Faltou-nos banco…

Confesso que esperava menos do Vasco hoje mais cedo (bem mais cedo, aliás…). Comecei a ver o jogo convicto de que um empate seria o que de melhor conseguiríamos frente ao Figueirense na sua casa. Não por uma suposta superioridade do time catarinense que conheço muito pouco, mas muito mais por nossas últimas atuações nada animadoras.

Mas para minha surpresa fizemos um primeiro tempo muito bom. A marcação estava perfeita e nas raras vezes em que foi vencida, nosso goleiro estava lá para garantir que a bola não entrasse. Ocupamos muito bem os espaços e ganhamos a maioria das chamadas “segundas bolas”, com isso criamos inúmeras chances de gol. E aí é que pecamos… Tudo bem que o goleiro adversário estava numa manhã (?) feliz, mas perdemos muitos gols por não tentar deslocá-lo.

Para mim, no primeiro tempo, o Vasco fez uma de suas melhores partidas nesse ano. E com isso, aquela sensação de que um empate estaria bom, sumiu. A vitória era uma questão de tempo.

Ledo engano… Veio o segundo tempo, o time começou a cansar e aí ficou mais uma vez escancarado o nosso atual principal problema: poucas peças de reposição…

Olhar para o banco e ter que contar com Jonh Clay e com Bernardo deve dar um desânimo ao Doriva… O Bernardo talvez ainda possa acertar uma bola parada aqui ou acolá, mas depende da Lua ou da conjunção dos astros… Sei lá! O Jonh Clay, nem isso: temos certeza de que não vai dar certo…

O Figueirense é que perdeu as melhores chances na segunda etapa e no fim, eu voltei a agradecer por ter empatado.

Mas como bem observou um amigo vascaíno, matematicamente é melhor perder uma e ganhar outra do que empatar duas. Urge vencermos. E infelizmente os próximos dois jogos serão bem mais difíceis que os que jogamos até aqui: pegamos o Internacional em São Januário e em seguida o Atlético mineiro em Minas.

Por que não testar o tal Emanuel Biancucchi já contra o Cuiabá  na quarta-feira pela Copa do Brasil, e pelo menos  torná-lo alguma opção plausível para a já costumeira queda de rendimento do Dagoberto no segundo tempo?

Algo precisa ser feito…

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E por falar em Dagoberto, não gostei de suas declarações depois do jogo.

Não. Eu não tenho ilusão de que brigaremos pelo título. Impossível não é, mas é muito improvável. Mas isso quem está dizendo sou eu. Podem dizer isso nós torcedores do Vasco, torcedores rivais, analistas da TV, da rádio ou da mídia em geral, mas ele?

Ele tem a obrigação de acreditar que vai ganhar sempre. Ou pelo menos de dizer que acredita sim que vai ser campeão, mesmo que no seu íntimo, ele não acredite.

Amanhã ou depois, um lance ou outro em que ele… digamos… não demonstre muita vontade, a torcida lembrará de suas declarações e aí?

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Se eu tivesse que apostar em algum time hoje, na segunda de 38 rodadas, para ser o campeão, eu não apostaria no Vasco. Mas também não apostaria em nenhum.

Muito… MUITO cedo para qualquer análise que não seja precipitada.

A sensação que tenho é que uns 2 ou 3 times por aí tem algo a mais, mas ainda falta muito e qualquer palpite agora não passa de um chute.

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Estranho esse negócio de ver jogos às 11 horas da manhã…

Ouvi de um amigo ligado à TV que isso foi feito para capturar a audiência dos países asiáticos por conta o fuso horário…

Não sei… Como vão ser lá nas rodadas finais os jogos às 11 horas da manhã que rolarem aqui no Rio de Janeiro onde o verão, na prática, se inicia em outubro?

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E por fim, perguntar não ofende: por que somente Flamengo e Corinthians não tiveram até agora, seus jogos marcados para esse novo horário??!?