Feliz 2017…?

O que podemos esperar desse ano para o nosso clube?

O Tri Carioca? É bem possível, mas convenhamos: o título regional já não é parâmetro para nada há muito tempo. Os dois últimos anos do Vasco por si só, já provam isso. É claro que quero vencê-lo, mas hoje, o “carioqueta”, para mim, pesa tanto quanto essa tal Florida Cup.

Um campeonato que a cada ano que passa atrai menos interessados, que vive sobre suspeição daqueles que o organizam e que, em especial para os times grandes, se resume a uns 3 ou 6 jogos interessantes. O resto é um longo e enfadonho amontoado de jogos contra pequenos que nos últimos anos nem sequer incomodam.

Obvio que isso não diminui nem um milímetro os dois últimos que vencemos, mas eu trocaria ambos pela permanência na série A nos últimos anos…

E por falar nela, e a série A do Campeonato Brasileiro neste ano? Será que apenas brigaremos para não cair? Será que ficaremos ali na tal “água de salsicha”? Ou será que brigaremos por algo…? Na minha avaliação ainda é cedo e nem mesmo um tricampeonato regional servirá para eu mudar essa minha posição. Acho que só teremos uma noção melhor, e ainda assim não definitiva, lá pela décima rodada.

Para aqueles que insistem que eu estresse a minha bola de cristal, vá lá: seremos tri carioca e ficaremos ali… logo acima dos que vão cair, sem correr muitos sustos… E só.

Há muitas coisas que nos diferenciam dos demais torcedores. Umas boas e outras que me irritam ao extremo!

Coisas como criticar um jogador recém contratado sem sequer tê-lo visto jogar com alguma frequência. Digam-me aí: quem viu ao menos uns quatro jogos inteiros do Escudero? Pois foi só o sítio oficial do clube anunciá-lo para choverem críticas nas redes sociais…

Menos complexo de vira-latas, galera! Vamos vê-lo em alguns jogos e depois, se todo o pessimismo se confirmar, eu serei o primeiro a reclamar.

Digna de registro a espetacular campanha da nossa equipe de Beach Soccer (eu nunca vou entender porque não chamam essa porra de futebol de praia… ou futebol de areia…).

Campeão Brasileiro e Campeão da Libertadores da América!

Três jogos já se passaram antes de eu escrever essa coluna inaugural de 2017. Disputando a tal Florida Cup, vencemos o Barcelona de Guayaquil – atual campeão equatoriano, fizemos um primeiro tempo e metade do segundo tempo até que razoável contra o Corinthians, e vencemos o River Plate.

Não achei ruim nossa participação. Longe de ser espetacular, mas também longe de ser péssima.

Gostei do primeiro jogo do Evander como volante. Não joga como aquele cabeça de área tradicional – aquilo que hoje os entendidos chamam de “volante de contenção”, mas sim como elo de ligação entre a defesa e o ataque. Aquele que surge sempre como opção para que os zagueiros não deem aqueles chutões para o centroavante se virar lá na frente. Algo que o Andrezinho fez muito bem durante a fase boa de 2016.

Mas ficou nesse jogo… Nos outros ele jogou completamente perdido, sem saber direito o que fazer. Parece-me uma questão de treinamento.

Para minha surpresa, Henrique foi melhor que o menino Alan. Só espero que ele não se machuque novamente… pela enésima vez!

Continuo sem entender o porquê de o Madson sequer vestir a nossa camisa. Nenê continua sendo a estrela da Companhia. Thalles continua acima do peso e dando trombada em todo mundo, Eder Luiz mantém a sua média histórica (10 ataques estragados pela sua pouca inteligência, por uma jogada sensacional), Rodrigo sente cada vez mais a idade, Julio dos Santos continua leeeeeento…

Muriqui nem deu tempo para a gente falar alguma coisa e Escudero (que também me parece acima do peso…) acertou um passe ou outro, mas acho que ainda podem ser melhor avaliados.

Vejamos a estreia no “carioqueta” já contra um rival.

Por fim, aquilo que com certeza será o que de mais importante acontecerá no nosso clube em 2017: as eleições para o Conselho Deliberativo, consequentemente para Presidente.

Dispensável ficar insistindo aqui sobre a importância de se associar (títulos estatutários, com direito a voto!), de participar pelo menos indo votar ou de ao menos inteirar-se sobre os candidatos e sobre tudo que fizeram o sobre o que propõem.

E por falar nisso, vejam:

Campeonato Brasileiro 2001 – 11º lugar (não se classificou para as quartas de final);

Campeonato Brasileiro 2002 – 15º lugar (não se classificou para as quartas de final);

Campeonato Brasileiro 2003 – 17º lugar (não caiu porque o campeonato foi disputado por 24 equipes e só caiam as duas últimas);

Campeonato Brasileiro 2004 – 16º lugar;

Campeonato Brasileiro 2005 – 12º lugar;

Campeonato Brasileiro 2006 – 6º lugar;

Campeonato Brasileiro 2007 – 10º lugar;

Campeonato Brasileiro 2008 – saiu em 01/07/2008, com o time na 9º colocação, após a oitava rodada;

Campeonato Brasileiro 2015 – 18º lugar (rebaixado para a série B em 2016);

Campeonato Brasileiro 2016 (série B) – 3º lugar, a 11 pontos do primeiro colocado (Atlético-GO).

Pois é…