O gerente de marketing

Bem-vindo de volta ao Panorama Vascaíno. Espero que 2016 seja um ano mais palatável do que o famigerado – em todos os sentidos – 2015. Esperanças renovadas para todos, e que o futebol seja diversão e não fonte inesgotável de aborrecimentos. Amém.

Eis que, durante as férias, o Vasco anuncia o nome de Marcus Henrique Arnizaut Duarte para ser o novo Gerente de Marketing do Vasco. Imediatamente chovem críticas, principalmente pelo fato do sujeito ser torcedor do time da ave preta.

Conheço Marcus Duarte há cerca de 25 anos, desde os tempos de UERJ. Não é mais a pessoa próxima de anos atrás, mas ainda dá pra afirmar algumas coisas a seu respeito e a respeito de sua contratação. A inesquecível final da Copa de 94, por exemplo, eu assisti na casa da sua avó, junto ao vascaíno Helinho Mendes.

É um sujeito completamente apaixonado por futebol. Um dos piores flamenguistas que conheço. Chato. Pense nas piores características de um flamenguista padrão. Tem todas.

Numa das últimas vezes em que sentei num boteco pra conversar com ele, coincidentemente com o Helinho Mendes à mesa, ele ocupava o cargo atual, gerente de marketing do Vasco. Entregou-nos orgulhoso um cartão do Vasco. Usava chaveiro do Vasco. Tinha parado de usar um relógio prateado que adorava – com o escudo do Flamengo ao fundo. Ouvi um cara apaixonado pelo que estava fazendo, se dedicando de coração ao cargo. Teceu incrível lista de elogios a Eurico Miranda, que tantas vezes o vi desancar quando vestido de torcedor.

Não sei as razões pelas quais deixou o posto.

Sinceramente não sei se ele tem competência para o posto que já ocupa. Mas posso afirmar, mesmo estando distante, que o fato de ser torcedor do Flamengo não terá importância alguma. É um cara que adora o que faz e que vive para trabalhar com isso. Dedicação e suor não vão faltar. Tenho certeza.

Curioso é que, nas redes sociais, as críticas mais veementes que li ao fato de se ter contratado um não-vascaíno para o posto vieram de profissionais da área. Não estamos falando de profissionalismo? Será que um convite vindo de outro clube do Rio para uma dessas pessoas seria recusado? Ou, pior, será que um desses profissionais vascaínos, na hipótese de ser contratado pelo Flamengo, sacanearia seu empregador? O argumento não resiste a minutos de raciocínio. E o pior é que são esses que cobram de dia e de noite profissionalismo.

No entanto, houve outra crítica importante que, pra mim, permanece sem resposta. Muita gente apontou o contrato do Vasco com a Habib’s, feito sob sua gestão, de ser uma desgraça para o Vasco. Gostaria muito de saber.

Fui perguntar ao próprio.

Fiz contato por facebook e propus uma série de perguntas, acerca de Habibs, sobre ser flamenguista e ocupar cargo no Vasco, sobre Eurico Miranda, São Januário dentre outros assuntos. A entrevista não foi negada, mas ainda não foi respondida. Persistirei.

Tão logo a resposta venha, ela será integralmente publicado aqui. Por ora, a certeza de que há um cara sério no posto, independente do mau gosto clubistico.

abraços,

Zeh