Ferimento leve

Uma hora tinha que acontecer, mas se é que é possível escolher um melhor momento para uma derrota, esse talvez não tenha sido tão ruim.

Olhando para a tabela, os ferimentos foram levíssimos! Mantivemos a ponta e ainda a uma boa distância do quinto colocado – cinco pontos do Brasil de Pelotas, que é o que principalmente interessa.

Perdemos exclusivamente por conta de erros individuais. Jordi e Rodrigo falharam feio respectivamente no primeiro e no segundo gol dos goianos.

Mas não vi a equipe tão mal assim… Muitos insinuam uma provável “nenê-dependência” e os números até corroboram com este pensamento. Nas pouquíssimas vezes em que Nenê não esteve em campo (três vezes desde que ele veio para o Vasco), empatamos duas e perdemos ontem.

Mas especificamente no jogo de ontem, não vi assim tanto essa dependência. É claro que o craque faz falta, mas ontem criamos muitas chances de gol e chegamos a mandar três bolas na trave!

Portanto cabe acrescentar ao rol de motivos da derrota de ontem, nossa incompetência para marcar gols.

O gosto é ruim e faz tempo que não o sentíamos, mas perder é do jogo. Sigamos em frente com os nossos objetivos que no momento, para atingi-los, estamos muito bem encaminhados.

Tenha paciência com o seu amigo que torce para o rival… Qualquer que seja o rival, por mais absurdo que pareça, ele agora finalmente achou algum motivo para nos zoar. Ele espera por isso há mais de sete meses!

Motivo para ele, é claro. Mas coloque-se no lugar dele – eu sei, isso é difícil, mas tente imaginar…

Depois de ter terminado o Campeonato Brasileiro de 2015 num insosso 12º lugar, de ter sido mais uma vez eliminado por nós no Campeonato Carioca e nos ver novamente Campeões, de estar há nove jogos sem saber o que é nos vencer, de passar vergonhas como perder para um time da série D, ser eliminado da Copa do Brasil na segunda fase por um time da série C…

Entenda que hoje resta pouco a comemorar para ele… Campeonatos em outras modalidades ou colocação no G4 (ainda que por pouquíssimas rodadas…) no atual Brasileirão… Nada mais.

Seja compreensivo… Deixe ele falar um pouquinho… Olhe para ele com aquele sorrisinho superior no canto da boca… Ele vai entender que você estará apenas tendo… digamos… pena dele.

Do meu amigo Eduardo Dubó, ilustre vascaíno, pelo Facebook:

A culpa foi minha. Ontem recebi uma mensagem do além assim:

‘O que você prefere? Vencer a Liga do basquete ou continuar invicto? Ou um ou outro?’

Escolhi ser campeão do basquete. Foi mal…”

Vou confessar a vocês: eu não gosto de basquete. Na verdade seria melhor dizer que eu só gosto de futebol.

Sério… Não consigo sentir a mesma emoção…

Óbvio que quero que o Vasco vença até “cuspe à distância” e que fiquei muito feliz com a vitória na Liga Ouro, mas nem de longe um campeonato vencido em outra modalidade esportiva me traz tanta alegria e emoção como o futebol.

Portanto, seguem dois recados:

  • Leiam as espetaculares colunas da Carolina Sousa e do Ricardo Fortes sobre nossa conquista no basquete;
  • Dubó: me deves esse dissabor!!!

“Você não é derrotado quando você perde. Você é derrotado quando desiste.” (Dr. Gregory House).