Garra infinita

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Os vascaínos acompanharam neste domingo uma atuação daquelas que são inesquecíveis para o amor ao clube.

Longe de brilhantismo técnico, mas de garra, luta, aplicação, vontade. Fosse esse o time que tivesse começado o Brasileiro, a briga teria sido na parte de cima.

Nada deteve o Vasco, nem o drama, nem a pressão, nem a tempestade que tomou o Rio de Janeiro. Nem os gols perdidos antes por Nenê – um monstro – e Jorge Henrique.

A luta ainda é muito difícil, mas o time de São Januário mostrou que o impossível é para os falastrões. Domingo, o Brasil vai parar para ver mais uma decisão de vaga no Couto Pereira.

Que jogador é esse Nenê? Compensa todas as barangas e equívocos que aconteceram na Colina nos últinos meses. Alia garra, técnica e presença. Um achado.

Martín Silva pegou o possível e o impossível. A garra uruguaia não falha. Impecável.

Tudo pode acontecer, mas diante do passado recente, um time que só perde um jogo em catorze não merece cair. Um time que joga com a vontade de hoje não merece cair.

Se acontecer, terá sido com dignidade, de pé. Mas, sinceramente, todo vascaíno passou a ter obrigação de acreditar no triunfo sobre o Coritiba. E torcer para os resultados favoráveis.

Ficam de lado os erros, a política, a politicagem, Eurico, seus detratores, os candidatos a Eurico e tudo mais. O Vasco é maior do que todos os seus milhões de indivíduos.

Depois de todos os infortúnios, quem chegou vivo até aqui pode ir mais longe.

Parabéns, vascaínos. A brilhante estrela ainda ilumina o mar.

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