Mudar não é pecado

adilson batista vasco

Por diversas vezes escrevi aqui que era questão de tempo para que o Vasco se recompusesse e se destacasse de vez na dianteira do Brasileiro. Assim, voltaria duma vez para seu habitat natural. Hoje, não abusarei da paciência do torcedor cruz-maltino aqui presente a nos prestigiar neste Panorama.

Mesmo já tendo mostrado algum serviço no campeonato carioca de 2014, perdido por conta de mais uma arbitragem pra lá de fora dos padrões, era natural que o Vasco se ajustasse de vez na competição mais importante deste ano. Sim, claro, a patética punição também lhe atrapalhou bastante. Tudo isso deve ser levado em conta.

Contudo, não há mais tempo a esperar. Principalmente depois do esquema extraterrestre de Adilson no último sábado, viu-se que muita coisa precisa ser feita. Menos mal que Diogo Silva fechou o gol – recuperando-se do ano passado – e, no fim, o Joinville perdeu uma série de gols. O Vasco também podia ter marcado. Só que é pouco. Muito pouco.

Antes do nascimento deste espaço vascaíno, não foram poucas as vezes em que conversei com nosso editor Catalano a respeito da aridez tática de Adilson, cujo currículo tem muito mais a ver com escape da zona de rebaixamento do que qualquer outra coisa – inclusive demitido do Corinthians em 2010, time que brigava pelo título, por não ter conseguido fazer a coisa funcionar. E o que o Vasco mais precisa hoje é de alguém que faça o avião decolar, mesmo com recursos escassos. O jogo é esse.

Longe aqui de querer parecer um corneteiro contra o trabalho do treinador, mas apenas exerço minha opinião a respeito.

O Vasco precisa de um profissional de ponta para dirigir a equipe e, desde o ano passado, expresso meu pensamento: este nome não é o de Adilson em meu ponto de vista.

A distância para o G4 é de apenas quatro pontos. Para o líder, América Mineiro, oito. Claro, ressalte-se que o time tem um jogo a menos, aquele contra o Náutico, adiado depois da greve da polícia pernambucana.

Se for o caso de mexer, que seja agora, até porque o treinador atual pode ter confirmada uma oferta vinda do mundo árabe. E o Vasco precisa de uma mudança de atitude para ontem.

Por mais que os times da competição mereçam respeito, não se podia pensar em outra coisa que não fosse a liderança vascaína desde a primeira rodada. Não é possível aceitar maus resultados contra o Luverdense, por exemplo, e achar isso normal. E não é mesmo.

Nada contra a pessoa do Adilson. Apenas acho que não é o sujeito que pode dar as respostas que o Vasco precisa como treinador. Se ele continuar, tomara que eu quebre a cara e tudo mude.

@pauloandel

Imagem: vasco.com.br