Inacreditável

É inacreditável a capacidade do Vasco em transformar o seu purgatório na série B do Campeonato Brasileiro de 2014 em algo bem mais complicado do que deveria ser…

Um jogo com cara de festa no reencontro com nossa casa. Lotamos nosso estádio como há um bom tempo não víamos – até o famoso “foguetório” de antes das partidas começar, reativamos. Um clima totalmente favorável para vencermos: estádio cheio, vindo de uma vitória tranquila, com um time muito superior ao nosso adversário… Mas ainda assim, conseguimos a “proeza” de empatar!

Querem mais razões? Um primeiro tempo avassalador, em que abrimos o marcador, criamos muito e não deixamos o adversário jogar. Ou seja, jogamos como um grande clube da série A contra um time fraquíssimo e fizemos valer a nossa superioridade. Acho que nem a famosas pilastras que sustentam a cobertura das sociais de São Januário imaginavam o que poderia acontecer no segundo tempo…

Pois aconteceu… Num lance absolutamente casual, naquilo que os “idiotas da obviedade” chamam de “bola vadia”, tomamos um gol contra de uma maneira ridícula… Ok: todo gol contra é ridículo, mas o que tomamos hoje aos 7 ou 8 minutos do segundo tempo foi algo surreal!

Lá nas sociais, pensei com os meus botões: “Puro acidente! Ganharemos esse jogo mole!”. Ledo engano…

Apesar de mantermos o domínio, nada da bola entrar… E aí entra em cena o nosso querido “Professor Pardal” com suas substituições esdrúxulas que só ele entende. Mesmo com essas tentativas de atrapalhar de nosso técnico, o Vasco era muito superior ao brioso América-RN e fomos perdendo gols e vendo o tempo passar.

O domínio foi pouco a pouco virando desespero… Nosso goleiro ainda nos salvou em alguns contra-ataques… E veio o lance crucial da partida quando após um rebote de uma defesa improvável do goleiro adversário. O ex-namorado da irmã do Neymar consegue a proeza de acertar o goleiro chutando da risca da pequena área.

Fim de papo. Fim de festa. Aquele gosto de cabo de guarda-chuva na boca dos vascaínos presentes e vaias para todos os lados. Aquilo que imaginei ser o pontapé inicial de uma nova campanha na “segundona”, sendo carregado nos braços da torcida como ocorrera em 2009, fica para outra oportunidade… espero!

Sinceramente eu não sei se considero essa partida apenas como o famoso “acidente de percurso” ou como um prenúncio de dias piores…