Futebol é simples

Diogo Silva, André Rocha, Luan, Rodrigo e Marlon; Guiñazú, Abuda e Fellipe Bastos; William Barbio, Edmilson e Reginaldo.

Diogo Silva, André Rocha, Luan, Rodrigo e Marlon; Guiñazu, Fellipe Bastos e Pedro Ken; Reginaldo, William Barbio e Edmilson.

Martín Silva; André Rocha, Luan, Rodrigo e Marlon; Guiñazu, Aranda, Fellipe Bastos e Montoya; Edmilson e William Barbio.

Martin Silva; André Rocha, Luan, Rodrigo e Marlon; Guiñazu, Aranda, Fellipe Bastos e Montoya; William Barbio e Edmilson.

Martin Silva, André Rocha, Luan, Rodrigo e Marlon; Guiñazú, Aranda, Bernardo e Fellipe Bastos ; William Barbio e Edmilson.

Martin Silva, André Rocha, Luan, Rodrigo e Henrique; Guiñazu, Pedro Ken, Fellipe Bastos e Bernardo; Wlliam Barbio e Thalles.

Martin Silva; Diego Renan, Luan, Rafael Vaz e Henrique; Aranda, Danilo e Pedro Ken; Bernardo, Montoya e Edmilson.

Martin Silva; André Rocha, Luan, Rodrigo, Diego Renan; Guiñazú, Aranda, Fellipe Bastos e Douglas; Éverton Costa e Edmilson.

Martín Silva, André Rocha, Luan, Rafael Vaz e Diego Renan; Guiñazu, Aranda, Fellipe Bastos e Douglas; Éverton Costa e Edmilson.

Martín Silva; André Rocha, Luan, Jomar, Diego Renan; Guiñazu, Aranda, Fellipe Bastos, Douglas; Montoya e Edmilson.

Com estas escalações acima, o Vasco entrou em campo para enfrentar os seus dez primeiros adversários neste Campeonato Carioca. Apenas em duas partidas, a escalação foi a mesma. Justamente nas goleadas aplicadas na terceira e quarta rodadas, sobre Friburguense e Audax.

Não sei se isso diz alguma coisa a vocês. A mim, diz. Passou da hora de termos um time titular de verdade. Hoje, em sã consciência, quem diz qual é o time titular do Adilson? E qual o esquema? O 4-3-3 com três volantes ele largou – ainda bem. Mas qual é o esquema atual? E como ele muda o time quando está perdendo?

Não, ninguém sabe a lógica dele. Ele diz que sabe. Pelo menos, revelou isso ao Globoesporte.com. Mas eu duvido. E explico.

abel e orlando fantoni

O primeiro carioca que acompanhei no estádio foi o de 1977 (faz tempo…). Nas primeiras 12 rodadas, o treinador Orlando Fantoni, o “Titio”, escalou os 11 titulares em dez oportunidades – só Zanata, machucado, deu vaga a Helinho contra America (única derrota naquele torneio) e Olaria. O único titular a ser barrado foi Fumanchu, na décima-terceira rodada. E ele só escalou um time misto uma vez: na estreia do returno, com o título da Taça Guanabara na mão, assim como a vaga na final.

É fato que Zanata passou o segundo turno quase todo no estaleiro, com Paulo Roberto, Helinho e Guina se revezando na sua vaga. Também é fato que perdemos Ramon nas três partidas finais – e que Paulinho entrou e deu conta do recado. Mas é fato que todo torcedor, na época, sabia de cor e salteado o time titular: Mazaropi, Orlando, Abel, Geraldo e Marco Antônio; Zé Mário, Zanata e Dirceu; Fumanchu ou Wilsinho, Roberto e Ramon. Quem entrava era reserva. Mesmo que o titular ficasse dois meses de fora, como ficou Zanata, o “Paletó Velho” (apelidinho escroto este…).

“Ah, mas o futebol era diferente. Se jogava menos”.

Tem certeza disso? O Vasco daquela época enfileirou dez jogos entre 27 de março e 8 de maio. Um mês e 11 dias. O de agora jogou as mesmas dez partidas em um mês e seis dias. Sacou que a diferença é ínfima? Mas vai piorar: no meio destas dez partidas, o Vasco de 1977 ainda foi a Santos fazer um amistoso – e meteu 3 x 0 lá. No mesmo período, ainda jogou mais.

Resumo da ópera: é bom o Adilson se tocar, definir mesmo o seu 11 para jogar e ir mexendo só quando machuca um Rodrigo, um Marlon. Chega de testes. Põe logo um 11 em campo. De preferência um 11 assim: Silva, Rocha, Rodrigo, Luan e Marlon; Guiñzau, Aranda, Bernardo e Douglas; Edmilson e William Barbio. Deixa para o Barbio ser o Fumanchu do Everton Costa e faz do Bernardo o Zanata de hoje, pronto para ser substituído pelo Montoya, quando necessário.

Mas, por favor, escala um 11, seu Adilson…

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Me peguntam como era a sala do Eurico na Besouro. Era grande. Tinha dominó de sobremesa (ele obrigava todos os gerentes a jogar dominó depois do almoço). E um pôster imenso. Nele, pontificava a figura de Roberto Dinamite, com uma alusão aos 500 gols que ele marcou com a camisa do Vasco. Eram próximos. Muito próximos, como as fotos que rolam na internet sugerem. Tão próximos que ele não precisava nem ir à Besouro pegar um carro se precisasse – a locadora fornecia de graça os veículos aos jogadores do Vasco, quando estes batiam com o carro ou precisavam dar um rolé. Roberto recebia o seu em casa. Deferência ao ídolo.

Quem se gosta assim, pode até romper a relação. Mas vai chegar uma hora em que a saudade bate no peito e aí…

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Vou dar uma refrigerada no cérebro em terras lusas. Comer umas pataniscas de bacalhau, tomar só vinho nacional e ouvir uns fados (adoro, desde criança…). E, claro, vou aproveitar para dar um pulo no Restelo e assistir o clássico lisboeta Belenenses x Benfica. Só para lembrar do tempo em que o Vasco era tão poderoso que quase tirou Eusébio da Luz… Hoje em dia, até o Estrela da Amadora é capaz de contratar um dos nossos… Não, o Estrela acho que ainda não. Mas o Gil Vicente pode ser…