Flamengo 2 x 1 Vasco, 22/03/2015

Dois erros inadmissíveis liquidaram as chances do Vasco no jogo de ontem. Gostaria muitíssimo de ouvir o que Martin Silva teria a dizer sobre a reposição de bola no chão num campo já completamente encharcado. A bola parou na água e se ofereceu a Alecsandro, que foi extremamente feliz no chute que acertou. Goleiro com Copa do Mundo em seu currículo, não pode cometer uma meninice do porte da que aprontou ontem. Menos ainda no clássico contra o principal adversário.

Já Guiñazu vinha tendo uma exibição primorosa até cometer um pênalti completamente desnecessário no incensadíssimo Marcelo Cirino. Anderson Salles chegava na cobertura.

Vida que segue. Não foi dessa vez. Ganhar ou perder é do jogo. Jogávamos melhor nos dois momentos em que tomamos os gols. Louve-se o fato de não ter havido na partida nenhuma intervenção decisiva da arbitragem, que se comportou dignamente num jogo complicado pelas decisões que teve de tomar: a de interromper o jogo e a expulsão de quatro jogadores (Bernardo, Guiñazu, Pico e Paulinho) no tumulto do final do jogo.

Faltou-nos banco. Os três jogadores para o ataque que tínhamos foram postos em campo (Bernardo, Thalles e Yago). Onde estão Mosquito, Indio, Rafael Silva? Marcinho está mesmo com um “desconforto”, ou está sendo preservado por estar fora de forma? Falando destes que entraram, que fase (será mesmo uma fase?) horrorosa de Thalles. Vem sendo sistematicamente posto em campo no segundo tempo e o máximo que consegue é cometer uma sucessão de faltas nos adversários. Desde que voltou da malfadada seleção sub 20, parece ter perdido o caminho dos gols. Está na hora de sentir o mesmo desconforto de Marcinho e desaparecer dos campos por um tempo.

Nossos laterais, que apoiam razoavelmente bem, são um terror em termos de marcação. Por ali, Éverton, que só corre, e Marcelo Cirino deitaram e rolaram. Foi de um drible sobre o lateral que saiu a jogada que acabaria no pênalti de Guiñazu.

Julio dos Santos foi o melhor do time, seguido de perto dos dois beques, que atuaram muito bem. A inundação do campo levou Dagoberto, que não teve tempo de ser útil.

De resto, muita calma. Perdemos o jogo sim, mas não há nada perdido. Jogamos melhor, contra um time que tem como único recurso destruir as jogadas do adversário fazendo falta em todos os ataques. Acredito que as lições do jogo de ontem serão assimiladas. E ao contrário do que li pela internet, não acho que o time seja inferior ao do Flamengo de forma alguma. Acho sim que estamos no caminho certo e que com um pouco de calma, chegaremos aos nossos objetivos. São poucos ajustes. Brigaremos pela taça.

chuva2

Por último, a chuva, que foi muita. Mas em meus quase 40 anos de futebol eu nunca vi um campo se transformar numa piscina olímpica tão rápido e, com a mesma rapidez, voltar a condições tão boas. Falou-se (amigos no estádio e a transmissão da tv) que o sistema de drenagem estaria funcionando com sua capacidade reduzida. Os jornais de hoje não tocam no assunto. A cena da piscina vai perdurar sem explicação.