Holger Quinõnes!

Entrar no Maracanã, mesmo com tudo mudado, sempre traz lembranças das melhores.

Hoje, senhores, eu vi Quiñones ganhar o jogo para o Vasco. No meio campo, um camisa cinco nordestino, baixote, corria igual louco marcando. Zé do Carmo. Depois, com a saída, exausto, de Zé do Carmo, refez-se uma das minhas duplas de zaga favoritas do Vasco: Marco Aurélio e Quiñones.

Voltei a 1989.

Infelizmente, não tinha Boiadeiro, Bismarck, William, Bebeto. Luis Carlos Winck acertava todos os cruzamentos. Madson tem a eficiência dos cruzamentos de Mauricinho. Nunca acertava nada.

Não tinha Nelsinho Rosa no banco. Afinal, só se ele estivesse louco pra colocar Herrera em campo. Jorginho complicou um jogo fácil, no qual o Vasco só levou sustos no final por causa dos erros nas suas substituições. Leandrão não teve uma tarde feliz. Rafael Silva esteve muito bem. Morto, pediu pra sair. Era a hora de Kayser. Mas Jorginho optou, sabe se lá por que descaminhos mentais, por Herrera, que perdeu uma chuva de oportunidades e que, junto com Leandrão, ficou perdido entre os beques do Sport, facilitando a subida em bloco do adversário. Na hora do contra-ataque, cadê velocidade? Ainda assim, teve duas chances de matar o jogo. Perdeu ambas. Sinceramente, tenho pena de falar mal dele. Se dedica, corre, mas parece que jamais conseguirá marcar um gol pelo Vasco. Pai Santana já teria intercedido por ele há muitas rodadas.

Andrezinho foi muito bem, mas a partida foi do Neo-Quiñones Rafael Vaz. Jogou de beque e volante. Marcou, deu chutão pra onde o nariz aponta, como a sua versão 1989, e foi premiado com o gol da vitória. Esquecido em São Januário, pelo que se sabe por causa da esbórnia, parece estar recuperando o caminho que o fez ser pretendido meses a fio pelo Vasco até conseguir tirá-lo do Ceará. Luan que abra o olho. Joga bola, foi bem quase o jogo inteiro, mas fez duas lambanças imperdoáveis durante o jogo, que poderiam ter custado os tão importantes pontos do jogo de hoje.

Se o São Paulo tivesse cumprido seu papel, a coisa estaria melhor. Quarta-feira vem pra cima da gente como se fôssemos o último prato de comida. Hoje perdeu pro Avaí.

A luta continua.

Zeh