Feliz Dia dos Pais

Feliz dia dos pais, vascaíno.

Agradeço ao meu velho pai meus genes vascaínos. Tinha na família parentes próximos botafoguenses e flamenguistas, mas meus genes eram mais fortes. Nunca houve um único momento de dúvida entre o Vasco e qualquer outra coisa que fosse. E, graças ao bom Deus, parece que minha filhinha de quatro anos já sente um grande amor pelo Vasco. Incrivelmente parece que ela associa o Vasco a felicidade. Certamente à minha felicidade. Ontem à noite ela comemorou ao ver o replay dos gols em algum jornal da tv. E olha que é mulher, o que certamente faz diferença na hora de apresentar o futebol. A concorrência no interesse é muito maior…

Certamente me ver feliz com o Vasco é um dos pontos que a ajudam a gostar do Vasco. Mas há os genes. E esses, ela aparentemente tem.

Meu pai adora futebol. Mas desde que me dou por gente tem um sério problema de referências. Nascido em 1940, viu o expresso da vitória em toda a sua plenitude. Perdeu as contas dos jogos a que foi daquela turma. E com isso, já no fim dos anos 70 e início dos 80, reclamava que aquilo não chegava aos pés do Vasco que ele viu. Me levou a muitos jogos interessantes.

O primeiro deles foi esse:

Vasco 4 x 0 Internacional, brasileiro de 1981

Lembro que a gente levou o binóculo pro jogo. Fui tentar ver o Roberto bater o pênalti. Levei um ano pra conseguir enquadrar. Exatamente quando achei a bola, ela desapareceu e eu ouvi o urro da torcida comemorando o gol. Foi o primeiro gol que eu (não) vi no Maracanã. Do Roberto.

Imaginem o sofrimento de hoje ao testemunhar esse Vasco. Se a gente já sofre… Ele realmente tenta abstrair e não ver os jogos, mas não consegue. Pelo menos vai ter um domingo tranquilo.

Tomara que esse fim de anos se aproxime com tranquilidade, com o Vasco cumprindo sua obrigação, que é a de retornar imediatamente, de preferência sem tentar matar torcedores do coração.

Ganhamos de presente três pontos fundamentais, numa partida contra o ABC em Natal em que não jogamos rigorosamente nada mas aproveitamos as míseras oportunidades que tivemos. E na atual conjuntura, importa muito mais ganhar os jogos do que jogar bem. Temos uma missão a cumprir. E ontem, ela foi cumprida. Com grande ajuda de Martin Silva. Seguimos caminhando de volta pra nosso lugar. Com ou sem sobressaltos, um passo de cada vez.

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Ontem, por volta da meia-noite, vi reportagem na ESPN sobre o lançamento de uma loja do Leicester City na Tailândia. O lançamento teve a presença da miss Tailândia. Malcomparando, o Leicester tem, na Inglaterra, a mesma relevância nacional que o Paraná Clube ou o Juventude de Caxias do Sul. Recém reerguido à 1a divisão, está lá, presente na Tailândia, conquistando torcedores e dólares. Ok, o novo dono do clube é tailandês, mas isso não muda o fato de que os mercados asiáticos compram futebol e iriam amar poder torcer pra clubes brasileiros. Tomara que a gente saia na frente. Há espaço pra todos, mas certamente vai fazer diferença começar primeiro. E o Vasco tem tudo para isso. História. Temos de descobrir o caminho pras Índias. Já.

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Eleições do Vasco serão tema de um post só pra falar dela e dos candidatos. Eu voltarei!

abraços

Zeh