Fim de festa melancólico

Mais de 67000 pessoas presentes no Maracanã. Uma grande festa da imensa torcida cruzmaltina,com Fernanda Abreu, e depois com Lexa e MC Darlan no intervalo. Mas o time cruzmaltino não correspondeu a torcida e terminou e um empate melancólico aos 48 minutos com o péssimo time da Chape, já rebaixada, em 1 a 1. O Vasco terminou em décimo segundo, na mesma posição em que terminou o primeiro turno. Perdeu uns 5 milhões na premiação final, que seria importante para quitar todos os débitos pendentes.

O Vasco, ainda que tenha dominado a maior parte do jogo, jogou de forma meio displicente, acreditando que venceria a qualquer momento. Com isso, a Chape deu duas estocadas no início aos 4 minutos e aos 8, com Artur Gomes, para boas defesas de Fernando Miguel. O Vasco respondeu aos 11 com Marrony, cabeceando rente a trave. A Chape voltou a ameaçar a meta cruzmaltina aos 27, em que Henrique dá espaço e deixa Eduardo cruzar e Pikachu põe a escanteio e quase faz contra. Aos 31, em escanteio cobrado, a zaga da Chape rebate mal e Henriquez tenta o chute colocado e Joao Ricardo põe para escanteio. Aos 41, cruzamento de Guarin, Ribamar ganha de João Ricardo no alto e Caíque Sá salva em cima da linha. E aos 43, Rossi chuta e a bola bate na zaga da Chape.

No segundo tempo, o Vasco veio mais decidido. E logo aos 6 minutos, Rossi escapou pela direita e chutou para defesa de Joao Ricardo. Mas ao 13, em um dos muitos vacilos da defesa cruzmaltina, Camilo, livre de marcaçao, deu um belo voleio e Sidao, olhou e a bola bateu no travessão. Aos 20 minutos, Gabriel Pec deu um ótimo cruzamento e Marrony chutou, a zaga rebate e Rossi perde um gol praticamente feito, de frente para o gol, chutando rente à trave. O Vasco seguiu em cima e aos 37 mimutos, o VAR: boa jogada de Henrique, que cruza para Pikachu, que chuta; Mauricio Ramos desvia com o braço. Pênalti. Pikachu cobra e abre o marcador. Mas o futebol é cruel. Aos 43, novamente Rossi escapa pela direita e chuta para Joao Ricardo defender. E ao 48, o castigo para a torcida cruzmaltina: Pikachu passa de herói a vilão ao permitir o cruzamento de Dalberto e a falha da zaga que permite que Vini Locatelli apareça livre e cabeceie no canto de Sidão, dando números finais a partida, calando o Maracanã. Em seguida, no final da partida, o coro “queremos jogador”. Melancólco fim de festa.

Terminado o Brasileiro 2020, não podemos nos esquecer de que a missão que precisava ser cumprida, a foi: permanecer na Série A em 2021. A vaga na Sula, de certa forma, foi um prêmio a essa limitada equipe do Vasco. Sim, a torcida tem certa razão. O Vasco precisa de jogador. O time mostrou isso várias vezes. Tanto o empate com a Chape hoje, quanto com o Goiás algumas rodadas atrás demonstraram claras limitações defensivas, apesar da melhora. E gols tomados nos acréscimos, o que aconteceu algumas vezes nesse campeonato e custou uns 8, 9 pontos. Que fique a lição dos erros cometidos, mesmo com a permanência a a vaga na Sula. Que o Vasco em 2021 analise os erros cometidos nas contratações equivocadas (Valdívia, Clayton, Danilo Barcelos, Fellipe Bastos, Marquinhos) e passe a contratações cirúrgicas para as posições mais carentes. E usar a base, mesclando com essas contratações. Aproveitar nomes como Gabriel Pec, que foi muito bem hoje, Bruno Gomes, Alexandre Melo, Caio Lopes. É uma reformulação inteligente, uma vez que o clube hoje não tem condições financeiras de montar um grande time ainda. Vamos em frente, e aos poucos, montar um time melhor, com inteligência. Feliz 2020.