Flamengo 2 x 2 Vasco – o “pênalti”da discórdia

Se pudéssemos definir o clássico Flamengo x Vasco de hoje, em Brasília, seria surreal, ou talvez “felomenal” como dizia Giovanni Improta. Porém o fato é que houve de tudo,desde o grotesco choque entre Luis Fabiano e o árbitro Índio (também, com esse apelido….) até o “pênalti” da discórdia, aos 44 minutos do segundo tempo. Ou seja, uma arbitragem desastrosa para os dois lados e que só poderia dar no que deu.

Apesar dos fatos pitorescos, o resultado acabou sendo justo. Cada um foi melhor em um tempo; o Vasco no primeiro, o Flamengo no segundo. O pênalti marcado no final do jogo fez justiça ao escrete cruzmaltino que, além da inferioridade técnica no momento, teve seu principal jogador expulso. E não desistiu nunca. Foi recompensado. Até a expulsão, o Flamengo encontrava dificuldades contra nossa equipe. No primeiro tempo, o Vasco foi melhor; o Flamengo só foi chutar sua primeira bola aos 20 minutos de jogo! Isso mesmo, 20 minutos. Antes disso, o Vasco vinha atacando bem, principalmente com Henrique pela esquerda, levando vantagem sobre Pará. E em uma dessas jogadas, trapalhada de Réver com Luis Fabiano, a bola sobra para Nenê, o melhor do Vasco, pela ponta esquerda e cruzamento certinho para Pikachu: Vasco 1 a 0. Com isso, a equipe se fechou para jogar nos contra-ataques e chamou o adversário para seu campo. Mesmo assim, o Flamengo chegou pouco a nossa área. A rigor só um cruzamento de Pará pela direita em que Leandro Damião chegou atrasado.

No segundo tempo, os mulambos vieram com tudo pressionando a nossa equipe. Algumas chances e a primeira cena burlesca da partida: em um lance em que Luis Fabiano escorregou e atingiu um jogador adversário, ele tomou cartão amarelo. Só que ao questionar o juiz, Luis Fabiano supostamente encostou o peito no árbitro como se fosse um encontrão. Aí, o senhor Índio deu dois passos para trás, encenando uma queda caricata. E isso resultou na expulsão de nosso atacante: patética, surreal a cena. Então, se com 11 contra 11 a pressão já estava forte para nossa equipe, com 10 a reação mulamba chegou. E em uma cobrança de Mancuello pela direita, William Arão subiu mais do que Jean e empatou: 1 a 1. Pouco tempo depois, Berrio domina a bola pela ponta direita, dribla Henrique para dentro e fuzila Jordi: Flamengo 2 a 1. Milton Mendes mexeu em nossa equipe, colocando Escobar, Escudero e Thalles. E mesmo com 10, decidimos partir para dentro. Já ao os 41 minutos, falta de Marcelo Cirino em Henrique, que já tinha passado por ele de passagem. Nenê toca para Douglas, que solta uma bomba; a bola bate no travessão. E aos 44 minutos, o pênalti que decidiu o clássico: em jogada pela ponta direita, lançado por Douglas, Nenê tenta cruzar a bola; esta bate na cintura do lateral adversário Renê e Índio marca…pênalti. “Pênalti” que Nenê cobra com categoria, dando números finais a partida: 2 a 2.

No fim das contas, a única coisa que pode ser dita, diante dos fatos pitorescos e caricatos provocados pela arbitragem no jogo de hoje, é: Deus escreve certo por linhas tortas; afinal, a expulsão surreal de Luis Fabiano abriu caminho para uma virada dos mulambos imerecida. E no final, o senhor Luiz Antonio “Índio” da Silva Santos acabou colocando justiça no clássico, marcando um pênalti inexistente. Logo, compensou a expulsão de Luis Fabiano com um pênalti que só ele viu. Índio quer apito, se não der, pau vai comer…