A falta do debate – Parte 2

super-heroi

Caros Amigos Vascaínos,

Ao Som de Spider Man – Ramones, vamos ao que interessa.

Uma breve digressão

Não é uma coincidência que a era de ouro dos quadrinhos tenha surgido durante a segunda guerra mundial.

Superman (1938)
Batman (1939)
Lanterna Verde (1940)
Capitão América (1941)

A iminência de uma guerra mundial e a crise econômica nos Estados Unidos deixavam todo mundo à espera de um salvador da pátria. Nesse sentido, a mensagem messiânica por trás desses super-heróis, principalmente para os mais jovens, era exatamente o que se queria ter por perto.

No Vasco, acontece a repetição desse fenômeno acerca do debate sobre a corrida presidencial. Depois dessa desastrosa administração, o caos financeiro e os constantes “erros” de arbitragem, o Vascaíno está ansioso por esse super-herói, o “fudêncio” que colocará a nau Vascaína no caminho certo.

Outro fator substantivo nessa característica personalista do debate eleitoral Vascaíno é que o Brasileiro sempre votou na pessoa, nunca na ideologia. É bem verdade que depois dos anos tucanos e petistas, as inúmeras denúncias de corrupção e acordos escusos, fica muito difícil acreditar em qualquer ideologia no processo eleitoral atual. E eu entendo que o Vascaíno esteja cético a respeito disso.

Mas precisa ser assim?

Posso estar remando contra a maré, mas como o Vasco político é bem menor do que a massa votante brasileira, eu otimista que sou, acredito que podemos fazer diferente.

A falência da ideologia é uma coisa muito boa para quem quer se perpetuar no poder, a ausência de um debate mais aprofundado sobre propostas, promessas, projetos é uma garantia de conforto aos políticos, pois, se as promessas de campanha não são bem discutidas, como o eleitor o cobrará?

Dessa vez eu torço e vou tentar estimular que o debate eleitoral seja feito acerca das ideias. Eu não tenho dúvida que o Brasil seria um país melhor se os eleitores fossem mais atenciosos e cobrassem mais dos seus mandatários as propostas não cumpridas, mas na maioria das vezes não se sabe o que cobrar de um político. O Vasco que a gente quer, forte e vitorioso, só existirá se o Vascaíno, sobretudo o sócio, tiver uma postura menos passiva e resolver fazer parte dessa mudança.

É fundamental a análise crítica sobre o que cada um propõe para o Vasco, e faz parte saber como. O cenário financeiro é ruim, credibilidade baixa, uma proposta ousada deve ser questionada se é factível ou não. Também deve se analisar o histórico de cada candidato. Isso ajuda a definir o perfil que se deseja para o Clube e a evitar possíveis equívocos como comprar gato por lebre.

Precisamos sair da mediocridade, mas para isso é preciso elevar o nível do debate. A renovação do Vasco precisa vir junto com uma atitude consciente e vigilante. Para fechar gosto sempre de citar um provérbio chinês, muito pertinente e atemporal.

“O medíocre discute pessoas. O comum discute fatos. O sábio discute idéias”

Ao Som de War Pigs – Black Sabbath, me despeço.

Horacio