como retribuição de um time determinado, unido e com objetivos claros: ser campeão na bola, jogando e fazendo gol.

Não é um time de craques de outrora, mas um time aguerrido que não foge das batalhas. Um time que aceita receber e se aproxima de sua torcida para receber apoio e carinho e que nunca esqueceu que isso é fundamental para acreditar que juntos são capazes.

Hoje, tudo que começou errado não acabou bem.

A entrada, esquecendo todo fair play esportivo, deixando as crianças, pequenos torcedores de lado e fincando uma bandeira num território que achava ser seu já mostrou a falta de respeito e a falta do espírito desportivo.

Não jogamos bem, porém ao longo do campeonato fizemos por onde conquistar o direito desta vantagem. Lideramos na maior parte do tempo e conquistamos a taça Guanabara.

Discordei quanto ao local do jogo, com todo respeito que tenho ao torcedor de Manaus. Nosso território hostil seria São Januário com 90% de nossa torcida. Mesmo não tendo a maioria hoje quando deveríamos ter mostramos que futebol é no campo e ganha quem tem determinação e seriedade.

Hoje fizemos prevalecer a nossa vantagem e fizemos gols aproveitando as oportunidades. Poderíamos ter feito muito mais se não respeitássemos demais nosso adversário. Era pra ter goleado. Perdemos gols por displicência que poderiam ter feito falta, mas quiseram os deuses do futebol dar a vitória aquele que respeitou, aquele que leva a sério o espírito do futebol (apesar das zoações do futebol, que são brincadeiras) e que acima de tudo não coloca máscara e acha que está acima do bem e do mal.

A semana inteira vi uma mídia fazendo sensacionalismo porque não aguenta ver o Vasco com destaque, dominando o cenário do rio, a invencibilidade no cenário brasileiro e fazem de tudo para nos afundar.

Temos sim limitações, mas em campo somos representados por jogadores, além de tudo ser humanos que aprenderam a respeitar essa Instituição e a amar esta camisa. Encarnaram o nosso almirante em campo e mares bravos e tempestades são apenas obstáculos para aqueles que têm coragem para enfrentar.

Como disse hoje nosso xerife Rodrigo: “Aqui é Vasco”.

Respeito é bom e nós gostamos. Quer comemorar? Faça valer seu direito no campo e na bola. Não precisamos de mídia, apenas da nossa torcida e isso já nos basta.