Foi-se 2017, que venha 2018

Enfim chegou-se ao fim o campeonato brasileiro de 2017 e com ele a nossa vaga na Libertadores de 2018.

Foi um ano onde vimos um elenco fraco se superar, escapar de rebaixamento sem sustos e beliscar uma vaga na competição internacional. Eu, que como sempre sou pé no chão, admito que no campeonato brasileiro desse ano esperava apenas não cair (e creio que muitos torcedores pensavam igual, devido ao nosso histórico recente e tendo em vista o fraco elenco).

Vamos aos poréns, porque como disse acima, sou torcedor pé no chão:

Creio que seja unanimidade o fato de só estarmos com a vaga (mesmo que na pré), devido à muita sorte que o Vasco teve durante o 2º turno do campeonato. Foram várias rodadas em que o Vasco não fez sua parte, mas em compensação os rivais também não; alguns jogos vencidos com gols contra e além do fato do G4 ter virado G8.

Mas também tivemos méritos. Anderson Martins e Ramon foram peças chave para essa arrancada, assim como Martin Silva e Wellington (que, surpreendentemente, jogou muita bola na reta final). E não posso deixar de citar o Zé Ricardo, que organizou o time e tem o elenco na mão.

Não vou torcer pelo Flamengo para nos garantirmos na fase de grupos. Se fosse uma vaga no campeonato, poderia até ser, mas como já estamos na pré-Libertadores, 4ª Feira sou Independiente desde criança! Afinal, time que almeja Libertadores, não pode ter medo de pré-Libertadores, onde a tendência é pegar um time bem fraco. Foi uma tremenda água no chopp, mas não dá pra ter medo de pré-Libertadores.

Ps. Ainda espero o dia em que o diabo virá vir cobrar a alma deles por tanto pacto que eles fazem com o Tinhoso.

Fui a alguns jogos nesse ano, depois de muitos anos afastado (fui somente a uns 5 jogos ao desde a Libertadores de 2012). Voltar a São Januário com estádio cheio, como aconteceu nos jogos a que fui, acabou recuperando um pouco daquilo que achava que tinha perdido. Ver o ônibus chegando com milhares de torcedores em volta, cantando e soltando fogos, o estádio lotado e cantando, acaba  resgatando um pouco do que já tive um dia. Ainda tá longe de ser como era, a relação está um pouco distante, mas aos poucos espero que “o casal se acerte” de vez.

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Para 2018 temos muita coisa a fazer. O elenco é muito fraco pra disputar tantos campeonatos que, aliás, duram o ano inteiro. Temos que fazer muitas dispensas e muitas contratações.

Do elenco atual, temos uma boa base já montada. Martin-Ramon-Breno-Anderson Martins-Wellington-Nenê.

A lista de dispensa é longa: Rafael Marques, Jomar, Henrique, Jean, Gilberto, Andres Rios, Pikachu, Wagner, Escudero, Marcelo Mattos, Bruno Paulista, Luis Fabiano, Kelvin, Eder Luis, Thalles e Manga.

Ps. Pikachu apesar de ter feito o melhor jogo dele com a camisa do Vasco ontem, já provou que não tem condições de ficar.

Ps2: Luis Fabiano e Wagner tem custo benefício altíssimo e não jogam, sendo que o segundo, quando joga, nada faz.

Ps3: Jean a torcida idolatra porque é raçudo e rouba bola. Bom, estamos em 2017 e não tem mais espaço pra jogador desse tipo. Ele não acerta passe de 2 metros. “Ah mas ele roubou mais de 100 bolas durante o campeonato”. Ok, roubou mais de 100 e entregou 200.

Ps4: Creio que o resto seja unanimidade.

Os jogadores que sobram são os meninos da base (não dispensaria nenhum), além de Madson e Paulão. Esses 2 últimos acho que dá para manter para banco.

Temos que contratar: um lateral direito titular, um lateral esquerdo reserva, 2 volantes bons, 2 meias (um excelente e um bom) e 2 atacantes (um excelente e um bom).

Em relação ao Zé Ricardo: É inegável que ele tenha feito um excelente trabalho, porém tenho minhas ressalvas com ele. Diversos empates que tivemos com ele, foram por culpa exclusiva de seu medo de vencer. Vários jogos onde poderíamos ter ido pra cima e matado o jogo e ele fez o inverso, recuou o time e acabamos levando empate no fim dos jogos. O jogo de ontem mesmo, ele quase complicou de novo, quando o time levava uma pressão da Ponte e ele não mexia no time. Ele organizou o time, tem o elenco na mão, mas tem cabeça de treinador de time pequeno, que faz gol, se fecha e senta no resultado esperando acabar o jogo. Isso nunca deu certo e nunca vai dar, ainda mais quando vamos disputar campeonato contra os melhores times da América do Sul. Muitos amigos flamenguistas que tenho reclamam da mesma coisa que nós reclamamos: da covardia dele, do medo de vencer e da demorar em mexer no time.

Porém, admito que não há no mercado um técnico melhor. Trocaria o Zé Ricardo por um Cuca, Abel, Jair Ventura (talvez), Mano, e mais uns 3 que deve ter por aí. Como sabemos que são contratações impossíveis, vamos com Zé Ricardo, que pelo menos merece um voto de confiança.

Acho que com isso dá pra ficarmos tranquilo pra 2018.


Obs: Nenhuma menção a política é proposital.

Obs2: Gostaria de mencionar a gigante CHAPECOENSE, que virou meu “segundo time” após a tragédia e que mesmo com tudo que aconteceu, conseguiu a vaga para pré-Libertadores junto com o Vasco. Que maravilhoso!

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